MERCADO FINANCEIRO
DÓLAR EM ALTA
EURO EM QUEDA
Dilema
A Bovespa interrompeu uma sequência de seis semanas seguidas em elevação ao registrar ligeira queda, de 0,05%, no acumulado das últimas cinco sessões. Foram três pregões em queda e dois em alta, sinal do dilema que enfrentam os investidores: embolsar os lucros acumulados ou seguir em frente. Ontem, a Bovespa ficou praticamente estável: caiu 0,01%, aos 57.700,57 pontos. No mês, ainda acumula ganhos, de 5,36% e, no ano, de 53,66%. O giro financeiro totalizou R$ 4,733 bilhões.
Indicadores
Os dados norte-americanos até que tentaram ajudar os investidores. A Universidade de Michigan divulgou que o índice de sentimento do consumidor americano ficou em 65,7 no final de agosto, ligeiramente melhor do que as previsões (64), mas abaixo do resultado de julho (66). Mais cedo, o Departamento do Comércio havia informado que os gastos com consumo pessoal nos EUA aumentaram 0,2% em julho na comparação com junho, abaixo da previsão de alta de 0,3%. Já a renda pessoal ficou inalterada, ante previsão de aumento de 0,1%. A Nasdaq fechou no azul: +0,05%, aos 2.028,77 pontos. Já a Dow Jones caiu 0,38%, aos 9.544,20 pontos, e S&P500 recuou 0,20%, aos 1.028,93 pontos.
Papéis
No Brasil, a alta dos metais ajudou a segurar as ações da Vale, que ontem terminaram em +1,45% na ON e +0,75% na PNA. As siderúrgicas não tiveram a mesma sorte e recuaram: Gerdau PN, -0,74%, Metalúrgica Gerdau PN, -0,25%, Usiminas PNA, -1,04%, CSN ON, -0,45%.
Petróleo
Petrobras também ignorou o desempenho do petróleo no exterior, já que os papéis ainda caem em reação ao noticiário sobre uma possível capitalização da empresa e também na defensiva sobre o anúncio do marco regulatório do pré-sal, na próxima segunda-feira. As ações PN da empresa foram as mais negociadas, com R$ 700,632 milhões. A segunda colocada, Vale PNA, movimentou R$ 431,394 milhões. Petrobras ON recuou 0,03% e PN, 0,94%. Na Nymex, o contrato do petróleo para outubro avançou 0,34%, a US$ 72,74.
Câmbio
O mercado de câmbio operou ontem ao sabor de um ''chuchu sem sal'', na definição de um operador, com poucos negócios e fraca oscilação. Na falta de notícias, os investidores se apegaram ao euro para definir a tendência e, na medida em que a moeda europeia caía, o dólar se valorizava frente ao real. Com isso, a moeda marcou a quinta sessão consecutiva de alta, mantendo o movimento em todos os dias desta semana e acumulando valorização de 2,78% no balcão.
Dólar
No mercado à vista, o dólar balcão fechou ontem com alta de 0,91%, a R$ 1,882, depois de oscilar entre a mínima de R$ 1,860 e a máxima de R$ 1,883. Na roda de pronto da BM&F, a moeda americana encerrou a sessão em R$ 1,881, com avanço de 0,89%. Já no mercado futuro, o dólar negociado para setembro subiu 0,96%, a R$ 1,885. O Banco Central decidiu fazer pela manhã o leilão de compra diário no mercado à vista. A autoridade monetária adquiriu dólar à taxa de corte R$ 1,874 perto das 12h51, quando a divisa era vendida em alta de 0,54%, a R$ 1,8750 no balcão e na BM&F.
Moedas
No mercado de moedas o euro recuou 0,44%, para US$ 1,429, enquanto o dólar caiu 0,11% sobre a divisa japonesa, para 93,60 ienes, e a libra tocava o campo positivo, em alta de 0,12% (US$ 1,628).
Juros
Os juros futuros prosseguiram em alta ontem para encerrar no nível mais alto da semana nos principais contratos. As taxas já abriram para cima e aceleraram às máximas no período da tarde. O giro de contratos, muito fraco pela manhã, esboçou melhora no final. Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2011 (152.440 contratos) subiu a 9,76%, de 9,69% no ajuste e 9,70% no fechamento. O DI janeiro de 2012 (32.700 contratos) avançava de 11,01% e 11,03% no ajuste e fechamento quinta para 11,07%. O DI julho de 2010 (67.485 contratos) estava na máxima de 9,00%, de 8,98% e 8,96% no fechamento e 8,96% no ajuste. Na sexta-feira da semana passada, estes contratos marcavam 9,65%, 11,00% e 8,91% respectivamente.
PIB
A presidente da Standard & Poor's (S&P) no Brasil, Regina Nunes, afirmou que acredita que o governo brasileiro elevará a meta do superávit primário em 2010 para 3,3% do PIB, como foi manifestado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. ''Não é porque ocorreu uma redução do superávit primário neste ano que isso implicará em uma deterioração da política econômica, que é estável e pragmática'', disse.
(Agência Estado)
Entenda o Economês
Moeda Estrangeira: Moeda de outro país, que pode ou não ser cotada em relação à moeda corrente na tabela de câmbio que regula as transações internacionais. O poder de compra das moedas estrangeiras é expresso pela taxa cambial, fixa ou livre, que tende a refletir a efetiva a efetiva relação de troca existente entre as distintas moedas de diferentes países. A reserva ou receita de moedas estrangeiras disponível recebe a denominação genérica de divisas.





