Bolsas europeias subiu
Dólar desceu

Em queda


A cotação do dólar comercial caiu 0,52% ontem, a R$ 1,726 na venda. No mês, a moeda tem desvalorização acumulada de 1,71%; no ano, a queda é de 26,02%. Alguns dados econômicos divulgados ontem nos Estados Unidos como número de pedidos de auxílio-desemprego, consumo pessoal e vendas de novas moradias deixaram, segundo analistas, os investidores mais tranquilos na busca por investimentos de risco que pagam rendimentos mais elevados, o que contribui para a queda da moeda.

Porto seguro

Na maior parte do ano, o dólar, que tipicamente é visto como um porto seguro em épocas de crise, se desvalorizou após notícias consideradas positivas. Nesta sessão, segundo Kathy Lien, diretora da consultoria GFT, em Nova York, esse papel foi cumprido pelos dados de auxílio-desemprego.

Em alta

As principais bolsas europeias fecharam em alta ontem, com os investidores continuando a favorecer os ativos de maior risco, como ações e commodities, e desprezando os mais seguros, como o dólar. A consequente fraqueza do dólar e alta do ouro para novos níveis recordes do ouro proporcionaram impulso em especial ao setor de matérias primas.

Fraco giro

Contudo, no geral, o impulso foi prejudicado pelo fraco giro, com os participantes do mercado se preparando para o feriado de Ação de Graças nos EUA. Além disso, com a ausência de indicadores econômicos importantes no restante da semana, ''fica difícil de ver quais os novos fatores que podem mover este mercado enquanto caminhamos para a segunda parte da semana'', disse Michael Hewson, da CMC Markets.

Movimento

Em Londres, o índice FT-100 subiu 40,85 pontos (0,77%) e fechou com 5.364,81 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 24,54 pontos (0,65%) e fechou com 3.809,16 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 subiu 33,71 pontos (0,58%) e fechou com 5.803,02 pontos. Apesar dos ganhos de ontem, sinais de fragilidade não são difíceis de encontrar. Os custos da proteção contra um default de Dubai por cinco anos, expresso nos contratos de credit default swap, disparou depois que o conglomerado Dubai World, que possui quase US$ 60 bilhões em obrigações, disse que está buscando uma ''paralisação'' de seis meses no pagamento da sua dívida.

Recuperação

A maioria dos mercados asiáticos apresentou bons resultados nessa quarta-feira, após a queda expressiva registrada no dia anterior. Motivadas por fatores internos, as bolsas chinesas alavancaram os demais pregões da região, que pouco refletiram a ligeira baixa de Wall Street.

Saldos

Em Hong Kong, a procura por pechinchas nas empresas imobiliárias levou o índice Hang Seng da Bolsa para uma alta de 0,8%, fechando aos 22.611,80 pontos. Henderson Land saltou 3,5%, enquanto Sino Land avançou 3,3%. Bank of China caiu 3% e Bank of Communications cedeu 1,9%. Em recuperação, as Bolsas da China tiveram fortes resultados, em que pese continuarem as preocupações com um aperto na política monetária por parte de Pequim - isso deverá afetar principalmente as ações de bancos. O índice Xangai Composto subiu 2,1% e encerrou aos 3.290,17 pontos. O Shenzhen Composto ganhou 3,3% e terminou aos 1.214,24 pontos.

Negócios

Entre as ações mais negociadas, Zijin Mining Group avançou 6,5%, Haitong Securities adicionou 3,4% e Shandong Gold-Mining atingiu a alta limite diária de 10%. Os bancos chineses estavam nessa quarta-feira cheios de dólares, depois de aumentarem suas posições na moeda norte-americana no dia anterior. Assim, o yuan se valorizou sobre a moeda norte-americana. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8272 yuans, abaixo do fechamento de terça-feira, que foi de 6,8294 yuans.

Em Tóquio

A Bolsa de Tóquio fechou com leve alta ontem, graças à divulgação dos dados que mostraram melhora na balança comercial do país, puxando para cima as ações das montadoras. A valorização do setor automotivo ofuscou as perdas com ações do setor imobiliário, causadas pela notícia de que uma grande incorporadora de condomínios pediu concordata. O índice Nikkei 225 avançou 40,06 pontos, ou 0,4%, e fechou aos 9.441,64 pontos, interrompendo uma sequência de cinco dias de baixa.

Balança comercial

A balança comercial do Japão registrou em outubro seu maior superávit em 19 meses, uma vez que o aumento da demanda asiática por aço, semicondutores e componentes eletrônicos liderou a continuidade da recuperação das exportações, segundo o Ministério das Finanças. Observadores do mercado disseram, porém, que os ralis da bolsa podem ter vida curta e que o mercado pode continuar fraco talvez por alguns meses, dadas as atuais preocupações com a prevalência da nuvem tóxica dos chamados ''3Ds'' - deflação, diluição (do valor das ações, por causa de novas ofertas) e DPJ (sigla em inglês do partido governista, o Partido Democrático do Japão).

Das agências

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