MERCADO FINANCEIRO
BOVESPA EM ALTA
DÓLAR EM QUEDA
Olimpíadas
O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) começou o dia colado aos índices acionários norte-americanas, mas foi descolando-se ao longo da sessão, graças à alta das ações da Vale e, no início da tarde, ao anúncio do Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A notícia deu impulso a papéis de infraestrutura, elevando o Ibovespa em 1,18%, aos 61.171,99 pontos.
Recursos
A entrada de recursos no Brasil ofuscou a divulgação do ''pay roll'' no Estados Unidos, o balanço que mostra o número de vagas fechadas no país. Enquanto a expectativa era de corte de 175 mil vagas em setembro nos Estados Unidos, o governo informou ontem o corte de 263 mil vagas. Desde o começo da recessão naquele país, em dezembro de 2007, foram cortados 7,6 milhões de postos de trabalho.
Números
A primeira reação do mercado foi péssima - e continuou com cara de poucos amigos ao longo do dia, com algumas melhoras no período da tarde. Alguns investidores consideraram que os números são, de fato, ruins, mas não um bicho de sete cabeças. O Dow Jones fechou ontem em baixa de 0,23%, aos 9.487,67 pontos, o S&P 500, de 0,45%, aos 1.025,21 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,46%, aos 2.048,11 pontos.
Commodity
Mas no Brasil foi diferente. A Vale ON terminou em alta de 2,27% e PNA, de 2,55%. Os papéis reagiram aos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados quinta-feira sobre as exportações de minério de ferro. Em setembro, foram exportadas 28 milhões de toneladas da commodity, o que representa uma alta de 21% em relação a agosto e estabilidade ante o mesmo período do ano passado.
Infraestrutura
Os papéis de infraestrutura, por sua vez, foram para a mira dos investidores diante dos aportes que serão necessários para abrigar os jogos. Segundo especialistas, os papéis que sentiram mais rápida e intensamente o efeito Olimpíada foram Gol, TAM, CCR, Light e Localiza. Gol PN subiu 3,03%, TAM PN, 3,52%, CCR ON, 4,08%, Light ON, 3,75%, e Localiza ON, 6%. Em meio a esse noticiário, o setor siderúrgico subiu em bloco. Gerdau PN, 3,25%, Metalúrgica Gerdau, 2,59%, Usiminas PNA, 1%, e CSN ON, 1,19%.
Dólar
O mercado de câmbio doméstico negociou o dólar comercial por R$ 1,778 nas últimas operações de ontem. Trata-se de um decréscimo de 0,55% sobre a cotação final de quinta-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,808 e R$ 1,775. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,880, em um recuo de 0,52%.
Divisas
A tendência de baixa tem predominado nos negócios com o dólar, com a perspectiva de uma entrada maciça de divisas no país, por conta de captações externas (o Tesouro Nacional levantou quase US$ 2 bi) e os lançamentos de ações, que historicamente contam com uma forte participação estrangeira. E profissionais de corretoras acham que ainda não viram a maior parte desses recursos (destinados às ações brasileiras) irrigarem o mercado.
Petróleo
Os preços do petróleo caíram ontem em Nova York, com o barril perdendo 87 centavos a 69,95 dólares, em um mercado preocupado com a futura demanda de cru após o aumento do desemprego nos Estados Unidos. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet crude'' (denominação do West Texas Intermediate nos Estados Unidos) para entrega em novembro, fechou a 69,95 dólares, um recuo de 87 centavos. Na InterContinental Exchange de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em novembro caiu 1,12 dólar, encerrando a 68,07 dólares.
Europa
As Bolsas da Europa fecharam em queda ontem, após a divulgação de dados do governo norte-americano que mostraram um corte de empregos no país maior que o previsto - o que lançou dúvidas sobre a solidez da recuperação econômica. A Bolsa de Londres caiu 1,17%; a Bolsa de Paris caiu 1,90%; a Bolsa de Frankfurt perdeu 1,56%. O índice FTSEurofirst 300, referência das principais Bolsas europeias, caiu 1,85%, para 963 pontos, nível mais baixo desde 4 de setembro. Durante a semana, o indicador recuou 1,9%.
(Das agências)
Entenda o Economês
Captação: Designação dada geralmente ao ato de venda de títulos por parte das autoridades monetárias para a obtenção de recursos (dinheiro) no mercado. A captação pode ser utilizada tanto no sentido de retirar liquidez do mercado, quando a política monetária é contracionista, como para obter recursos com os quais o governo possa saldar seus compromissos. Em ambos os casos, essa operação geralmente resulta em aumento do endividamento do poder público.





