MERCADO FINANCEIRO
Bolsas chinesas subiu
Bolsa do Japão desceu
Fluxo cambial
O fluxo cambial encerrou o mês de agosto com ingresso líquido de US$ 2,957 bilhões em agosto, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC). Esse foi o quinto mês consecutivo em que o fluxo cambial apresenta resultado positivo. Em igual mês do ano passado, o Brasil havia recebido US$ 1,944 bilhão.
Saldo
Segundo o BC, a entrada de recursos no mês passado foi liderada pelo segmento financeiro, que apresentou saldo líquido positivo de US$ 1,618 bilhão, resultado de ingressos de US$ 25,830 bilhões e saídas de US$ 24,212 bilhões. Na conta comercial, o saldo também foi positivo e somou US$ 1,339 bilhão gerado por exportações de US$ 12,867 bilhões e importações de US$ 11,529 bilhões.
Movimentação
O movimento foi revertido na primeira semana de setembro entre os dias 1 e 4, quando o fluxo cambial registrou saída líquida de US$ 1,108 bilhão. Esse resultado foi gerado pela contribuição negativa da conta financeira que apresentou déficit de US$ 854 milhões nesse período, fruto de saídas de US$ 4,835 bilhões e ingressos de US$ 3,980 bilhões. No segmento comercial, o período entre 1 e 4 de setembro teve saída de US$ 254 milhões resultado de importações que somaram US$ 2,329 bilhões e exportações de US$ 2,075 bilhões.
Acumulado
No acumulado do ano até 4 de setembro, o fluxo cambial acumula ingresso líquido de US$ 5,784 bilhões. Em igual período de 2008, o valor era de US$ 18,817 bilhões. Segundo o BC, o resultado preliminar de 2009 foi gerado pela contribuição positiva de US$ 11,079 bilhões da conta comercial, valor mais que suficiente para compensar a saída líquida de US$ 5,295 bilhões do segmento financeiro.
Negativo
À exceção da China, os mercados asiáticos fecharam no campo negativo ontem. A maioria das bolsas da região foi prejudicada pela realização de lucros, apesar dos resultados positivos em Wall Street e da alta das commodities. Este foi o caso da Bolsa de Hong Kong, que sofreu com as vendas de ações do peso pesado HSBC e de empresas do setor financeiro chinês e encerrou quatro pregões seguidos de ganhos. O índice Hang Seng caiu 218,77 pontos, ou 1%, e encerrou aos 20.851,04 pontos. HSBC liderou a queda, ao baixar 1,7%. Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) perdeu 1,9% e Bank of Communications recuou 1,5%. O site Alibaba.com despencou 6,7%. Já a fabricante de computador Lenovo desabou 5,7%.
Em alta
Já as Bolsas da China tiveram o sétimo pregão seguido de alta, com as expectativas de que os empréstimos bancários apresentarão um rápido crescimento em agosto na comparação com julho - os números serão divulgados na semana que vem. O índice Xangai Composto ganhou 0,5% e encerrou aos 2.946,26 pontos. Já o índice Shenzhen Composto subiu 1,1% e terminou aos 1.010,52 pontos. Os produtores de metais não ferrosos lideraram os ganhos. Shenzhen Zhongjin Lingnan Nonfemet atingiu a alta limite diária de 10%, Jiangxi Copper saltou 6,2% e Yunnan Tin faturou 5,8%.
Recuo
A Bolsa de Tóquio fechou ontem em baixa, depois que as preocupações com a tendência mundial de aperto dos padrões de capital continuaram a derrubar as ações dos bancos, enquanto as exportadoras foram prejudicadas pela valorização do iene. O fraco desempenho das demais bolsas asiáticas também levou o mercado japonês a ampliar suas perdas no pregão da tarde. O índice Nikkei 225 recuou 81,09 pontos, ou 0,8%, e fechou aos 10.312,14 pontos.
Análise
Bancos importantes, como o Mizuho Financial Group e o Mitsubishi UFJ Financial Group, puxaram o mercado para baixo com os temores de que podem ser obrigados a emitir novas ações se forem implementados os novos padrões de capital propostos pelos EUA e pela Europa. O Mizuho perdeu 2%, enquanto o Mitsubishi UFJ afundou 2,9%. O Nikkei pode oscilar basicamente na faixa dos 10.200 aos 10.400 pontos pelo resto da semana, disse Yumi Nishimura, analista da Daiwa Securities SMBC.
Exportação
As principais exportadoras continuaram a sofrer com a valorização da moeda japonesa. Toyota Motor caiu 1,8%, Canon afundou 2,8%. ''O mercado teme que o dólar possa cair para 90 ienes no curto prazo'', declarou o analista Yutaka Miura, da corretora Mizuho Securities.
Das agências
Entenda o Economês
Wall Street: O termo desgina a comunidade financeira de Nova York, concentrada na rua do mesmo nome, em Manhattan, onde se encontram a Bolsa de Valores (New York Stock Exchange), várias Bolsas de Mercadorias e as sedes dos principais bancos, companhias de seguros e outras instituições financeiras dos Estados Unidos. Pelo extraordinário volume de negócios ali realizados, os acontecimentos de Wall Street têm implicações em todo o mundo.





