BOVESPA EM ALTA
JUROS EM BAIXA

Acelerador
Depois de uma manhã incerta, com abertura em baixa e muito vaivém - tudo bem que bem perto da estabilidade - a Bovespa encontrou no meio da tarde o pedal do acelerador. Sustentado inicialmente pelas ações da Petrobras - com reforço posterior de Vale - o Ibovespa recuperou os 67 mil pontos e manteve o patamar até o final. Terminou a sessão em alta de 1,17%, aos 67.405,98 pontos, maior nível desde 17 de junho do ano passado. Com o resultado de ontem, o acumulado do mês está positivo em 9,52% e, no ano, em 79,51%. O giro financeiro totalizou R$ 6,663 bilhões (os dados são preliminares). O dólar fechou em alta de 0,41%, a R$ 1,7170.

Sustentação
O comportamento em alta dos papéis da Petrobras foi apontado pelos especialistas como uma das principais razões a dar sustentação ao Ibovespa. O noticiário sobre a estatal foi rico, mas três analistas apostaram num ajuste para explicar o desempenho. ''Os papéis estavam atrasados. Na verdade, não estavam andando por causa da indefinição sobre a pulverização das ações'', comentou um operador do mercado de renda variável de uma grande corretora paulista.

Correção
O economista da Um investimentos Herz Ferman acrescentou que houve uma correção após o vencimento de opções sobre ações na segunda-feira e considerou que as descobertas anunciadas pela estatal eram pequenas para causar alvoroço. O gestor gerente da Infinity Asset, George Sanders, concorda com o atraso dos papéis na comparação de Vale, mas também destacou a descoberta de petróleo.

Descobertas
Segunda-feira à noite, a Petrobras anunciou a descoberta de óleo leve (29º API) no campo de Marimbá, na Bacia de Campos (em águas rasas de pós-sal). O volume recuperável de óleo é estimado em 25 milhões de barris. Ontem, a estatal e a companhia nacional de petróleo de Angola, Sonangol, comunicaram uma nova descoberta de petróleo pelo poço Manganês-01, perfurado no Bloco 18/06, em águas profundas, localizado a 200 quilômetros da cidade de Luanda. Em operações de teste, a Petrobras diz em comunicado que foi produzido petróleo de cerca de 20 graus API, com altas vazões e excelente índice de produtividade.

Petróleo
O operador da corretora paulista comentou ainda que os ganhos desses papéis tiveram o dedo do investidor estrangeiro, que esteve firme na compra de Petrobras. Além disso, a inversão para cima dos preços do petróleo no mercado externo à tarde favoreceu a ampliação dos ganhos. Na Nymex, o contrato da commodity para dezembro fechou a US$ 79,14 o barril, em alta de 0,30%. Petrobras ON avançou 2,67% e PN, 2,73%.

Produção
A estatal divulgou ontem que produziu, em média 2,001 milhões de barris de óleo por dia no mês de outubro no Brasil, volume praticamente estável ao apurado em setembro, de 2,004 milhões de barris. Já em relação a outubro de 2008, quando a produção média da estatal ficou em 1,873 milhão de barris, houve um crescimento de 6,83%. A produção média diária da estatal aponta um volume total de 2,573 milhões de barris de óleo equivalente (considerando também o gás natural e a produção no exterior), também praticamente estável em relação ao desempenho de setembro, mas 5,45% maior do que o registrado em outubro do ano passado.

Quadro
Ontem o quadro externo não contribuiu ao desempenho do Ibovespa, a não ser nos breves momentos de queda. Depois da alta de segunda-feira, as Bolsas globais passaram por uma realização de lucros, nos EUA incentivada pelo dado fraco da produção industrial de outubro. No mês passado, o indicador subiu 0,1%, abaixo de 0,3%, mas o mercado não deu muita bola e as vendas de ações foram contidas.

EUA
Também foi divulgado ontem nos EUA a inflação no atacado (PPI), que subiu 0,3%, ante previsão de alta de 0,6%. Já o núcleo do índice, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, caiu 0,6% no mês passado na comparação com setembro, após declínio de 0,1% no mês anterior. A previsão era de alta de 0,1%. Apesar de terem operado em queda, Dow Jones e Nasdaq fecharam em alta de 0,29% e 0,27%, respectivamente./

Juros
O mercado de juros teve uma reação tranquila à saída do diretor de Política Monetária do Banco Central, Mario Torós, e à indicação de Aldo Mendes para substituí-lo. A repercussão da notícia divulgada na noite de segunda-feira foi mais evidente nos contratos de curto e médio prazos, com vencimentos até janeiro de 2012, que mostraram recuo firme, enquanto os longos rondaram a estabilidade ao longo da sessão.

Contratos
Ao término da negociação normal da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o DI janeiro de 2011 (308.980 contratos) estava em 10,20%, de 10,26% e 10,27% no fechamento e ajuste de segunda. O DI julho de 2010 (26.585 contratos) tinha taxa de 9,10%, de 9,12% e 9,14% segunda no fechamento e ajuste. O DI janeiro de 2012 (79.705 contratos) projetava 11,60%, de 11,62% no ajuste e 11,61% no fechamento de segunda.


(Agência Estado)

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