MERCADO FINANCEIRO
BOVESPA EM ALTA
DÓLAR EM QUEDA
Grau de investimento
A Bovespa fechou ontem sua terceira sessão em alta e a elevação do Brasil a grau de investimento pela agência de classificação de risco Moody's, divulgada no final da sessão, conduziu a bolsa momentaneamente aos 62 mil pontos. Como a notícia já vinha sendo precificada nos ativos nos últimos dias, tal patamar acabou não se sustentando. A Bolsa, no entanto, manteve os ganhos firmes exibidos desde o início e que a levaram ao nível de 61 mil pontos. O Ibovespa fechou em alta de 0,93%, aos 61.493,39 pontos, (maior nível desde 16 de julho de 2008, aos 62.056,50 pontos).
Consecutivas
Em três sessões seguidas de elevação, o Ibovespa avançou 2,09%. Em setembro, o ganho é de 8,86% e, no ano, de 63,76%. Na mínima da sessão, o índice registrou 60.938 pontos (+0,02%) e, na máxima, os 62.017 pontos (+1,79%). O giro financeiro totalizou R$ 5,847 bilhões. Já o dólar rompeu o piso de R$ 1,80 e fechou a R$ 1,7980, na menor cotação há exatos 12 meses.
Atraso
Segundo um operador, a Moody's estava atrasada em relação a outras agências, mas isso acaba ratificando o bom momento vivido pela economia brasileira e reforça a atratividade de recursos estrangeiros para o País. Antes da notícia da Moody's, que teve efeito apenas momentâneo sobre a Bovespa, a elevação das ações foi favorecida pela agenda esvaziada, que fez os investidores retomarem seu apetite pelo risco. Isso resultou na queda do dólar no mercado global e alta das commodities.
Indicador
O recuo da moeda norte-americana, juntamente com um indicador benigno - índice de atividade industrial do Federal Reserve de Richmond, que ficou estável em 14 pontos em setembro - fez as bolsas, nos EUA também subirem, servindo ainda de influência benéfica à Bovespa. O Dow Jones avançou 0,52%, aos 9.829,87 pontos, o S&P terminou com avanço de 0,66%, aos 1.071,66 pontos, e o Nasdaq, de 0,39%, aos 2.146,30 pontos.
Papéis
Aqui, Vale, siderúrgicas e Petrobras conduziram as compras da sessão, diante da alta das commodities e também em meio às expectativas de recuperação da economia chinesa. Vale ON terminou com ganho de 2,68% e Vale PNA, de 2,55%. Gerdau PN subiu 0,82%, Metalúrgica Gerdau PN, 1,47%, Usiminas PNA, 1,19%. CSN ON caiu 0,20%. Petrobras ON avançou 0,44% e PN, 0,66%. Na Nymex, o contrato do petróleo para outubro, que venceu ontem, subiu 2,64%, para US$ 71,55. O de novembro terminou a US$ 71,76, com alta de 2,62%.
Positivo
A conquista do grau de investimento pela Moody's veio corroborar o sentimento positivo que pairava sobre o mercado doméstico de câmbio desde a manhã, apesar da sessão do mercado à vista já estar encerrada quando a notícia foi divulgada. A moeda americana rompeu o piso de R$ 1,80 e fechou na menor cotação há exatos 12 meses, já que em 22 de setembro do ano passado fechou a R$ 1,7930 no balcão e R$ 1,7925 na BM&F. No mercado à vista, o pronto da BM&F fechou em queda de 0,99% ontem, a R$ 1,7980, mesma cotação do dólar no balcão.
Novo ciclo
Entre os contratos futuros atrelados ao dólar e negociados na BM&F, entretanto, onde os negócios ainda aconteciam após a divulgação da Moody's, o vencimento de outubro - o mais líquido - ampliou o recuo para 1,61% para R$ 1,7975. Depois da forte queda de ontem, já há quem acredite que a moeda americana caminha para entrar em um novo ciclo, com piso de R$ 1,75, ante os R$ 1,80 que vigorou até então. O Banco Central realizou leilão para compra de dólares e fixou a taxa de corte em R$ 1,7997. O dólar foi negociado a R$ 1,80 no balcão (queda de 0,88%) e a R$ 1,7980 na BM&F (recuo de 0,99%), na mínima do dia.
Moedas
O euro renovou a maior valorização ante o dólar em um ano pela manhã, quando atingiu US$ 1,4820. O euro avançou 0,55%, a US$ 1,4796. Já a libra, que esteve pressionada nos últimos dias diante da preocupação dos investidores sobre uma eventual queda nas taxas básicas de juros pelo governo, acompanhou o movimento de alta, mas ainda há muita expectativa sobre a reunião do Banco da Inglaterra de hoje. A alta foi de 0,72%, para US$ 1,6361. O dólar caiu 0,62%, para 91,20 ienes.
Juros
Os prêmios volumosos acrescidos aos contratos de juros futuros segunda-feira atraíram ontem ordens de vendas e as taxas recuaram, devolvendo parte da alta da véspera. O processo de ajuste foi mais forte nos vencimentos de curto e médio prazos, trechos em que a política monetária tem influência direta. Nos contratos longos, a correção encontra mais resistência, pelas incertezas inerentes a horizontes além de 2011 e também por causa das preocupações com a situação fiscal do País.
Contratos
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (298.045 contratos) recuou a 10,02%, de 10,14% no ajuste e 10,15% no fechamento de segunda-feira. O DI julho de 2010 (117.215 contratos) caiu a 9,08%, de 9,18% e 9,17% no fechamento e ajuste de segunda. O DI janeiro de 2012 (85.730 contratos) projetou 11,35%, ante 11,47% e 11,48% no fechamento e ajuste anteriores.
(Agência Estado)





