BOVESPA EM ALTA
DOW JONES EM QUEDA

Petróleo
Enquanto as bolsas nos Estados Unidos caíram, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) fechou em alta de 0,52%, beneficiado pela alta de 0,20% no preço do petróleo. Os poucos investidores que atuaram ontem, dia em que o volume negociado ficou abaixo da média do mês, compraram ações da Petrobras: a ON subiu 0,25% e a PN, 0,92%.

Papéis
Compras de ações de empresas de construção civil e bancos também ajudaram: Bradesco PN subiu 0,64%; Itaú Unibanco, +0,54%; e BB ON, ,44%. Já no setor da construção, a Rossi Residencial ON foi a maior alta do Ibovespa (4,07%). Cyrela ON avançou 3,26% e Gafisa ON, 0,75%.

Volatilidade
Já o dia foi tenso no mercado de juros, dia de forte volatilidade por causa do Relatório Trimestral de Inflação, que elevou a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,9% para 4,4% em 2010. Com a retomada da atividade, a elevação da projeção dos juros, apesar de estar ainda na meta da inflação do próximo ano, gerou alta nos juros futuros, com a aposta de que o governo elevaria a Selic mais cedo do que se imaginava.

Exagero
A alta levou o diretor de Política Econômica do Banco Central, Mário Mesquita, a mandar um recado ao mercado sobre o exagero nas apostas. Além disso, o mercado ainda ficou tenso com a esperada filiação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao PMDB.

Dólar
O dólar fechou a R$ 1,7980, em queda de 0,33%, fechando abaixo de R$ 1,80 pelo terceiro dia na semana. Os negócios também operaram ontem com grande volatilidade, reagindo pontualmente a uma ou outra notícia. A própria relação do dólar ante outras moedas foi indefinida em boa parte do dia, o que contribuiu para as oscilações na divisa aqui e lá fora.

Cautela
Ontem, os indicadores divulgados nos Estados Unidos inspiraram cautela no mercado lá fora, reforçada pela expectativa do resultado do encontro do G20. As encomendas de bens duráveis nos EUA caíram 2,4% em agosto em relação a julho, na contramão da previsão dos analistas (+0,3%). As vendas de imóveis residenciais novos aumentaram 0,7% em agosto ante julho nos EUA (previsão de +1,6%). Já o índice de sentimento do consumidor divulgado pela Reuters e Universidade de Michigan surpreendeu positivamente, ao subir de 65,7 em agosto para 73,5 ao final de setembro, ante previsão de 70,5.

Bolsas
As Bolsas nos EUA acabaram fechando em baixa, tímida, mas ainda baixa. Dow Jones perdeu 0,44%, aos 9.665,19 pontos, S&P 500 teve recuo de 0,61%, aos 1.044,38 pontos, e Nasdaq cedeu 0,79%, aos 2.090,92 pontos.

Contratos
O DI janeiro de 2011 (404.875 contratos) estava em 10,23%, estável ante o fechamento e levemente acima do ajuste de ontem (10,19%). O DI julho de 2010 (92.165 contratos) projetava 9,21%, de 9,19% no fechamento e 9,18% no ajuste anteriores. O DI janeiro de 2012 (72.690 contratos) recuava a 11,47%, de 11,51% no fechamento e 11,49% no ajuste.

Europa
As Bolsas da Europa fecharam em baixa ontem, com a fraqueza do setor financeiro - em particular entre os bancos -, superando ganhos das ações de energia. A Bolsa de Paris caiu 0,51% no índice CAC 40; a Bolsa de Frankfurt perdeu 0,42% no índice DAX; a Bolsa de Madri fechou em baixa de 0,35% no índice Madrid General; a Bolsa de Londres, na contramão, teve ligeiro ganho de 0,06% no índice FTSE 100. O índice FTSEurofirst 300, referência das principais Bolsas europeias, caiu 0,18%, para 985 pontos, após oscilar entre 990 e 982 pontos. O indicador acumula baixa de 2,1% na semana.

Confiança
O Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia (ISE), medido pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo e pela Ordem dos Economistas do Brasil, indica que o otimismo voltou ao mercado. O ISE de setembro atingiu 108,1 pontos, alta de 10,1% em relação a agosto e de 9,5% em comparação ao mesmo mês do ano passado. A alta mostra que, junto com a confiança do consumidor, o cenário negativo desenhado pelo mercado já passou. Dos nove itens que compõem o ISE, sete ficaram acima dos 100 pontos em setembro.

(Das agências)

Entenda o Economês

Bens Duráveis: Categoria de bens que têm utilidade durante um grande período de tempo, abrangendo, portanto, os bens de consumo duráveis e os bens de capital. As indústrias que produzem bens duráveis são muito mais afetadas pelas crises econômicas do que as que se dedicam aos bens não-duráveis. Sua expansão é de tal modo condicionada pela expansão do consumo - conforme o princípio da aceleração -, que qualquer queda ou simples nivelamento na procura dos bens não-duráveis implica violenta queda na produção de bens de capital e de bens de consumo duráveis.

mockup