BOLSAS EUROPEIAS EM ALTA
DÓLAR EM QUEDA

Dólar
O mercado de câmbio devolveu boa parte da forte reação de terça-feira à medida do governo para taxar a entrada de capital estrangeiro no país. A nova taxa foi alvo de muitas críticas tanto por agentes do setor financeiro quanto por membros do próprio governo, que acusaram o impacto limitado da medida sobre a formação da taxa. Dessa forma, o dólar comercial foi vendido a R$ 1,725, no fechamento do dia, em queda de 1,14% sobre a cotação final de ontem. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,769 e R$ 1,723. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 1,830, em um decréscimo de 1,61%.

Leilão
O Banco Central realizou seu leilão diário de compra de moeda, adquirindo moeda por R$ 1,7240 (taxa de corte). O BC divulgou ontem que adquiriu US$ 5,97 bilhões somente neste mês (até o dia 16), chegando a US$ 24,11 bilhões desde o início do ano. Os agentes financeiros operaram sob expectativa da reunião do Copom, que anunciaria ainda ontem a nova taxa básica de juros do país (referência para o custo dos empréstimos no setor bancário) após o fechamento das Bolsas de Valores. Economistas de bancos e corretoras esperam que o juro primário seja mantido em 8,75% ao ano.

Juros futuros
O mercado de juros futuros, que regula o custo do dinheiro nos bancos, rebaixou as taxas projetadas para operações de prazo mais longo. Esses juros regulam o custo de empréstimos nos bancos. No contrato que aponta as taxas para janeiro de 2010, a taxa prevista foi mantida em 8,67% ao ano; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada caiu de 10,44% para 10,37%. Essas taxas são preliminares e ainda podem sofrer ajustes.

Complementação
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu ontem que medidas complementares e adicionais à tributação do Imposto sobre Operações Financeiras sobre capital externo poderão ser adotadas pelo governo para conter a valorização do real ante o dólar. Mantega disse que está aberto a discutir sugestões e propostas e a pensar em medidas complementares e adicionais.

Complicações
O ministro foi questionado sobre a proposta do presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, de tributação do capital externo na saída e não na entrada no País. Inicialmente Mantega disse que não poderia comentar a proposta, que ainda não teria recebido. Alegou que não tinha bola de cristal. Depois, destacou que o governo optou pela tributação do capital externo na entrada porque, na saída, a avaliação é de que seria mais complicado.

Repercussão
Quando questionado se o governo poderia recuar da medida, o ministro respondeu: ''Acabamos de lançar a medida. Temos que observar sua repercussão que acredito que será positiva. Mas isso não impede que possamos pensar em medidas complementares e adicionais.'' O ministro também afirmou que aposta que as operações de ofertas iniciais públicas de ações (IPO, na sigla em inglês) e de abertura de capital vão continuar. O que vai diminuir, segundo ele, é o fluxo de capital de curto prazo para o País.

Pré-sal
Mantega, previu também que, com os estoques petrolíferos do pré-sal, as reservas internacionais brasileiras no futuro podem chegar a US$ 500 bilhões. ''Com certeza'', afirmou Mantega, em entrevista, após audiência pública na comissão especial da Câmara que discute o projeto de capitalização da Petrobras. O ministro não precisou o período de tempo que considera necessário para que se concretize essa previsão. Atualmente, as reservas estão em mais de US$ 232,778 bilhões. Mantega reafirmou que o governo comprará todos os dólares que entrarem no País para capitalização da Petrobras.

Europa
As bolsas europeias fecharam em alta ao final de uma sessão volátil. Os índices recuperaram as perdas iniciais quando os investidores retornaram ao mercado após a divulgação dos saudáveis resultados do banco norte-americano Morgan Stanley. O mercado recebeu com frieza as atualizações aos investidores divulgados pela Peugeot, Deutsche Bank e PPR Group. As ações dos setores defensivos foram o destaque da sessão. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 subiu 0,4%, em alta pela segunda vez em quatro sessões.

Bancos
O banco de investimentos Morgan Stanley anunciou ontem os resultados do terceiro trimestre. O lucro por ação foi de US$ 0,38 e receita de US$ 8,7 bilhões, encerrando a sequência de três trimestres de resultados negativos. O banco apresentou um lucro líquido de US$ 498 milhões, contra US$ 7,7 bilhões no ano anterior. O banco americano Wells Fargo anunciou um lucro líquido de US$ 3,23 bilhões no terceiro trimestre deste ano, quase o dobro (alta de 98%) do resultado de US$ 1,63 bilhão registrado um ano antes. Quarto maior banco do país, o Wells Fargo informou um lucro por ação de US$ 0,56, ante US$ 0,49 no terceiro trimestre do ano passado. Analistas do mercado estimavam um ganho em torno de US$ 0,40 por ação.

(Das agências)

mockup