DÓLAR EM ALTA
JUROS EM QUEDA

Dólar
A cotação do dólar comercial subiu 0,32% ontem e fechou a R$ 1,862 na venda. Foi a terceira alta seguida da moeda americana, que, no entanto, ainda acumula queda de 0,21% no mês e de 20,19% no ano. O gerente de câmbio da Fair Corretora, Mario Battistel, avaliou durante o pregão que o mercado de câmbio doméstico estava acompanhando a apreciação global do dólar.

Juros
Os contratos de juros futuros passaram por ajuste ONTEM, devolvendo parte dos prêmios acumulados na terça-feira, depois que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto surpreendeu para cima. No entanto, o baixo volume negociado reduziu a importância do movimento. Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias e Futuros, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do pregão, apontava baixa de 0,03 ponto, a 9,66%. O vencimento para janeiro de 2012 perdeu 0,06 ponto, para 10,99%. E janeiro de 2013 projetava 11,72%, desvalorização de 0,05 ponto.

Inadimplência
A taxa de inadimplência foi de 5,9% em julho, o maior nível desde que o indicador começou a ser medido, em 2000, informou o Banco Central (BC). Enquanto 8,6% dos consumidores que recorreram ao crédito tinham deixado de pagar suas obrigações por mais de 90 dias em julho, essa porcentagem era de 3,8% entre as empresas, de acordo com os dados do BC.

Superávit I
As contas do governo federal apresentaram melhora em julho na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados ontem pelo Tesouro Nacional. O superavit primário - diferença entre as receitas e as despesas do governo, sem considerar os gastos com juros - ficou em R$ 1,44 bilhão no mês passado, ante deficit de R$ 615 milhões registrado em junho. Nas comparações com o ano passado, no entanto, a queda na arrecadação e o aumento das despesas continuam influenciando as contas do governo. Em julho de 2008, o superavit havia superado os R$ 7 bilhões.

Superávit II
O resultado mensal registrado também é o pior para meses de julho desde 2001, quando o superavit foi de R$ 1,26 bilhão. Nos sete primeiros meses do ano, o governo teve um resultado positivo de R$ 20,1 bilhões, queda de mais de 70% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 68,6 bilhões). Nessa comparação, as receitas do governo caíram 1,5%. Já as despesas subiram 16%. O resultado do governo é dividido em três partes. O Tesouro Nacional teve um superavit de R$ 4,6 bilhões no mês passado. A Previdência, por outro lado, teve um déficit de R$ 3,1 bilhões. Já o Banco Central registrou déficit de R$ 63,8 milhões.

Crescimento
A inadimplência entre as empresas cresceu em julho pelo oitavo mês consecutivo, já que, em junho, era de 3,4%, enquanto que, entre os consumidores, permaneceu estável pelo terceiro mês consecutivo em 8,6%. A taxa de inadimplência em geral vem crescendo gradualmente desde dezembro do ano passado e reflete as dificuldades encontradas por consumidores e empresas para pagar suas dívidas devido à crise econômica global.

Habitação
As vendas de casas novas nos Estados Unidos tiveram um aumento de 9,6% em julho, para uma taxa anualizada de 433 mil unidades. Trata-se do maior nível desde setembro do ano passado e do quarto ganho consecutivo na comparação mensal, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Departamento do Comércio. Em junho, a venda de casas novas no país ficou em 395 mil unidades (dado anualizado), após revisão.

Europa
As bolsas europeias perderam terreno ontem, interrompendo quatro sessões de ganhos, afetadas pelo fraco desempenho das ações das empresas de mineração e de petróleo e gás natural. Após marcar mais uma máxima anual no começo da jornada, o índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 caiu 0,6% para 236,54 pontos. Na Grã-Bretanha, o índice FTSE 100 caiu 0,53%, enquanto na Alemanha o índice DAX de Frankfurt perdeu 0,63%. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,33%.

Ásia
A maioria dos mercados da Ásia se recuperou ontem dos maus resultados registrados na véspera. Os fortes indicadores econômicos divulgados na terça-feira nos EUA ajudaram algumas bolsas da região, enquanto na China os caçadores de pechinchas impulsionaram as cotações. A Bolsa de Hong Kong fechou praticamente estável. O declínio nas ações dos bancos chineses ofuscou os efeitos dos ganhos no mercado de Xangai. O índice Hang Seng ganhou apenas 0,1%.

China
As Bolsas da China encerraram o dia em alta, lideradas pelas ações de companhias aéreas e de fabricantes de equipamentos. Houve forte presença de investidores em busca de ofertas de ocasião, após os declínios registrados na semana passada.

(Das agências)

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