MERCADO FINANCEIRO
BOVESPA EM ALTA
DÓLAR EM QUEDA
Alta
''Quem está dentro do mercado, não quer sair'', definiu ontem o operador-sênior da TOV Corretora Decio Pecequilo, ao explicar a alta de 1,59% do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa), aos 61.316,62 pontos, acompanhando a disposição das bolsas nos Estados Unidos. Apesar do interesse do investidor em assumir riscos maiores ao aplicar em ações, o operador explicou que há ainda muita cautela, o que pode explicar o volume fraco negociado ontem, de R$ 3,92 bilhões. ''Não há um otimismo exagerado para comprar'', disse.
Ativos
Ontem, com a falta de indicadores que pudessem fazer preço de ativos e com o feriado judaico do Yom Kippur, o mercado financeiro acompanhou os anúncios de fusões e aquisições no exterior, o que também influenciou o dólar, que fechou cotado em queda de 0,33%, a R$ 1,7920. ''Foi um dia de ausência de notícias no cenário interno e externo e de feriado judaico, um dia marcado também pela ausência de fluxo (localmente)'', definiu Rodrigo Nassar, gerente da mesa financeira da Hencorp Commcor DTVM. ''Não está acontecendo nada, ele (o dólar) andou pouco entre a máxima e a mínima'', concorda João Medeiros, diretor de câmbio da Pioneer Corretora.
Mercado
Ficou para a bolsa ditar o comportamento do dólar, de olhos nos negócios no exterior. A Xerox pagará US$ 6,4 bilhões em dinheiro e ações pela empresa de serviços de informação e terceirização Affiliated Computer Services Inc. (ACS); a belga Solvay vai vender suas atividades de fabricação de medicamentos para a concorrente norte-americana Abbott Laboratories, por US$ 6,572 bilhões; e a Johnson & Johnson anunciou a aquisição de 18,1% na companhia holandesa de biotecnologia Crucell por 301,8 milhões (US$ 440 milhões).
Altas
Com esse incentivo, o Dow Jones terminou em alta de 1,28%, aos 9.789,36 pontos. O S&P avançou 1,78%, aos 1.062,98 pontos, e o Nasdaq subiu 1,90%, aos 2.130,74 pontos. Ontem, nos Estados Unidos, foi divulgado que a atividade nacional do país caiu de 0,56 em julho para 0,90 em agosto. Medido pelo Fed de Chicago, a informação não mudou o ânimo do mercado.
Papéis
No Brasil, Petrobras foi um dos destaques da sessão, com ganhos acima de 2%, ajudada pelo desempenho do petróleo no exterior. O barril negociado na Nymex fechou com variação positiva de 1,24% no contrato para novembro, a US$ 66,84 o barril. Petrobras ON subiu 2,64% e PN, 2,29%. Vale também terminou no azul, mas com ganhos mais modestos do que a outra blue chip. A ação ON encerrou com elevação de 1,67% e a PNA, de 1,46%. No setor siderúrgico, Gerdau PN subiu 1,65%, Metalúrgica Gerdau PN, 0,67%, Usiminas PNA, 0,55%, CSN ON, 2,83%.
Destaques
Bancos e construção civil foram destaque. Gafisa ON foi a segunda maior alta do índice, com 3,35%. A retomada da economia brasileira está proporcionando o reaquecimento do setor e uma prova está no resultado da pesquisa do Sinduscon-SP e da FGV Projetos, que mostrou recorde no nível de emprego da construção civil em agosto, com 2,260 milhões de trabalhadores, 2,03% acima do recorde anterior, de julho (2,216 milhões).
Sucesso
No segmento financeiro, BB ON ganhou 1,63%. A instituição anunciou que pagará R$ 4,2 bilhões por metade do capital total do Banco Votorantim. Santander ON subiu 4,35%; Bradesco PN, 1,91%; Itaú Unibanco PN, 2,22%. A maior alta do Ibovespa foi BM&FBovespa, com +4,69%. O gerente de análise da Modal Asset Management, Eduardo Roche, disse que uma das razões para esta alta é o sucesso das ofertas públicas na Bovespa, que voltaram a crescer nos últimos dias.
Juros
Os juros futuros começaram a semana propensos a devolver prêmios, encerrando a negociação normal da BM&F em baixa. Mas o volume de contratos arrefeceu em comparação à semana passada, sugerindo uma disposição limitada para correções, uma vez que o cenário de recuperação da economia doméstica está mais forte, o que sustenta entre os investidores a percepção de que um aperto monetário será necessário em 2010 para conter as esperadas pressões inflacionárias.
Ajustes
De todo modo, o ajuste ocorreu em meio a um cenário externo positivo, em que sobem as ações e as commodities, enquanto os juros dos Treasuries recuam. O DI janeiro de 2011 (98.150 contratos) estava em 10,18%, de 10,23% e 10,24% no ajuste e fechamento da sexta-feira. O DI julho de 2010 (66.895 contratos) estava em 9,21%, estável. O DI janeiro de 2012 (33.580 contratos) caía a 11,41%, de 11,45% e 11,47% no fechamento e ajuste anteriores.
(Agência Estado)
Entenda o Economês
Ativo Financeiro: Ativo caracterizado por direitos decorrentes de obrigações assumidas por agentes econômicos, normalmente negociados no mercado financeiro. Compreendem principalmente títulos públicos, certificados de depósitos (CDBs), debêntures e outros.





