DÓLAR EM ALTA
FLUXO CAMBIAL EM QUEDA

Dólar
A cotação do dólar comercial subiu 0,29% ontem, na segunda alta seguida, e fechou a R$ 1,722 na venda. A queda acumulada da moeda americana está em 1,94% no mês e em 26,19% no ano. No começo da sessão, em meio à desvalorização global do dólar, a moeda americana chegou a ser negociada a R$ 1,7005 no pregão de dólar à vista da BM&FBovespa.

Cenário
Mas ''houve uma mexida forte no euro, de alta para queda, e nossa moeda está respondendo exatamente a isso'', disse Jorge Knauer, gerente de câmbio do banco Prosper no Rio de Janeiro. Operadores estrangeiros citaram ''fatores técnicos'' para justificar a virada do dólar no exterior. O volume de negócios era relativamente fraco por conta do feriado do Dia dos Veteranos, que fecha repartições públicas e uma parte dos mercados nos Estados Unidos.

Sinais
Mais cedo, a queda do dólar era justificada pelos sinais positivos da economia chinesa, que mostrou em outubro o maior crescimento da produção industrial desde março de 2008, e pelo discurso de que o juro seguirá baixo por muito tempo nos Estados Unidos. Mas Knauer comentou que o mercado interno também foi sustentado por outras notícias. Em meio à expectativa de novas medidas para frear a valorização do real, ele destacou a transferência do ex-diretor da Área Externa do Banco Central nos anos 1990 Emilio Garofalo para o Ministério da Fazenda.

Lucros
A BM&FBovespa anunciou ontem que encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 245,8 milhões, ante ganho de R$ 235,6 milhões no mesmo período do ano passado.

Fluxo Cambial
O mês de novembro começou com dólares deixando o Brasil. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que o País perdeu US$ 1,388 bilhão na primeira semana do mês, entre os dias 2 e 6 de novembro. Em igual período de 2008, em meio à crise global, o Brasil havia perdido US$ 95 milhões.

Saldo
O resultado da semana passada, segundo o BC, foi influenciado principalmente pelo saldo líquido negativo de US$ 818 milhões da conta financeira, onde são incluídas as transferências feitas por investidores da Bolsa de Valores e títulos de renda fixa, além das remessas de lucros por multinacionais e o investimento produtivo que ingressa no País. A cifra foi resultado das saídas totais de US$ 5,551 bilhões e ingressos de US$ 4,733 bilhões na semana.

Comércio exterior
No resultado do comércio exterior, o saldo semanal também foi negativo, com saída líquida de US$ 569 milhões. O valor foi gerado por importações que somaram US$ 2,287 bilhões e exportações que atingiram US$ 1,718 bilhão na semana. No acumulado do ano, o Brasil soma fluxo cambial positivo de US$ 21,468 bilhões, resultado de saldo positivo de US$ 12,437 bilhões no segmento financeiro e superávit de US$ 9,031 bilhões da conta comercial. Em igual período de 2008, o resultado era positivo em US$ 12,454 bilhões.

Europa
As principais bolsas europeias fecharam em alta ontem, embora tenham reduzido os ganhos na última hora de sessão em virtude de uma recuperação do dólar. Um trader disse que a incerteza estava de volta ao mercado e, como o dólar é visto como uma moeda segura, sua alta pode ser uma indicação de que ''as pessoas estão ficando preocupadas''. ''Se o dólar começar a subir... Então o mercado levará um sério golpe'', disse um trader em Londres.

Bolsas
Nos mercados de câmbio, o euro chegou a alcançar US$ 1,5051 mais cedo, ficando a uma pequena distância da máxima do ano, de US$ 1,5064. Contudo, depois disso, o dólar se recuperou com os investidores decidindo realizar os acentuados ganhos obtidos durante a noite. Isso derrubou o euro novamente para abaixo de US$ 1,50. Em Londres, o índice FT-100 subiu 0,69%; em Paris, o índice CAC-40 avançou 0,76%; em Frankfurt, o índice Dax-30 subiu 0,98%.

Japão
O mercado de ações ficou praticamente estável no Japão ontem e, ao final do pregão, o índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio avançou apenas 0,01%, fechando aos 9.871 pontos, em um dia de baixo volume de negócios. Os aguardados dados de produção industrial e vendas no varejo da China vieram melhores do que o esperado, mas não surpreenderam o suficiente para impulsionar o mercado, disseram analistas. O entusiasmo com os números de encomendas de maquinários no Japão também diminuiu ao longo do pregão. As encomendas principais de maquinários subiram 10,5% em setembro em relação ao mês anterior.

China
Os mercados de ações da Ásia seguiram otimistas ontem. Como Wall Street apresentou estabilidade, as bolsas da região acabaram pautadas pela China, que revelou números da produção industrial acima das expectativas. Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng ganhou 1,6%, o maior fechamento desde 31 de julho de 2008. Após oito pregões consecutivos de ganhos, a Bolsa de Xangai, na China, apresentou ligeiro declínio. Números que mostraram retração nos empréstimos bancários em outubro aumentaram as preocupações com a liquidez. O índice Xangai Composto caiu 0,1%.

(Das agências)

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