MERCADO FINANCEIRO
FLUXO CAMBIAL EM ALTA
DÓLAR EM QUEDA
Dólar
A moeda americana foi negociada abaixo do preço de durante a maior parte do expediente de ontem, tendo um leve repique praticamente nas operações finais, após a intervenção diária do Banco Central no mercado de câmbio. O BC realizou leilão às 15h29 (hora de Brasília) e aceitou ofertas por R$ 1,7130 (taxa de corte). Dessa forma, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,717 (estável) nas últimas operações de ontem. As taxas oscilaram entre R$ 1,720 e R$ 1,706. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,820, sem variação sobre a taxa de terça-feira.
No azul
O fluxo de dólares para o Brasil inverteu a tendência na segunda semana do mês. Após a saída de US$ 1,388 bilhão registrada na primeira semana de novembro, os números voltaram ao azul com o resultado do período entre os dias 9 e 13. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC), o fluxo cambial da segunda semana do mês ficou positivo em US$ 2,108 bilhões. Com isso, o saldo mensal preliminar trocou os sinais e passou a acumular ingresso de US$ 720 milhões.
Fluxo cambial
Conforme o levantamento do BC, a inversão dos números foi gerada pelo movimento do fluxo financeiro, onde são registradas as transferências de dólar para a compra de ações, títulos, investimentos produtivos e remessas de lucros, entre outras operações. Nessa conta, a semana acumulou ingresso líquido de US$ 1,129 bilhão, o que inverteu o resultado mensal do indicador. Na primeira semana do mês, essa conta estava negativa em US$ 818 milhões e, agora, passou a acumular ingresso de US$ 311 milhões no mês.
Saldo
Segundo o BC, o fluxo financeiro teve entradas de US$ 5,776 bilhões e saídas de US$ 4,648 bilhões na segunda semana do mês. No mês, os ingressos acumulam US$ 10,509 bilhões e as saídas, US$ 10,199 bilhões. No comércio exterior, a segunda semana do mês acumulou ingresso líquido de US$ 979 milhões. Novamente, o resultado foi suficiente para inverter a trajetória dos números e o saldo preliminar do mês que estava negativo em US$ 569 milhões na primeira semana e passou a registrar ingresso de US$ 409 milhões no acumulado de novembro.
Balança
Segundo o BC, as exportações somaram US$ 3,217 bilhões na segunda semana do mês e acumulam US$ 4,935 bilhões em novembro até o dia 13. Nas importações, o valor atingiu US$ 2,238 bilhões na semana e US$ 4,526 bilhões no mês. No acumulado do ano até 13 de novembro, o fluxo cambial acumula ingresso de US$ 23,576 bilhões. Em igual período de 2008, o resultado era positivo em US$ 11,798 bilhões.
Europa
As principais bolsas europeias fecharam em direções divergentes ontem, com Frankfurt e Madri sustentando um fechamento positivo e Londres e Paris terminando em ligeira baixa após o retorno do nervosismo. O desapontamento com relação aos dados do mercado de moradia e inflação ao consumidor dos Estados Unidos apagou os ganhos iniciais e colocou uma pressão de baixa sobre as ações que tentavam avançar, impulsionadas pelos ganhos das mineradoras, Cadbury e Marks & Spencer. Segundo traders e analistas, os mercados de câmbio continuam no foco dos investidores, uma vez que o dólar mais fraco induz os preços das commodities em alta.
Indicadores
Em Londres, o índice FT-100 caiu 0,07%; em Paris, o índice CAC-40 recuou 0,02%; em Frankfurt, o índice Dax-30 subiu 0,16%. Em Madri, o índice Ibex-35 subiu 0,63%; em Milão, o índice FTSE/MIB caiu 0,20%; em Lisboa, o índice PSI-20 subiu 0,32%.
Trabalho
O CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) dos Estados Unidos teve alta de 0,3% em outubro, um ligeiro avanço em relação ao 0,2% visto em setembro. Os dados foram divulgados pelo Departamento do Trabalho. No acumulado dos 12 meses até outubro o índice registra queda de 0,2%. O núcleo - que exclui preços de alimentos e energia - registrou alta de 0,2%; nos últimos 12 meses, a alta acumulada no núcleo é de 1,7%. Os preços dos alimentos tiveram ligeira variação positiva de 0,1% no mês passado, mas no acumulado dos 12 meses há queda de 0,6%. Os preços da energia, por sua vez, subiram 1,5% em outubro, mas têm queda de 14% no acumulado em 12 meses.
Preços
O indicador mostrou a mesma variação registrada no PPI (Índice de Preços ao Produtor), que aponta variações de preços no atacado no país. O índice do atacado, no entanto, registrou um avanço bem maior, uma vez que em setembro havia apontado queda de 0,6%. O núcleo apontou queda de 0,6%, maior que a de 0,1% vista em setembro. Nos 12 meses até outubro, o índice registra queda de 1,9%.
(Das agências)





