MERCADO FINANCEIRO
Dólar subiu
Juros futuros desceu
Repique
A taxa de câmbio doméstica teve um repique após dois dias de queda, sob a expectativa do mercado quanto à ata do Fomc (o equivalente americano do Copom), que seria divulgada ontem no final da tarde. Frente ao euro, a moeda americana também teve um dia de valorização. O dólar comercial foi cotado por R$ 1,735 nas últimas operações de ontem, em alta de 0,40%. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,737 e R$ 1,723. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,840, estável.
Investimentos
O Banco Central revelou que ontem o volume de investimentos estrangeiros foi recorde no País no mês de outubro (US$ 17,119 bilhões), incrementado principalmente pelo lançamento de ações do Santander na Bolsa brasileira. Em termos de contas externas, o deficit nas transações do Brasil foi US$ 2,911 bilhões, ante US$ 2,31 bilhões em setembro, puxada principalmente pelas remessas de lucros e pagamento de serviços (deficit de US$ 4,456 bilhões nessa conta).
Fluxo cambial
Em novembro, como mostram os últimos números registrados pelo BC, o fluxo cambial está positivo para o país: as entradas superam as saídas por US$ 1,3 bilhão (até o dia 18). A autoridade monetária também realizou seu leilão diário de compra - ontem entre 15h01 e 15h11 - aceitando ofertas por R$ 1,7331 (taxa de corte).
Expectativas
Analistas esperam que a ata do Fomc revele que os integrantes do Federal Reserve (banco central dos EUA) estejam preocupados com a situação da economia americana, e portanto, enviando uma sinalização clara de que os juros dos EUA devem permanecer baixos ''por um longo tempo'', o que contribui para um dólar fraco.
Juros futuros
O mercado de juros futuros, que sinaliza o custo do dinheiro nos bancos, voltou a reduzir as taxas projetadas nos contratos de mais longo prazo. No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista retraiu de 9,67% ao ano para 9,64%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada cedeu de 10,17% para 10,14%. Essas taxas são preliminares e podem sofrer ajustes.
Pico
Os investidores voltaram às compras perto do encerramento do pregão de ontem, levando a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) para seu segundo maior ''pico'' do ano. Analistas atribuíram às previsões mais positivas do banco central americano a disparada dos preços. O Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, subiu 0,76% no fechamento, aos 67.317 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,44 bilhões, ainda abaixo da média do mês (em torno de R$ 6 bilhões/dia).
Análise
''A Bolsa começou a subir claramente depois da ata do Fomc. Depois, havia notícias de possíveis medidas para ajudar o setor automobilístico, o que deve ter ajudado também na recuperação. O investidor está cauteloso sim, mas os últimos dados têm vindo positivos, e o mercado corre para a ponta de compra'', comenta Paulo Hegg, analista da Um Investimentos. ''E amanhã (hoje), nós devemos ver essa cautela de novo: acho que as principais Bolsas devem abrir um pouco 'de lado' (sem tendência definida), aguardando os novos números dos EUA'', acrescenta, numa referência às estatísticas sobre renda e consumo do trabalhador americano.
Guia
Os investidores tiveram um dia relativamente nervoso. Logo na abertura dos negócios, havia imensa expectativa pela atualização do PIB americano, o primeiro guia importante da agenda do dia. O número decepcionou um pouco. O Departamento de Comércio dos EUA apontou um crescimento de 2,8% (base anual) para a economia americana no terceiro trimestre, em sua segunda estimativa do PIB. Na primeira, o órgão do governo americano havia calculado um crescimento de 3,5% das riquezas do país.
Ânimo
O mercado somente ganhou novo ânimo após a divulgação da ata do Fomc (o equivalente americano do Copom), que mostrou uma autoridade monetária um pouco mais otimista sobre a economia dos EUA. A projeção para o crescimento de 2010 foi revista para uma faixa de 2,5% a 3,5% no próximo ano, contra uma previsão anterior entre 2,1% e 3,3%, o que deu gás novo para os investidores.
Em baixa
As principais bolsas europeias fecharam em baixa nessa terça-feira, com as preocupações com relação a saúde geral das economias globais e temores que começaram na Ásia relacionadas ao setor bancário pesando sobre o mercado. Esses fatores levaram a uma queda nos preços do petróleo e do ouro e deram um impulso aos ativos de menor risco. Em Londres, o índice FT-100 caiu 31,54 pontos (0,59%) e fechou com 5.323,96 pontos; em Paris, o índice CAC-40 recuou 28,55 pontos (0,75%) e fechou com 3.784,62 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 caiu 32,17 pontos (0,55%) e fechou com 5.769,31 pontos.
Das agências





