Dólar baixa
Bolsas sobem




Dólar
Em um dia relativamente tranquilo, a cotação da moeda americana ficou praticamente inalterada em relação ao fechamento de anteontem, após nova intervenção do Banco Central (leilão de compra). O dólar comercial encerrou o dia vendido por R$ 1,722, baixa de 0,05%. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,726 e R$ 1,717. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi mantido em R$ 1,830. Entre as principais notícias do dia, o BC revelou que as entradas de dólares superaram as saídas por US$ 3,55 bilhões no mês de novembro (até o dia 27). O resultado em novembro até a última sexta-feira é o segundo melhor do ano.

Câmbio
O fluxo cambial registrou forte ingresso de US$ 2,077 bilhões na quarta semana de novembro, entre os dias 23 e 27 do mês passado. O dado foi divulgado ontem pelo Banco Central. De acordo com o levantamento, o resultado semanal aumentou o fluxo cambial do mês, que acumula entrada líquida de US$ 3,558 bilhões no acumulado de novembro até o dia 27. O forte movimento da semana passada foi liderado pelo segmento financeiro, onde são registradas as transferências para compra de ações e títulos, investimentos produtivos e remessas de lucros e dividendos. Nessa conta, a quarta semana de novembro teve ingresso de US$ 2,287 bilhões, resultado de entradas de US$ 7,656 bilhões e saídas de US$ 5,368 bilhões. No acumulado do mês, a conta financeira acumula ingresso de US$ 2,458 bilhões, com ingresso de US$ 22,979 bilhões e saídas de US$ 20,521 bilhões.

Fluxo
Na conta comercial, a semana passada teve movimento contrário, com saída líquida de US$ 210 milhões. O resultado negativo foi gerado pelas importações que somaram US$ 4,634 bilhões e superaram as exportações de US$ 4,424 bilhões no período. No acumulado do mês, a conta registra ingresso líquido de US$ 1,100 bilhão, fruto de US$ 12,405 bilhões em exportações e US$ 11,305 bilhões em importações. No acumulado do ano até o dia 27 de novembro, o fluxo cambial registra entrada de US$ 26,414 bilhões. Nesse período, a conta financeira liderou, com US$ 15,713 bilhões, e o segmento comercial apresentou superávit de US$ 10,701 bilhões. Em igual período de 2008, o Brasil havia perdido US$ 6,518 bilhões no fluxo cambial.

Compra
A compra diária de dólares realizada pelo Banco Central no mercado cambial à vista aumentou as reservas internacionais em US$ 2,678 bilhões em novembro, conforme levantamento preliminar feito até o dia 27. Dados da autoridade monetária divulgados ontem mostram que na quarta semana do mês, entre os dias 23 e 27, essas intervenções diárias somaram US$ 690 milhões às reservas. Desde que a compra diária foi retomada em maio, o BC já retirou US$ 23,679 bilhões do mercado à vista.


Europeias
As bolsas europeias fecharam em alta ontem. Os investidores mantiveram o bom humor após a divulgação de dados sobre o mercado de trabalho nos EUA referentes a novembro, apurados por consultorias privadas. Os números animaram os negócios dois dias antes da divulgação dos dados do governo americano sobre empregos. A Bolsa de Londres subiu 0,29%, indo para 5.327,39 pontos no índice FTSE 100; a Bolsa de Frankfurt teve leve alta de 0,09% no índice DAX, para 5.781,68 pontos; a Bolsa de Zurique teve alta de 0,23%, indo para 6.386,54 pontos no índice Swiss Market; a Bolsa de Amsterdã fechou com ganho de 0,32%, com 316,44 pontos no índice AEX General; e a Bolsa de Madri teve leve alta de 0,08%, com 1.238,35 pontos no índice Madrid General. O índice FTSEurofirst 300, que reúne ações das principais empresas europeias, subiu 0,5%, ficando com 1.015,77 pontos.

Tóquio
A Bolsa de Tóquio também fechou em alta ontem, com o forte rali de terça-feira nas bolsas de Nova York e a esperança de que medidas monetárias adicionais do Banco do Japão (BOJ, banco central) possam pelo menos impedir uma forte valorização do iene por enquanto. O índice Nikkei 225 ganhou 36,74 pontos, ou 0,4%, para 9.608,94 pontos, liderado pelos setores siderúrgico e automotivo. As ações do setor siderúrgico fecharam em alta, com valorização de 2,7% nas da Nippon Steel e de 2,4% nas da JFE Holdings.

Montadoras
As montadoras também subiram depois dos dados relativamente sólidos sobre vendas de automóveis nos EUA e sobre um aumento das vendas domésticas. Nissan Motor registrou alta de 2,5% e Honda Motor avançou 2,1%. Entre as baixas, destacou-se a transportadora marítima Nippon Yusen, que perdeu 2,7% depois de fixar o preço de oferta para sua planejada emissão de novas ações.

China
As Bolsas da China fecharam em alta pelo terceiro pregão seguido, lideradas pelas ações de bancos e de imobiliárias. O Xangai Composto subiu 1,1% e encerrou aos 3.269,75 pontos. Já o Shenzhen Composto avançou 1,3% e terminou aos 1.228,24 pontos. Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) adicionou 1,3% e China Construction Bank faturou 0,8%. O setor imobiliário se beneficiou da presença de investidores em busca de ofertas de ocasião. China Vanke ganhou 2,2% e Poly Real Estate teve alta de 2,8%.

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