MERCADO FINANCEIRO
Juros futuros subiu
Dólar desceu
Em queda
O dólar comercial foi negociado por R$ 1,866 para venda, o que representa um declínio de 1% sobre a cotação de quarta-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,881 e R$ 1,865. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,980, em baixa de 1%.
Explicações
O mercado de câmbio doméstico devolveu pelo segundo dia uma parcela da disparada dos preços vista na semana passada, quando a busca por ''hedge'' (proteção) levou as taxas para os patamares de R$ 1,90. Para profissionais de mercado, a reversão de uma parcela dessas operações de ''proteção'' pode explicar o recuo das taxas nos últimos dias.
Juros futuros
Os contratos de juros futuros negociados na BM&F subiram nos prazos mais longos. Essas taxas balizam as operações de tesouraria nos bancos e concessão de empréstimos. Quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) não surpreendeu o mercado e manteve a taxa básica de juros em 8,75%. Economistas do setor financeiro avaliam que o BC deve ''congelar'' a Selic, pelo menos, até o primeiro semestre de 2010. No contrato que projeta as taxas para janeiro de 2010, a taxa prevista subiu de 8,61% para 8,64%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 9,71% para 9,74%.
Em alta
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve mais um dia de recuperação moderada na jornada de ontem, a reboque do desempenho também positivo das Bolsas internacionais. Analistas não alteram seu cenário básico para setembro: será um mês de correção dos preços, após oito meses em que o índice Ibovespa disparou 50%. O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, subiu 0,57%, aos 55.707 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,51 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou em alta de 0,69%.
Valorização
O papel mais negociado da Bolsa (R$ 580 milhões), a ação preferencial da Petrobras, valorizou 0,12%, enquanto a ação preferencial da Vale (R$ 360 milhões) teve ganho de 1,08%. ''Sem um fato novo, sem 'oxigênio' novo, não há realmente motivo para o investidor voltar a comprar. Hoje (ontem), foram somente algumas compras pontuais, de grandes investidores que venderam bastante nesses dias e acharam algumas ações a preços mais oportunos'', comenta Antonio Cesar Amarante, gestor de investimentos da corretora Senso.
Análise
O analista, como outros profissionais do mercado, também não vê uma retomada da tendência de alta no curto prazo, pelo menos para o mês de setembro. ''Nós temos que lembrar que a Bolsa, no pior momento da crise, chegou aos 29 mil pontos (em outubro de 2008). De lá para cá praticamente dobrou. O investidor tem alguma certeza de que a crise realmente acabou? Não. Na dúvida, o que ele vai fazer é botar esse dinheiro no bolso'', acrescenta.
Resultados
Entre as principais notícias do dia, o Departamento de Trabalho dos EUA divulgou que a demanda pelos benefícios do auxílio-desemprego caiu moderadamente nas duas últimas semanas, para 570 mil solicitações. Economistas do setor financeiro previam uma cifra em torno de 560 mil pedidos para o período.
Final
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou relatório em que aponta para o fim da recessão global possivelmente neste ano. Para a organização, os EUA e os países da zona do euro devem voltar a crescer ainda neste terceiro trimestre. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE) revelou que a produção industrial subiu em dez das 14 regiões pesquisadas. Na média nacional, a indústria apresentou alta de 2,2% na mesma base de comparação.
Estabilidade
Os principais índices do mercado de ações europeu fecharam o dia de ontem em baixa, em sua maioria, porém perto da estabilidade, refletindo a cautela dos investidores antes da divulgação relatório do governo dos EUA sobre o nível de emprego do país - o ''payroll'' -, na sexta-feira.
Estratégias
Mais cedo, o Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa básica de juro em 1% e o presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, afirmou que ainda não é hora de adotar estratégias de saída para as medidas de estímulo. A decisão veio dentro do que havia sido previsto pelo mercado. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 subiu 0,04%, a 230,68 pontos, após recuar 2,9% ao longo das últimas três sessões.
Movimentação
Em termos de mercados regionais, o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres recuou 20,80 pontos (0,43%), para 4.796,75 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX caiu 18,42 pontos (0,35%), para 5.301,42 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve queda de 19,62 pontos (0,55%), para 3.553,51 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 ganhou 18,40 pontos (0,17%), para 11.018,10 pontos. Os investidores realizaram lucros em papéis de setores defensivos, como o farmacêutico e o de alimentos, que registraram as perdas porcentuais mais acentuadas no Stoxx 600.
Das agências





