MERCADO FINANCEIRO
DOW JONES EM ALTA
BOVESPA EM QUEDA
Comportamento
A Bovespa abriu em alta, mas logo virou, ampliando a queda até atingir, na hora do almoço, o ponto mínimo da sessão, na casa dos 56 mil pontos. A partir daí, exibiu um pregão de recuperação que só não voltou a exibir ganhos, assim como aconteceu nas bolsas norte-americanas, por causa da fraqueza das ações da Petrobras, as mais negociadas. Vale também terminou em queda, pesando sobre o resultado da Bolsa, mas de menor intensidade.
Ibovespa
O Ibovespa terminou a sessão de ontem em baixa de 0,11%, aos 57.703,85 pontos. Na mínima do dia, registrou 56.845 pontos (-1,59%) e, na máxima, os 57.878 pontos (+0,19%). No mês, acumula ganhos de 5,37% e, no ano, de 53,67%. O giro financeiro totalizou R$ 4,989 bilhões. Os indicadores conhecidos nos Estados Unidos, mais uma vez, tiveram uma boa leitura e foram levados em consideração pelos investidores. Mas isso aconteceu à tarde já que, pela manhã, também as bolsas norte-americanas operaram em baixa, diante da constatação de que os índices estão em patamares elevados para os indicadores conhecidos.
Indicadores
Nos Estados Unidos a melhora do humor acabou acontecendo após os leilões de T-Notes de 7 anos, que tiveram boa demanda de papéis. Foram divulgados ontem a primeira revisão do PIB do 2º trimestre, que continuou em -1% como divulgado antes, ante previsão de -1,5%; o índice de preços PCE do período (também alterado em +1,3%); e os pedidos de auxílio-desemprego, que recuaram 10 mil, ante previsão de -11 mil. O Dow Jones subiu 0,39%, aos 9.580,63 pontos, o S&P avançou 0,28%, a 1.030,98 pontos, e o Nasdaq, 0,16%, aos 2.027,73 pontos.
Papéis
No Brasil, Petrobras ON caiu 1,43% e PN, 0,93%. Vale ON terminou o dia em baixa de 0,61% e PNA, de 0,15%, na esteira da queda dos metais. As siderúrgicas estiveram entre os papéis que operavam em baixa, mas melhoraram. Gerdau subiu com o anúncio de que vai recomprar até 500 mil ações preferenciais a valor de mercado, o correspondente a 0,08% dos papéis dessa classe em circulação. Gerdau PN teve elevação de 2,74% e Metalúrgica Gerdau PN, de 2,34%. Usiminas PNA caiu 0,15% e CSN ON recuou 0,08%.
Negociação
BM&FBovespa ON subiu 1,10%, influenciada pelo anúncio de que iniciou conversas para uma possível parceria estratégica com a bolsa norte-americana Nasdaq, que concentra as negociações com as ações das principais empresas de tecnologia.
Dólar
O movimento técnico de formação da Ptax (taxa média do dólar à vista ponderada pelo volume de negócios), que pressionou o dólar pela manhã, perdeu força no período da tarde, mas não impediu que a moeda registrasse sua quarta sessão consecutiva de alta frente ao real - no período, a divisa no balcão acumula valorização de 1,85%. No mercado à vista, tanto o pronto na BM&F como o dólar balcão fecharam negociados a R$ 1,865, com alta de 0,21%.
Mercado futuro
No mercado futuro, o contrato para setembro de 2009 - que foi o mais negociado - tinha alta de 0,13%, a R$ 1,864. O giro em D+2 à vista registrado pela Clearing de Câmbio foi de R$ 2,27 bilhões, próximo do movimento de toda a sessão de quarta-feira.
Ptax
A Ptax é calculada pelo Banco Central. Tal taxa no último dia útil do mês - dia 31 de agosto, neste caso - servirá de referência para a liquidação financeira do contrato futuro de dólar com vencimento em 1º de setembro. Por isso, os agentes financeiros costumam agir no mercado à vista, perto do encerramento do mês, para influenciar na formação desse preço médio da moeda.
Compra
O Banco Central voltou a comprar dólares no mercado à vista, prática que tem repetido diariamente, e fixou a taxa de corte a R$ 1,8605, no momento em que a moeda era negociada a R$ 1,863 no balcão e a R$ 1,864 na BM&F. Apesar da alta frente ao real, o dólar perdeu na relação com outras moedas em meio aos ganhos das Bolsas e das commodities. O euro subiu 0,78% para US$ 1,435, enquanto o dólar caiu 0,10% sobre a moeda japonesa, para 93,56 ienes. A libra teve alta de 0,36%, para US$ 1,627 no mesmo horário.
Pressão
A pressão de alta nos juros futuros ganhou um pouco de força a partir da meia hora final da negociação normal, enquanto as bolsas norte-americanas aceleravam os ganhos para as máximas, em especial nos vencimentos até 2012. O movimento em Wall Street acabou reforçando à tarde a tendência tomadora exibida pelo mercado desde manhã após a divulgação dos dados industriais da Fiesp.
Leilão
Também o leilão de prefixados do Tesouro teria contribuído para segurar as taxas. Ao término da negociação normal, o DI janeiro de 2011 (111.880 contratos) voltava aos 9,69% de terça, de 9,66% no ajuste e 9,65% no fechamento quarta. O DI janeiro de 2012 (48.035 contratos) subiu a 11,01%, de 10,98% e 11,00% no fechamento e ajuste anteriores.
(Agência Estado)





