JUROS FUTUROS EM ALTA
BOLSAS EUROPEIAS EM QUEDA

Dólar
As notícias sobre rebaixamento das notas de risco soberano elevaram a temperatura no mercado de câmbio doméstico, puxando a moeda americana para seus maiores preços em mais de dois meses. Dessa forma, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,771, em um avanço de 0,73%, nos últimos negócios de ontem. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,775 e R$ 1,748. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,880, em alta de 1,07%.


Na terça-feira, o mercado já ficou nervoso com a notícia de que a agência de classificação de ''rating'' (risco de crédito) Fitch rebaixou a classificação da Grécia, com base em preocupações sobre o estado das contas públicas daquele país. No dia anterior, a agência Moody's havia alertado para as dificuldades de grandes economias, como França e EUA, administrarem suas dívidas por conta da fraca recuperação econômica. Ontem, a agência Standard & Poor's rebaixou a perspectiva do rating soberano (nota de risco de crédito de um país) da dívida de longo prazo da Espanha de ''estável'' para ''negativa'', abrindo a possibilidade de ocorrer a queda da nota.

Juros futuros
O mercado de juros futuros, que sinaliza o custo do dinheiro para os bancos, elevou novamente as taxas projetadas nos contratos de prazo mais longo. No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista subiu de 9,88% ao ano para 9,91%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada avançou de 10,42% para 10,46%. Esses números são preliminares e podem sofrer ajustes.

Fluxo cambial
O mês de novembro terminou com fluxo cambial positivo de US$ 3,890 bilhões. Dados divulgados pelo Banco Central (BC) mostram que a movimentação de dólares para o Brasil foi positiva pelo oitavo mês consecutivo. O resultado de novembro contrasta com o observado em igual mês de 2008, no auge da crise financeira, quando estrangeiros sacaram US$ 7,159 bilhões do País. Os dados preliminares de dezembro de 2009, no entanto, mostram que a tendência se inverteu em relação ao verificado em novembro. Na primeira semana de dezembro, o Brasil perdeu quase US$ 1 bilhão.

Transações
Segundo o BC, o ingresso de dólares no mês passado foi liderado pelo segmento financeiro, responsável pela entrada líquida de US$ 2,432 bilhões. Nesse valor, estão incluídas todas as transferências para compra de ações, títulos de renda fixa, investimento produtivo e remessa de lucros, entre outras transações. No mês, foram registrados ingressos totais de US$ 24,863 bilhões e saídas de US$ 22,432 bilhões. O resultado positivo teve, ainda, ajuda da conta comercial, com superavit de US$ 1,458 bilhão no mês passado. O valor foi gerado por exportações de US$ 13,148 bilhões e importações de US$ 11,689 bilhões no decorrer de novembro.

Tendência
Na primeira semana de dezembro, entre os dias 1º e 4, porém, a tendência dos números mudou. Nessa semana, o Brasil perdeu US$ 925 milhões. A saída se concentrou totalmente no segmento comercial, que amargou deficit de US$ 1,421 bilhão, resultado de importações de US$ 2,663 bilhões e exportações de US$ 1,243 bilhão. A saída de dólares pelo comércio exterior foi parcialmente compensada pela entrada de US$ 495 milhões no segmento financeiro. Nessa conta, foram registrados ingressos de US$ 5,400 bilhões e saídas de US$ 4,904 bilhões na semana.

Europa
As Bolsas europeias fecharam em baixa ontem. A revisão para baixo da perspectiva do rating soberano (nota de risco de crédito de um país) da dívida de longo prazo da Espanha afetou a confiança dos investidores. A Bolsa de Londres caiu 0,37%, no índice FTSE 100; a Bolsa de Frankfurt teve baixa de 0,72% no índice DAX; a Bolsa de Zurique teve baixa de 0,75%, no índice Swiss Market; a Bolsa de Madri teve baixa de 2,30%, no índice Madrid General; e a Bolsa de Amsterdã caiu 0,81%, no índice AEX General. O índice FTSEurofirst 300 - que reúne ações das principais empresas europeias - caiu 1%, no pior resultado desde 30 de novembro.

Deficit
A França registrou deficit comercial de 4,39 bilhões de euros (US$ 6,5 bilhões) em outubro, 56,8% maior que o de 2,8 bilhões de euros de setembro. As exportações em outubro somaram 28,26 bilhões de euros, enquanto as importações atingiram 32,65 bilhões de euros. Em outubro, a França exportou 24 aviões da Airbus, com um valor de 1,15 bilhão de euros, em comparação com os 22 exportados em setembro, no valor de 1,34 bilhão de euros.

Japão
A economia do Japão cresceu muito menos do que o inicialmente relatado no terceiro trimestre, mostraram dados do governo revisados, uma vez que a valorização do iene e a deflação pesaram sobre a atividade econômica, levando as empresas a adiar novos investimentos. Os novos dados divulgados ontem revelaram que o Produto Interno Bruto (PIB) real cresceu 0,3% no terceiro trimestre, em comparação com o trimestre anterior, muito menor do que a expansão de 1,2% anunciada no mês passado, e pior do que a previsão dos analistas, que esperavam um aumento de 0,6%.

(Das agências)

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