DÓLAR EM ALTA
BOVESPA EM BAIXA

Volatilidade
Depois de cinco sessões consecutivas em alta, a Bovespa finalmente passou por uma realização de lucros. Mas o movimento demorou a consolidar-se, já que, antes de firmar-se em baixa, no período da tarde, o Ibovespa teve muita volatilidade, trabalhando em vários momentos com elevação nada desprezível. A queda das commodities foi fundamental para puxar os papéis para baixo, enquanto a alta das Bolsas norte-americanas serviu para conter o movimento de venda.

Ações
No mercado de ações, o Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,61%, aos 57.421,43 pontos. Na mínima do dia, registrou 57.401 pontos (-0,65%) e, na máxima, os 58.311 pontos (+0,93%). No mês, a Bovespa tem alta de 4,85% e, no ano, de 52,92%. O giro financeiro totalizou R$ 4,662 bilhões.

EUA
As bolsas norte-americanas operaram em alta e ajudaram a reduzir as vendas domésticas, embora na primeira metade da sessão esta correlação tenha sido mais forte. As ações foram impulsionadas por indicadores favoráveis e pela indicação de Ben Bernanke para mais um mandato à frente do Federal Reserve. O Dow Jones subiu 0,32%, aos 9.539,29 pontos, o S&P avançou 0,24%, aos 1.028,00 pontos, e o Nasdaq, 0,31%, aos 2.024,23 pontos.

Commodities
No Brasil, entretanto, Vale, Petrobras e siderúrgicas recuaram, em razão das commodities. Segundo Mauro Giorgi, gestor de recursos da Hera Investment, pela manhã, pesou sobre as commodities a percepção de que a economia chinesa deve seguir ajudada pelo governo porque há ainda capacidade ociosa e ela não deve ser tomada pelas exportações, dada a demora da recuperação da economia global. Vale ON recuou 0,71%, PNA, -0,60%; Gerdau PN, -2,14%; Usiminas PNA, -1,50% , e CSN ON, -1,72%.

Desempenho
Embora tenha acompanhado a queda do petróleo, o desempenho da Petrobras foi bem melhor. Na Nymex, o contrato para outubro do óleo terminou em baixa de 3,12%, a US$ 72,05 o barril, mas, aqui, Petrobras ON caiu 0,57% e PN, 0,51%. O setor bancário foi destaque de alta, puxado pelas ações do Itaú Unibanco, ainda na esteira do anúncio da associação com a Porto Seguro, feita segunda-feira. A alta das ações dos bancos nos EUA também deu espaço para a recuperação do setor no Brasil. Itaú Unibanco PN registrou variação positiva de 1,25%, Bradesco PN, de 0,80%, e BB ON, de 1,05%.

Câmbio
A leve queda do início do dia não se sustentou e o dólar fechou pelo segundo dia consecutivo em alta, impulsionado por algumas recomposições de posição por parte de bancos e por uma influência do movimento visto nas commodities e nas bolsas. No balcão, a alta foi de 0,65%, para R$ 1,857, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,860 e a mínima de R$ 1,830. Na roda de pronto da BM&F, a divisa fechou o dia cotada a R$ 1,854, com avanço de 0,49%.

Moedas
Na Nymex, o contrato futuro de petróleo WTI para outubro terminou em baixa de 3,12%, aos US$ 72,05, depois de atingir a máxima de US$ 75 ao longo do dia. No mercado de moedas, o euro avançou 0,03%, a US$ 1,430, enquanto o dólar subia 0,16%, a 94,15 ienes, e a libra perdia 0,36%, a US$ 1,635.

Juros
O mercado de juros reagiu com firmeza ao resultado de 0,23% referente ao IPCA-15 de agosto, que pressionou para cima as taxas desde o início da sessão. Como no final da tarde de segunda ganharam força no mercado especulações em torno de um número abaixo das previsões, próximo a 0,10%, ontem foi dia de correção para os DIs. Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2010 (118.220 contratos) subiu a 8,62%, de 8,60% e 8,61% no fechamento a ajuste segunda. O DI janeiro de 2011 (167.575 contratos) avançava a 9,66%, de 9,59% e 9,62% no fechamento e ajuste de segunda. O DI janeiro de 2012 (61.975 contratos) estava em 11,04%, de 10,98% no fechamento e 11,00% no ajuste.

Déficit
O Departamento de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos projeta déficit fiscal de US$ 1,6 trilhão para o país neste ano, o maior desde o final da Segunda Guerra Mundial. A previsão é US$ 80 bilhões inferior à anunciada em março. A diminuição deve-se principalmente à revisão de projeção de gasto do governo no Programa de Alívio de Ativos Problemáticos, criado para resgatar o setor bancário.

(Agência Estado)

Entenda o Economês
IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado): Esse índice foi criado com a finalidade de corrigir os balanços e as demonstrações financeiras trimestrais e semestrais das companhias abertas. É calculado entre o primeiro e o último dia do mês considerado com pessoas que ganham entre 1 e 40 salários mínimos e divulgado até o dia 15 do mês seguinte. A coleta se realiza nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Curitiba, Distrito Federal e Goiânia. A composição do índice é a seguinte: alimentação (25,21%), artigos de residência (8,09%), habitação (10,91%), transportes e comunicação (18,77%), vestuário (12,49%), saúde e cuidados pessoais (8,85%) e despesas pessoais (15,68%).

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