DÓLAR EM ALTA
PETRÓLEO EM BAIXA

Dólar
O dólar acompanhou ontem o comportamento da moeda norte-americana no exterior e fechou em alta de 0,93%, a R$ 1,7380, no terceiro dia consecutivo de alta, acumulando ganhos de 2,17% nesse período. A predominância de um sentimento global de pessimismo deu força à divisa norte-americana em relação a diversas moedas. Além disso, a expectativa de anúncio de novas medidas cambiais pelo governo brasileiro, para conter a apreciação do real, manteve os investidores na defensiva e amparou a demanda no mercado. O dólar futuro para dezembro fechou em alta de 0,96%, a R$ 1,7405.

Especulações
A percepção dos investidores é de que o governo vai lançar a qualquer momento alguma norma cambial nova. As especulações cresceram desde na quarta-feira, após a transferência do economista Emílio Garófalo do Banco Central (BC) para o Ministério da Fazenda. Garófalo é considerado um dos maiores especialistas em câmbio do País. ''Essa perspectiva gera incerteza no mercado'', disse a economista da Link Investimentos, Marianna Costa.

Bolsas
Outro motivo para alta veio do crescimento dos estoques de petróleo nos Estados Unidos acima do esperado pelo mercado, o que suscitou nos investidores receios com o ritmo da recuperação econômica, levando-os a venderem ações. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) caiu 2,99%, aos 64.447,93 pontos, com alta em apenas quatro ações do índice. Perdeu de uma vez os 66 mil e os 65 mil pontos, voltando ao nível de 64 mil pontos registrado no último dia 6. Nos Estados Unidos, o Dow Jones e o Nasdaq fecharam em queda: 0,91% e 0,83%, respectivamente.

Movimentação
A queda do Ibovespa foi puxada pelas ações da Vale e da Petrobras, que desabaram. Dessa forma, o giro financeiro foi de R$ 8,08 bilhões, acima da média do mês (R$ 6,4 bilhões/dia). A ação preferencial da Vale, com movimento de R$ 1,2 bilhão, desvalorizou 4,08%; A ação preferencial da Petrobras, que movimentou outros R$ 748 milhões, teve queda de 2%. Profissionais de mercado viram no forte volume de negócios a indicação de que os investidores deram partida num movimento bastante conhecido de final de ano: a venda de ações mais caras para embolsar os ganhos do período (71,6% neste ano), de modo a garantir uma rentabilidade positiva para as carteiras de investimentos.

EUA
Os estoques de petróleo dos EUA cresceram 1,762 milhão de barris na semana encerrada em 6 de novembro, mas os analistas esperavam uma alta bem mais modesta, de 200 mil barris. Já os estoques de gasolina cresceram 2,56 milhões de barris, ante expectativa de estabilidade, enquanto os estoques de destilados aumentaram 349 mil barris, ante estimativa de declínio de 400 mil barris. Já o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 12 mil, bem mais do que a queda de dois mil prevista. Mas nem esse dado, nem a alta de 3,2% no lucro no terceiro trimestre da Wal-Mart, foram suficientes para ajudar os índices de ações do país a subir.

Petróleo
O resultado dos estoques de petróleo fez as cotações da commodity fecharem em queda firme. Na Nymex, o contrato para dezembro caiu 2,95%, para US$ 76,94 o barril. Petrobras, que nos dois últimos dias foi um ponto de resistência do Ibovespa, ontem cedeu ao comportamento do petróleo, além de ser influenciada pelo vencimento de opções sobre ações, nesta segunda-feira. Petrobras ON recuou 2,75% e PN, 1,99%. Vale e siderúrgicas também recuaram, assim como os metais. Vale ON, -3,62%, PNA, 4,09%, Gerdau PN, -4,29%, Metalúrgica Gerdau PN, -5,07%, Usiminas PNA, -3,81%, CSN ON, -1,09%.

Em alta
Apenas quatro ações do Ibovespa fecharam em alta ontem e a maior ficou com Lojas Renner ON (+2,25%). Uma das razões apontadas no mercado é a inclusão do papel no índice MSCI de Mercados Emergentes, na revisão semestral do indicador. No total, serão agregadas 11 empresas brasileiras no índice.

Europa
Os principais índices acionários europeus fecharam em direções divergentes ontem, mas perto da estabilidade, divididos entre a pressão da queda nas bolsas asiáticas e dos EUA e o suporte da divulgação de previsões de resultados promissores por empresas como BT Group e Peugeot. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 avançou 0,17%. Em Londres, o índice FT-100 subiu 0,19%; em Paris, o índice CAC-40 recuou 0,17%; o índice Dax-30 caiu 0,08%; em Madri, o índice Ibex-35 avançou 0,28%.

(Das agências)

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