MERCADO FINANCEIRO
BOVESPA EM ALTA
DÓLAR EM BAIXA
No azul
A Bovespa fechou em alta hoje, revertendo em parte a queda da véspera e encerrando a semana no azul. Influenciada pelo dia positivo nas Bolsas dos Estados Unidos e pela temporada de balanços de empresas no Brasil, a Bolsa se firmou no terreno positivo por volta das 14 horas e chegou a subir mais de 2%. O Ibovespa, o termômetro dos negócios da Bolsa paulista, registrou elevação de 1,36%, aos 65.325 pontos. Na semana, o índice acumulou alta de 1,33%. O giro financeiro foi de R$ 6,7 bilhões, acima da média do mês (R$ 6,4 bilhões/dia).
Influências
De acordo com o gestor da Grau Gestão de Ativos, Huang Kuo Seen, o contexto geral da Bovespa foi muito influenciado pelo cenário no exterior. As Bolsas norte-americanas chegaram a cair no início do dia, puxadas pela dado negativo sobre a confiança do consumidor. Ele afirmou, porém, que o foco dos investidores nos últimos dias tem sido os balanços divulgados pelas empresas. ''A dinâmica tem sido muito mais de foco nos resultados das companhias'', disse.
Lucros I
A Brasil Foods, uma das maiores companhias de alimentos processados do mundo, divulgou na noite de quinta-feira lucro líquido de R$ 211 milhões no terceiro trimestre, ante prejuízo de R$ 1,63 bilhão no mesmo período do ano passado. Foi o primeiro anúncio de resultados da empresa que considera os números somados de Perdigão e Sadia, esta última incorporada pela primeira no início deste ano.
Lucros II
A Cetip (empresa de liquidação e custódia de ativos no mercado financeiro) anunciou que teve uma alta de 4% no lucro líquido do terceiro trimestre, para R$ 20,329 milhões. Além disso, a Cosan anunciou que reverteu o prejuízo de R$ 380,7 milhões um ano antes e registrou lucro líquido de R$ 173,4 milhões no trimestre. Já a gigante do setor alimentício JBS registrou queda de 78% em seu lucro no terceiro trimestre, para R$ 151,5, ante resultado positivo de R$ 694 milhões no mesmo período do ano anterior. As ações da empresa também registraram queda, de 4,68%, a R$ 9,15.
Papéis
Os papéis mais negociadas da Bolsa, Vale e Petrobras, tiveram altas moderadas ontem. A ação preferencial da Vale, com movimento de R$ 1,09 bilhão, valorizou 1,23%; A ação preferencial da Petrobras, que movimentou outros R$ 616 milhões, teve alta de 0,75%.
Câmbio
Já o mercado de câmbio doméstico voltou a reduzir as taxas ontem, depois de três dias de alta nas cotações. O movimento positivo das Bolsas nos Estados Unidos e no Brasil e, segundo rumores do mercado, um forte ingresso de recursos estrangeiros fizeram com que a moeda voltasse a cair. O dólar comercial foi trocado por R$ 1,722 nas últimas operações de ontem, valor que representa uma queda de 0,92% sobre a cotação final de ontem. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,745 e R$ 1,717. Na semana, porém, a moeda acumulou leve alta, de 0,17%.
Leilão
O Banco Central realizou, por volta de 12 horas, um novo leilão de compra de dólar, a uma taxa de corte de R$ 1,7378. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,820, em queda de 1,08%. O gerente da Confidence Câmbio (especializada em câmbio turismo), Felipe Pellegrini, ressaltou que, apesar da alta nos últimos dias, a tendência da moeda norte-americana ainda é de queda. ''A tendência não foi interrompida. A gente espera que continue caindo'', disse.
Impacto
O impacto inicial da medida do governo para supervisionar as captações de recursos externas por bancos e empresas brasileiras, anunciada na noite de quarta, já foi superado ontem pelo novo ingresso de recursos estrangeiros. ''Essas medidas têm um impacto de primeiro, e depois logo o dólar volta a cair. Como aconteceu com a taxação do IOF (sobre o capital estrangeiro)'', disse Pellegrini, para quem não haverá inversão da tendência de queda a menos que haja uma intervenção mais forte do governo.
Derivativos
A diretoria do Banco Central decidiu obrigar o registro dos instrumentos financeiros derivativos que estejam vinculados a empréstimos captados no exterior. Antes, somente instituições financeiras estavam obrigadas a essa formalidade, estendida agora para quaisquer empresas que busquem recursos no mercado internacional. Juros futuros
Juros Futuros
O mercado de juros futuros, que regula o custo do dinheiro nos bancos, elevou novamente as taxas projetadas nos contratos de mais longo prazo. No contrato que aponta os juros para janeiro de 2010, a taxa prevista foi mantida em 8,64% ao ano; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada avançou 0,39%, para 10,28%.
(Das agências)





