MERCADO FINANCEIRO
BOLSAS EUROPEIAS
DÓLAR EM QUEDA
Dólar
As declarações do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de que a recessão no país havia terminado, colaboraram para levar investidores a apostar em ativos mais arriscados, jogando o dólar para baixo em relação a outras moedas, incluindo o real. Pela primeira vez desde 22 de setembro do ano passado, o dólar foi cotado abaixo de R$ 1,80. Das 9h30 às 10h15 e das 13h30 às 15 horas, o dólar ficou abaixo desse nível, chegando à mínima de R$ 1,7950. No final da tarde o dólar fechou cotado a R$ 1,8020.
Apetite
Com a movimentação no exterior, foi grande a briga dos investidores posicionados em opções a R$ 1,800. A possibilidade já era vislumbrada desde terça, quando dólar à vista fechou o pregão já muito perto dessa marca, a R$ 1,8073 na BM&F e a R$ 1,806 no balcão. Desde cedo, o apetite por risco enfraquecia o dólar de maneira generalizada no exterior e, aqui, estava criado o ambiente que os players domésticos esperavam para negociar o dólar abaixo de R$ 1,80 logo na abertura.
Análises
O primeiro negócio com dólar à vista foi fechado a R$ 1,798, com recuo de 0,51%, na BM&F. Nos primeiros minutos de negociação, o dólar outubro chegou a bater mínima de R$ 1,7955. No decorrer da manhã, no entanto, a cotação do pronto voltou a subir. A máxima até o momento foi de R$ 1,805. Segundo especialistas, ainda é cedo para avaliar quem está se dando bem nessa disputa em torno dos contratos de opções. E se ela ainda terá fôlego para perdurar. Também não está muito fácil apostar no caminho que as cotações assumirão, assim que o movimento se esgotar.
Inflação
A inflação mensurada pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) foi de 0,51% até a quadrissemana encerrada em 15 de setembro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado é menor que o apurado no IPC-S anterior, que registrou alta de 0,56% na quadrissemana encerrada em 7 de setembro. De acordo com a FGV, quatro das sete classes de despesas apresentaram desaceleração de preços, ou deflação mais forte, na passagem do IPC-S de até 7 de setembro para o indicador de até 15 de setembro.
Europa
As Bolsas europeias fecharam em alta ontem, com o otimismo dos investidores sobre a recuperação da economia global. O índice FTSEurofirst 300, referência dos principais mercados europeus, fechou acima da marca dos 1.000 pontos pela primeira vez em quase um ano. A Bolsa de Londres fechou em alta de 1,63%; a Bolsa de Paris teve alta de 1,64%; a Bolsa de Frankfurt teve alta de 1,27%; O dado sobre produção industrial nos Estados Unidos, que registrou ganho pelo segundo mês consecutivo em agosto, foi recebido como mais um sinal de que a recuperação da economia global está em curso. A produção cresceu 0,8% no mês passado, informou o Fed (Federal Reserve, o BC americano).
Ásia
A maioria dos mercados asiáticos fechou em forte elevação ontem influenciada pela alta em Wall Street e pelas declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, sobre a possibilidade de que a recessão nos EUA tenha terminado. Uma das exceções foi a China, que sofreu com fatores locais. A Bolsa de Hong Kong também foi influenciada pela alta nos demais mercados regionais, em particular Japão e Austrália. Após três pregões seguidos de alta, as Bolsas da China apresentaram declínio por conta de perdas nas ações dos setores financeiro e siderúrgico. O índice Xangai Composto perdeu 1,1%. Já o índice Shenzhen Composto caiu 0,4%.
Japão
O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio encerrou com uma alta modesta ontem, graças às ações das companhias exportadoras, puxadas pela expectativa de uma recuperação econômica global, e das empresas ligadas ao setor de matérias-primas, que atraíram os investidores com a elevação dos preços de seus produtos. Esse movimento compensou as perdas com os papéis das empresas de crediário. O índice avançou 0,5%. A atividade da bolsa foi um tanto ofuscada pela nomeação oficial, pela Câmara Baixa do Parlamento, do presidente do Partido Democrático do Japão (PDJ), Yukio Hatoyama, como novo primeiro-ministro do país.
(Das agências)
Entenda o Economês
Fluxo Econômico: Movimento de uma mercadoria, serviço ou título iniciado em um mercado e para ele dirigido, ou realizado no interior da economia em seu conjunto. O conceito de fluxo econômico para o conjunto do País - consumo, produção, investimento - é utilizado nas modernas teorias do emprego e do ciclo econômico. No processo produtivo, são gerados um fluxo de bens e mercadorias (produto) e um fluxo de rendimentos (renda). O primeiro denomina-se fluxo real e o segundo, fluxo nominal. O fluxo real, ou seja, as rendas geradas no processo produtivo, destina-se ao consumo e à poupança. O fluxo nominal dirige-se ao mercado para suprir as necessidades de consumo. Certa proporção desses bens é diretamente absorvida pelas empresas.





