MERCADO FINANCEIRO
Queda
Após uma abertura em alta, o dólar no mercado doméstico retomou a trajetória de queda durante a sessão e rompeu, perto das 16 horas, o nível de R$ 1,70, atingindo as mínimas de R$ 1,669 (-0,23%) no balcão e de R$ 1,6985 (-0,23%) na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O rompimento desse nível de suporte só não ocorreu antes na sessão à vista por causa da movimentação no mercado futuro de players que estão posicionados em opções de compra de dólar, que tentaram impedir, sem sucesso, que o dólar novembro/09 furasse hoje o nível de R$ 1,705, disse um operador de um banco estrangeiro.
Ladeira abaixo
Contudo, ''com a subida dos índices Dow Jones e S&P500 em Nova York à tarde em meio aos ganhos do petróleo e de metais básicos, a pressão vendedora de moeda cresceu e o dólar novembro caiu até R$ 1,7025, na mínima, com impacto de baixa sobre as cotações à vista'', afirmou. ''A moeda demorou para furar R$ 1,70 na sessão à vista por causa da defesa de posições por parte de investidores em derivativos cambiais. Tendo em vista que o dólar novembro/09 furou o suporte de R$ 1,705 hoje e chegou a testar o próximo piso de R$ 1,702, ao bater mínima intraday de R$ 1,7025 (-0,23%), tudo indica que a pressão amanhã se concentrará no piso seguinte, que é de R$ 1,700.
Giro financeiro
No fechamento, o dólar à vista no balcão permanecia na mínima de R$ 1,6990, em baixa de 0,23%, na quinta queda consecutiva e ainda o menor valor desde o fechamento da moeda em 3 de setembro de 2008, a R$ 1,6780. A cotação máxima no balcão, pela manhã, foi de R$ 1,714 (+0,65%). No mês, a moeda apura baixa de 4,12% ante o real e, no ano, uma perda de 27,24%. Na BM&F, o pronto encerrou a R$ 1,6993, com perda de 0,19%; a máxima mais cedo foi de R$ 1,7137 (+0,66%). O giro financeiro total à vista às 16h53 somava US$ 2,039 bilhões, dos quais US$ 1,977 bilhão em D+2, de acordo com o site da BM&F.
Commodities
A alta inicial do dólar à vista não se sustentou ao longo do dia por que o cenário externo melhorou, disse o economista-chefe da Gradual Investimentos, Pedro Paulo Silveira. Os índices acionários norte-americanos Dow Jones e S&P500 recuperaram as perdas iniciais e terminaram com leves ganhos na esteira da persistente valorização das commodities. Os preços do petróleo, por exemplo, superaram a barreira dos US$ 77 por barril em Nova York e renovaram a máxima de fechamento do ano ontem. Esse desempenho impulsionou as ações do setor de energia em Wall Street.
Bolsas
Mais cedo, no entanto, as perdas registradas pelas Bolsas norte-americanas refletiram uma realização de lucros, amparada nos fracos dados sobre a atividade industrial do Federal Reserve de Filadélfia e também nos balanços trimestrais do Goldman Sachs e do Citigroup. Os resultados dos bancos, embora mais promissores do que as previsões iniciais de analistas, não superaram a expectativa formada desde anteontem entre os investidores após o JPMorgan Chase divulgar um lucro excepcionalmente alto no terceiro trimestre.
Lucro
O gigante bancário norte-americano Goldman Sachs reportou lucro no terceiro trimestre de US$ 3,19 bilhões. O Citigroup obteve lucro líquido de US$ 101 milhões, mas um prejuízo de US$ 0,27 por ação no terceiro trimestre deste ano. De outro lado, o declínio mais acentuado que o previsto nos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA e a melhora no índice de atividade industrial do Federal Reserve de Nova York também ajudaram a amparar a virada final das bolsas para o terreno positivo.
Recorde
As altas nos papéis das bluechips Petrobras e Vale, diante da proximidade do vencimento de opções sobre ações (na segunda-feira) e no rastro das altas dos contratos futuros de petróleo e da demanda por commodities, impediram que a Bovespa abrisse espaço para o investidor embolsar ganhos. O principal índice da bolsa brasileira até ameaçou cair pela manhã, mas inverteu o sinal na parte da tarde e marcou a quinta sessão consecutiva de altas, acima dos 66 mil pontos, recorde reconquistado ontem desde junho de 2008.
Máxima
Ao final do pregão, o Ibovespa teve alta de 0,76%, aos 66.703,32 pontos, na máxima pontuação do dia, depois de oscilar entre esta e a mínima de 65.836,77. Esta também foi a maior pontuação desde 18 de junho do ano passado. O giro financeiro, que anteontem foi de R$ 10,4 bilhões em parte pelo vencimento dos contratos do Ibovespa futuro, caiu para R$ 6,35 bilhões ondem, mas os dados ainda são preliminares.
Contratos futuros
As cotações dos contratos futuros de petróleo repercutiram imediatamente à notícia e, a partir deles, as ações da Petrobras também reagiram positivamente. O contrato futuro do West Texas Intermediate (WTI) para novembro subiu 3,19% na Nymex, para US$ 77,58. Já as ações com direito a voto da Petrobras subiram 1,41%, para R$ 43,05, enquanto as PN tiveram alta de 1,24%, a R$ 36,60.
Entenda o Economês
Derivativos de Câmbio - São derivativos financeiros nos quais o contrato (futuros ou opções) se refere à taxa de câmbio de uma determinada moeda.
(Agência Estado)





