MERCADO FINANCEIRO
EURO EM ALTA
DÓLAR EM QUEDA
Otimismo
Notícias positivas percorreram o planeta ontem, do Japão aos Estados Unidos, e motivaram nova onda de otimismo nos mercados financeiros. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) subiu 1,99%, aos 66.627,10 pontos, enquanto Dow Jones e Nasdaq dispararam 1,33% e 1,38%, respectivamente. O dólar fechou em queda de 0,70%, cotado a R$ 1,7100.
Onda
A onda positiva começou no Japão, que divulgou crescimento de 1,2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, enquanto economistas esperavam alta de 0,6% na segunda maior economia do planeta. Embora positivo, o número fez o índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio fechar com alta de 0,21%, por causa de preocupações em relação a possíveis planos de oferta de ações por várias companhias japonesas e do quão sustentável tem sido o crescimento da economia.
Força
Outra notícia vinda da Ásia e que também deu forças às ordens de compras nos pregões ao redor do mundo foi o compromisso, assumido pelos países participantes do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) no final de semana, de manterem os gastos para estimular as economias.
Consolidação
A aposta nas ações se consolidaram após os Estados Unidos divulgarem que as vendas no varejo no pais subiram 1,4% em outubro, superando as expectativas de alta de 0,9%. Como o consumo representa 70% do PIB do país, o indicador reforçou apostas na recuperação da economia. O dólar perdeu em relação a outras moedas, e nem conseguiu amparo nem mesmo no discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Ben Bernanke, para quem o crescimento econômico moderado no país continuará em 2010 e que o vigor econômico dos EUA ajudará a garantir a força do dólar. Mesmo assim, às 18h16, o euro subiu 0,48%, cotado a US$ 1,4974.
Ativos
No mercado de câmbio interno, uma conjunção de forças entre a cautela no aguardo de novas medidas para conter a valorização do real e a pressão dos bancos vendidos no mercado futuro para que a taxa caia marcou o primeiro dia desta semana. A disputa impediu que a queda do dólar ante o real fosse ainda maior, diante do cenário de pleno otimismo que predominou no mercado internacional, estimulando a busca por ativos de mais risco e rentabilidade.
Acima
''Os mercados internacionais iniciam a semana com otimismo, depois que os dados mostraram que a economia do Japão cresceu acima do esperado, bolsas e as commodities em alta, enquanto o dólar confirma sua fraqueza e o euro se aproxima do patamar de US$ 1,50. A promessa dos líderes asiáticos no final de semana de manter os programas de estímulo até que a recuperação esteja em base sólida também está sendo importante para manter o otimismo'', disse Miriam Tavares, diretora da AGK Corretora de Câmbio, em sua análise semanal.
Resultados
Silvio Campos Neto, economista do Banco Schahin, avalia que ''o bom resultado da segunda maior economia do mundo e a continuidade da redução da aversão a risco dos investidores impulsionam os preços de commodities e depreciam a cotação do dólar em termos globais, combinação que deve favorecer o desempenho dos preços de ativos brasileiros neste início de semana'', explica em relatório.
Tendências
A tendência continua a ser de depreciação da moeda americana, diante do crescimento da economia local e da atração de investimentos. Campos Neto aponta que ''os capitais estrangeiros estão retornando à bolsa brasileira, após alguns dias de saídas contínuas com a medida do IOF em outubro - agora em novembro, as entradas líquidas já somam R$ 1,14 bilhão até o dia 11, recuperando parte dos R$ 4 bilhões perdidos após o dia 19 de outubro, data do anúncio do IOF''.
Liquidez
O Banco Central ainda não divulgou nenhuma medida nova para a contenção do câmbio ontem e manteve a prática diária de adquirir dólares no mercado à vista. Com isso, as reservas internacionais subiram US$ 834 milhões na última sexta-feira. Com o aumento, o montante passou de US$ 234,655 bilhões na quinta-feira para US$ 235,489 bilhões no conceito de liquidez internacional.
Commodities e opções
No Brasil, ajudaram o Ibovespa o vencimento de opções sobre ações e o preço das commodities, que motivaram alta das ações dos setores de mineração e siderurgia. O giro financeiro somou R$ 10,233 bilhões. Desse total, R$ 3,62 bilhões decorreram do vencimento de opções sobre ações.
Minério
A ação da Vale foi o destaque da sessão, ao lado de siderúrgicas, por conta do início das negociações em torno do reajuste do minério de ferro. ''Ao que parece, as negociações para o próximo ano se encaminham para um desfecho bem mais favorável do que ocorreu em 2009, o que é muito positivo para a Vale'', comentou um especialista de renda variável de um grande banco doméstico brasileiro.
(Agência Estado)





