DOW JONES EM ALTA
DÓLAR FUTURO EM QUEDA

Indicadores
A alta do número americanos que pediram seguro-desemprego pela primeira vez, que subiu em 11 mil pedidos na semana terminada em 17 de outubro, não impediu que as bolsas americanas fechassem em alta. Indicadores econômicos em alta e balanços positivos de empresas como Merck, Travelers, AT&T e McDonald ajudaram o Dow Jones a subir 1,33%, aos 10.081,31 pontos. O Nasdaq teve alta de 0,68%, aos 2.165,29 pontos.

Avaliação
A alta das bolsas americanas colaborou para o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) subir 0,99%, aos 66.134,97 pontos. Já o dólar fechou estável, a R$ 1,7250. Mas, na avaliação do mercado o dia foi de queda. Especialmente porque o dólar futuro para novembro, por exemplo, fechou em queda de 0,95%, a R$ 1,721. O dólar iniciou o dia em alta, uma vez que o mercado esperava o anúncio de novas medidas do governo para conter a valorização do real, mas as cotações cederam.

China
A China também influenciou os mercados ontem. Apesar de a economia chinesa ter registrado um crescimento de 8,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre deste ano, o resultado ficou abaixo de 9,1% esperado no mercado. Além disso, há receio entre os investidores em relação ao desmonte, no país, das medidas econômicas de enfrentamento da crise.

Expectativas
As expectativas sobre possíveis mudanças nas regras da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de investimentos estrangeiros também influenciou a Bolsa. Mas já cedo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou qualquer alteração, antes mesmo da reunião com o presidente-executivo da BM&FBovespa, Edemir Pinto. ''Não ficaria bem o ministro mudar de decisão, embora fosse bom para o mercado. Acredito que Mantega analisará as repercussões para depois tomar alguma medida. Não acredito que ele vá isentar de IOF a aplicação em Bolsa, mas poderá abrandar a operação'', avaliou um operador consultado pela reportagem.

Alterações
Os papéis da BM&FBovespa fecharam em alta 1,84%, a R$ 12,74, refletindo a expectativa do mercado sobre o resultado dessa reunião. O presidente da Bolsa deve propor a alteração do decreto que taxa em 2% a entrada de capital estrangeiro para investimentos em renda fixa e variável no País. Segundo outra fonte, as propostas a serem apresentadas podem ser de isenção do IOF para os recursos estrangeiros destinados às ofertas primárias de ações (IPOs), equiparando-os ao investimento estrangeiro direto (IED), ou que a incidência do IOF ocorra na saída dos recursos e não no ingresso.

Papéis
As ações da Vale PNA subiram 2,45%, a R$ 41,70, e ON +1,76%, a R$ 46,92, com expectativas do balanço do terceiro trimestre da companhia na semana que vem, dia 28, e de alta no preço do minério de ferro no mercado internacional. O banco Merrill Lynch prevê, em relatório, que o preço dos papéis da Vale pode subir 15% em 2010, e outros 15% em 2011. Petrobras PN subiu 0,82%, a R$ 37 e ON +0,37%, a R$ 43,16, apesar da queda do petróleo. Em Nova York, o barril de petróleo para dezembro caiu 0,22% e fechou a US$ 81,19, por causa de um movimento de realização de lucros após a commodity atingir ontem o maior nível desde 9 de outubro de 2008, a US$ 81,37 por barril.

Safra
Na safra de balanços do terceiro trimestre de empresas brasileiras, Usiminas, GVT e Natura divulgaram seus resultados ontem. O lucro líquido da Usiminas veio acima do projetado por analistas, de R$ 454 milhões no terceiro trimestre de 2009, ante uma média de R$ 347,5 milhões. A receita líquida e o Ebitda vieram em linha com a expectativa do mercado, em respectivamente R$ 2,858 bilhões (- 36%) e R$ 374 milhões (- 81%). Usiminas PNA fechou com queda de 0,42%, a R$ 51,99, e ON -0,22%, a R$ 49,39.

Recordes
A GVT, que está avaliando propostas de venda de seu controle para a francesa Vivendi ou para a espanhola Telefônica, informou um lucro e receitas recorde no trimestre. A companhia encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 57,2 milhões, considerado recorde pela administração, ante um prejuízo de R$ 14,8 milhões no 3ºtri08. Já a receita líquida foi a maior de sua história em um trimestre, de R$ 442,3 milhões, um crescimento de 27,3% sobre os R$ 347,4 milhões registrados no mesmo período de 2008. O Ebitda teve alta de 30,9% na comparação, para R$ 172,8 milhões, e a margem Ebitda cresceu 1,1 ponto porcentual, atingindo 39,1%. Os papéis ON da empresa fecharam com leve alta de 0,04%, a R$ 49,52.

Resultado
A Natura obteve no terceiro trimestre deste ano lucro líquido consolidado de R$ 190,2 milhões, o que representa uma alta de 19,1% ante os R$ 159,7 milhões do mesmo período do ano passado. A receita líquida foi de R$ 1,054 bilhão, um crescimento de 15,9% em relação ao terceiro trimestre de 2008. O Ebitda do terceiro trimestre somou R$ 272,1 milhões, 14,1% maior do que no mesmo período de 2008, e a margem Ebitda ficou em 25,8% no trimestre ante 24,1% no mesmo período do ano passado. Natura cedeu 2,67%, a R$ 32,50.

(Agência Estado)

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