OURO EM ALTA

EURO EM BAIXA


Liquidez
Os feriados municipais do Dia da Consciência Negra em São Paulo e Rio de Janeiro fecharam a BM&FBovespa e tiraram liquidez do mercado de câmbio de balcão, que operou ontem em outras praças do País mas com fraquíssima liquidez. Levantamento realizado pela reportagem em mesas de operação de câmbio de algumas grandes instituições financeiras, que funcionaram em esquema de plantão, apurou que o dólar à vista no balcão oscilou pouco, entre leves quedas e altas até fechar quase estável.

Ausentes
Os profissionais de câmbio monitoraram o movimento da moeda no exterior ante outros pares cambiais relevantes, como o euro. O mercado doméstico mantém a expectativa de que o governo ainda poderá lançar novas medidas com o objetivo de conter a apreciação do real, contudo, o assunto ficou de lado ontem dada a ausência dos principais players em meio ao fechamento da bolsa brasileira.

Balizamento
''O ajuste de alta do dólar no mercado internacional foi a única referência para a formação do preço da moeda no balcão hoje (ontem)'', disse um operador de tesouraria do banco nacional consultado. Segundo ele, foram fechadas poucas operações em outras praças do País e o comportamento dos mercados internacionais, com queda das bolsas e valorização do dólar e dos preços dos Treasuries, balizou as cotações da moeda norte-americana por aqui.

Dólar
No fechamento dos negócios, um pouco mais cedo do que o horário habitual de 16h30, o pronto no balcão foi cotado a R$ 1,733 na venda, com ligeira queda de 0,06% em relação ao valor final de quinta-feira, em R$ 1,734. Durante a sessão, o pronto oscilou de uma mínima em R$ 1,727 (-0,40%) a uma máxima em R$ 1,740 (+0,35%).

Giro
O giro financeiro total coincidiu com o volume de operações em D+2 e somou apenas cerca de US$ 97,8 milhões, informou um operador de tesouraria de um grande banco local. Uma fonte de uma corretora disse que ''houve uma corridinha de última hora perto do fim da sessão para a zeragem de fluxo de caixa de algumas instituições financeiras''.

Moedas
Lá fora, o euro e outras moedas de maior retorno operaram em baixa em relação ao dólar por causa das persistentes preocupações dos investidores com o ritmo lento da recuperação econômica mundial e, principalmente dos EUA. Com a agenda de indicadores vazia ontem e o fim de semana chegando, os investidores buscaram refúgio na moeda norte-americana. O euro recuou 0,54%, a US$ 1,4849, enquanto o dólar estava praticamente estável, cotado a 88,93 ienes (+0,01%).

Fadiga
As bolsas europeias fecharam em baixa ontem, em meio a crescentes preocupações de que a recuperação econômica global será mais gradual do que o previsto. Foi o quarto dia consecutivo de perdas. Sem dados macroeconômicos e notícias corporativas de peso, o sentimento geral guiou os negócios. Os traders apontaram também para uma certa fadiga no mercado antes do final de semana. As ações exibiram pouca reação à decisão do Banco Central Europeu (BCE) de tornar mais rígidos os padrões de aceitação de certos títulos lastreados em ativos como colateral para suas operações de refinanciamento. Trata-se da primeira medida de fato para começar a retirar os programas de estímulo extraordinários criados para combater a crise.

Bolsas
A bolsa de Londres fechou com o índice FT-100 em baixa de 0,31%. A bolsa de Paris fechou com o índice CAC-40 em baixa de 0,82%. Em Frankfurt, o índice Dax caiu 0,68%. Em Madri, o Ibex-35 recuou 1,07%. Em Milão, o índice MIB cedeu 1,37%.

Metais
Apesar da valorização do dólar de ontem, os futuros de ouro fecharam com alta na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange. O mercado foi beneficiado pela inconstância dos investidores de câmbio e pelos comentários a respeito de uma possível correção nos mercados de ações, afirmou Michael Gross, corretor e analista de futuros da OptionSellers.com. ''Ninguém quis ficar vendido no mercado de ouro durante o fim de semana.'' O contrato dezembro do metal fechou com alta de US$ 4,90 (0,43%), em US$ 1.146,80 por onça-troy. Na semana, o vencimento acumulou ganho de 2,7%.

Contratos futuros
Os futuros de cobre também fecharam com alta na Comex, desafiando fatores negativos, como o câmbio e a elevação dos estoques do metal. ''Acredito que os fatores técnicos ainda estão em jogo'', afirmou Scott Meyers, analista sênior da divisão Pioneer Futures, da corretora MF Global. ''Não vejo qualquer dano baixista nos gráficos do cobre'', afirmou, observando que o contrato março do metal pode testar novamente a máxima de US$ 3,17 por libra-peso na próxima semana. O contrato de cobre para dezembro subiu US$ 0,0270 (0,88%), para US$ 3,1080 por libra-peso e o março avançou US$ 0,0280 (0,90%), para fechar em US$ 3,1340 por libra-peso.

(Das agências)

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