BOVESPA EM ALTA
DÓLAR EM BAIXA

Influências
Dados positivos do setor de serviços nos Estados Unidos, aliados à decisão do G7 de não se pronunciar oficialmente sobre a fraqueza do dólar, serviram de impulso para o apetite ao risco e o movimento de venda de dólares ontem. Com isso, a moeda americana caiu frente às principais divisas, assim como em relação ao real. No mercado à vista, o dólar pronto da BM&F encerrou em queda de 1%, a R$ 1,7604, enquanto a moeda no balcão perdeu 0,96%, a R$ 1,7610 - ambas as cotações são as menores desde 8 de setembro do ano passado, quando o dólar fechou a R$ 1,7355 e R$ 1,7360, respectivamente.

Alta
A maior disposição em se arriscar fez as bolsas subirem aqui e nos EUA. O Dow Jones terminou em alta de 1,18%, aos 9.599,75 pontos, o S&P avançou 1,49%, aos 1.040,46 pontos, e o Nasdaq subiu 0,98%, aos 2.068,15 pontos. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) fechou em alta de 1,96%, em 62.369,30 pontos.

Trajetória
Na avaliação do analista da XP Investimentos Rossano Oltramari, o caminho da Bolsa é de alta e, se os dados sobre desemprego nos Estados Unidos não tivesse decepcionado na sexta-feira, os 62 mil pontos já teriam sido rompidos naquele mesmo dia. ''O mercado está numa trajetória de alta e isso (romper os 62 mil pontos) já teria ocorrido na sexta não fossem os dados ruins do mercado de trabalho norte-americano. Hoje (ontem), a Bolsa apenas retomou sua trajetória normal'', comentou ao avaliar que há espaço para o índice terminar o ano entre 65 mil e 70 mil pontos.

Comportamento
Ontem, um dos principais alicerces à alta doméstica foi o comportamento das bolsas externas. Em Wall Street, os índices acionários subiram empurrados pelos números melhores do que as previsões do ISM serviços, que fechou a 50,9 em setembro, de 48,4 em agosto, ante 50 previstos. Lá, o segmento financeiro se destacou, depois que o Goldman Sachs elevou sua recomendação para o setor financeiro de neutra para ''atraente''. Dentre as ações do segmento financeiro, BofA fechou com +3,79%, JPMorgan, com +4,63%, Amex, com +2,25%.

Infraestrutura
No Brasil, a safra de balanços ainda demora mais alguns dias e, segundo os especialistas, os números podem dar sustentabilidade a mais uma esticada da Bolsa nas próximas semanas. Outra coisa que tem dado força aos papéis é a escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos. Os papéis de infraestrutura estão sendo bastante beneficiados. Gerdau PN foi um dos destaques, ao subir 3,94% e Metalúrgica Gerdau PN, 4,57%. Usiminas PNA, +1,51%, e CSN ON, em +2,69%.

Bancos
No segmento bancário doméstico, o Bradesco informou que vai comprar parte da carteira de crédito do BMG em operações que ocorrerão de acordo com a necessidade do banco mineiro. Bradesco PN fechou em alta de 3,44%, Itaú Unibanco PN, de 1,94%, e BB ON, de 1,75%. O período de reserva para a oferta pública de ações do Santander terminou ontem e o preço será conhecido hoje. Na quarta-feira, os títulos começam a ser negociados na Bovespa.

Commodities
Com a alta das commodities, Petrobras ON terminou em +0,38% e PN, em +0,85%. Na Nymex, o contrato do petróleo para novembro encerrou a sessão com valorização de 0,66%, a US$ 70,41 o barril. Vale ON subiu 1,32% e PNA, em 1,53%. Os papéis ainda se beneficiam dos dados de aumento das exportações de minério de ferro divulgados na semana passada e também do avanço de alguns metais. Telebrás PN foi um dos destaques da sessão ao subir 40%. Fontes comentam que os papéis sobem em meio aos planos do governo de formar uma infraestrutura de telecomunicações controlada pelo Estado, com investimentos previstos de R$ 1,1 bilhão.

Entenda o Economês

Oferta: Quantidade de bens ou serviços que se produz e se oferece no mercado, por determinado preço e em determinado período de tempo. Diversos fatores influenciam o comportamento de um ofertante no mercado, como: 1) preço do bem em questão - para a economia clássica, quando mais alto o preço de mercado, maior tenderia a ser a quantidade ofertada; é comum, entretanto, que se ofereça uma quantidade menor a um preço maior, quer por retenção deliberada de estoques, na expectativa de novas elevações de preço, quer por força de um poder de monopólio; 2) a tecnologia: quanto maior for o avanço tecnológico, maior tende a ser a quantidade ofertada; 3) as condições climáticas, no caso de produtos agrícolas; 4) o suprimento dos insumos necessários para a produção da mercadoria. Mantendo-se constantes todas as variáveis que possam influenciar a oferta e fazendo-a graficamente uma inclinação positiva. Em cada ponto dessa curva de oferta estará representada a quantidade do bem a ser ofertado de acordo com determinado preço.

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