BOVESPA EM ALTA
DÓLAR EM BAIXA

Instabilidade
Em um dia instável, a Bovespa teve uma forte recuperação nas últimas horas do pregão. Na segunda-feira, no dia em que a Bolsa não funcionou devido ao feriado, o mercado americano teve valorização, repercutindo o lucro da montadora Ford. Ontem, as ações dos principais bancos do país contribuíram para a alta do índice Ibovespa. A taxa de câmbio cedeu para R$ 1,74. O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, subiu 1,78% no fechamento, atingindo os 62.643 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,6 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou em queda de 0,49%.

Papéis
No dia em que o Itaú-Unibanco revelou seu balanço do trimestre, as ações da instituição financeira foram os papéis mais negociados (R$ 295 milhões) da Bolsa, após Vale e Petrobras, e tiveram valorização de 5,31%. A ação do rival Bradesco teve alta de 2,14%, enquanto o ativo do Banco do Brasil teve ganho de 3,08%. Já a ação do Santander avançou 3,57%.

Cenário I
Entre as principais notícias do dia, o Departamento de Comércio dos EUA informou que o volume de pedidos ao setor manufatureiro cresceu 0,9% em setembro. Analistas do setor financeiro projetavam variação entre 0,8% e 1%. O órgão do governo americano apontou crescimento na demanda por bens duráveis (acima de três anos de validade) e não duráveis, como produtos químicos.
No front corporativo, o Itaú Unibanco Holding encerrou o terceiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 2,268 bilhões, contra um lucro pró-forma de R$ 2,551 bilhões em igual período do ano passado - uma queda de 11%.

Cenário II
A Braskem anunciou que teve lucro de R$ 645 milhões no terceiro trimestre, num contraste com o prejuízo de R$ 819 milhões registrado um ano antes. Em nove meses, o lucro chega a R$ 1,8 bilhão, um acréscimo de R$ 2,1 bilhões sobre o prejuízo acumulado no ano passado. E o banco suíço UBS anunciou que teve um prejuízo de US$ 547 milhões no terceiro trimestre deste ano. Um ano antes, a instituição financeira havia registrado um lucro de US$ 274,4 milhões.

Baixa
O mercado de câmbio doméstico registrou algumas oscilações bruscas nas últimas horas de negócios de ontem, no retorno das atividades após o final de semana prolongado. Operadores tiveram dificuldades em apontar uma razão principal, e alguns preferiram destacar um volume baixa de operações (o que deixa as cotações mais voláteis), principalmente na BM&F. O dólar comercial foi vendido por R$ 1,745, em declínio de 0,62%, nas últimas operações de ontem. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,782 e R$ 1,743. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,850, em baixa de 1,06%.

À vista
O dia foi volátil para os negócios com a moeda americana, que somente passaram a cair com mais força perto das 15 horas, no mercado à vista. As razões de baixa ainda prevalecem nesse mercado, com a expectativa de mais empresas captando no exterior, comentou um profissional de corretora paulista, que não detectou notícias que explicassem de forma pontual o movimento de hoje. Ontem, a Vale avisou que pretende lançar títulos na praça internacional, com prazo de 30 anos. Ainda não há informações oficiais sobre o tamanho dessa operação.

Dólar
Johny Kneese, diretor da corretora Levycam, destaca que o dólar bateu uma faixa de preços (entre R$ 1,77 e R$ 1,78) logo no início das operações que detonou algumas ordens de vendas no decorrer da tarde. ''De manhã, nós vimos que o mercado estava bastante avesso a risco, com muito medo de alguma notícias ruins na economia mundial. Esse sentimento desanuviou um pouco no início da tarde, sem novos indicadores. Além disso, o dólar chegou a bater R$ 1,77, o que para muitos já é um preço que estimula a mudança de posição. Veja bem: a projeção para o final de ano é de um dólar em R$ 1,70 ou abaixo disso'', avalia.

Superavit
Entre as principais notícias do dia, o Ministério do Desenvolvimento informou superavit comercial de US$ 1,328 bilhão em outubro. No acumulado do ano, o superavit da balança comercial chega a US$ 22,599 bilhões.

Petróleo
Os preços do petróleo subiram ontem no mercado a termo de Nova York, ganhando 1,47 dólar, a 79,60, em meio à alta das matérias-primas puxada pelo ouro, que hoje atingiu valores históricos. No New York Mercantile Exchange, o barril do ''light sweet crude'' (West Texas Intermediate) para entrega em dezembro fechou a 79,60 dólares, em alta de 1,47 dólar sobre o fechamento de segunda-feira. Em Londres, o barril do Brent do Mar do Norte para entrega no mesmo prazo ganhou 1,56 dólar, a 78,11.

Contração
A economia da zona do euro deve sofrer contração de 4% em 2009, seguida por um crescimento de 0,7% em 2010 e expansão de 1,5% em 2011, segundo relatório trimestral com previsões da Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia. Mas a comissão alertou que a perspectiva é ''altamente incerta'', observando que ''medidas monetárias e fiscais significativas'' estão sustentando os passos da região rumo à recuperação.

(Das agências)

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