MERCADO FINANCEIRO
DÓLAR EM ALTA
EURO EM QUEDA
Lucros
Depois de ter subido 5,68% em cinco sessões consecutivas, a Bovespa finalmente passou ontem por uma realização de lucros. Mas ela foi tão fraca que o principal índice do mercado doméstico se manteve irredutível no patamar de 58 mil pontos reconquistado na quinta-feira. Uma safra de bons indicadores ao redor do globo favorecia a manutenção das compras, mas a indefinição sobre qual o rumo que o mercado seguirá e os ganhos recentes puxaram as ordens de vendas.
Giro
O Ibovespa terminou o dia com ligeira baixa, de 0,29%, aos 58.366,38 pontos, diminuindo os ganhos da semana para 3,02%. Em setembro, acumula elevação de 3,33% e, no ano, de 55,44%. Na mínima do dia, ontem, registrou 58.145 pontos (-0,67%) e, na máxima, 58.834 pontos (+0,51%). O giro financeiro totalizou R$ 4,057 bilhões, o menor do mês.
Mundo
As bolsas asiáticas e europeias fecharam em alta, influenciadas pelos indicadores positivos conhecidos principalmente na China - alta de 12,3% em agosto na produção industrial de valor agregado ante agosto de 2008. Já nos EUA, os dados do sentimento ao consumidor da Universidade de Michigan (subiu de 65,7 em agosto para 70,2 em setembro), e de estoques no atacado foram bons, mas os investidores não deram muita bola, já que os cinco dias de ganhos pressionaram por um ajuste nas carteiras. O Dow Jones recuou 0,23%, aos 9.605,41 pontos, acumulando +1,74% na semana. O S&P caiu 0,14%, aos 1.042,73 pontos (+2,59% na semana) e o Nasdaq perdeu 0,15%, aos 2.080,90 pontos (+3,07% na semana).
Blue chips
No Brasil, a realização de lucros teve grande influência das blue chips e alguns papéis do setor siderúrgico. A queda das commodities metálicas e do petróleo impulsionou as vendas destes papéis. ''Os dados da China foram bons, mas quinta à tarde o mercado já tinha adiantado uma parte deles'', comentou o analista da SLW Pedro Galdi. Além dos números da China e EUA, houve o anúncio da alta de 1,9% no PIB no segundo trimestre.
Tendência
Vale ON terminou em baixa de 1,16% e PNA, de 0,73%. Petrobras ON caiu 1,05% e PN, 0,60%. Na Nymex, o contrato do petróleo para outubro recuou 3,68%, para US$ 69,29. No setor siderúrgico, Gerdau PN subiu 0,74% e CSN ON, 0,52%. Metalúrgica Gerdau PN recuou 0,55% e Usiminas PNA, 0,88%. Na próxima semana, a agenda será relativamente tranquila, sem grandes indicadores com força para mexer nos negócios. Assim, a tendência deve ser conduzida pelo noticiário diário.
Câmbio
A volatilidade deu o tom ao mercado doméstico de câmbio, que tinha tudo para uma nova sessão de queda da moeda americana, diante dos fatores favoráveis aos emergentes e ao consequente apetite ao risco, como o bom desempenho da economia chinesa e a alta de 1,9% do PIB do 2º trimestre na margem. Mas a moeda virou perto das 15 horas, minutos antes do leilão diário do BC no mercado à vista.
Virada
Ao final da sessão, a divisa teve alta de 0,33% na roda de pronto da BM&F, a R$ 1,8270, mesma cotação e variação que o dólar balcão. A moeda chegou a bater em R$ 1,8040 pela manhã no balcão, na mínima, enquanto a máxima chegou a R$ 1,8280. O Banco Central realizou novo leilão de compra de dólares no mercado à vista e fixou a taxa de corte em R$ 1,8213.
Moedas
No mercado global de moedas, a variação do euro ajudou a impulsionar a alta do dólar ante o real no final da manhã. A moeda chegou a bater US$ 1,4636, em mais um recorde 2009 ante o dólar, mas fechou cotada a US$ 1,4584 (-0,16%). Já a libra perdeu 0,13%, a US$ 1,6678, enquanto o dólar caiu 0,71%, a 90,71 ienes.
Juros
Os juros futuros encerraram em queda a etapa da negociação normal da BM&F. O DI janeiro de 2011 (131.425 contratos) projetou 9,64%, de 9,68% no fechamento e 9,67% no ajuste quinta. O DI julho de 2010 (136.255 contratos) fechou na mínima de 8,85%, de 8,88% no ajuste e 8,90% no fechamento quinta. O DI janeiro de 2012, com 64.885 contratos, teve taxa de 10,97%, estável ante o ajuste e perto do fechamento (10,98%).
(Agência Estado)
Entenda o Economês
Indicadores Econômicos: Conjunto de dados estatísticos, passíveis de mudança e oscilações, capaz de dar uma ideia do estado de uma economia em determinado período ou data. Também chamados indicadores de conjuntura, em geral fornecem dados sobre produção, comercialização e investimentos. Entre os indicadores econômicos mais relevantes estão os referentes a desemprego, oferta de empregos, empréstimos bancários, reservas, preços de certos produtos (como petróleo), taxa de juros, movimentos de importação e exportação, produção industrial geral e setorial, produção industrial geral e setorial, produção de aço e veículos, preços de materiais de construção e consumo energético, entre outros.





