BOVESPA EM ALTA
NASDAQ EM QUEDA

Exagero
A Bovespa manteve ontem o otimismo da semana passada - e com um 'quê' de exagero: furou mais um teto e ultrapassou mais da metade do nível dos 58 mil pontos até atingir a máxima de 58.634 pontos. Sem nada de novo, ou de peso, para justificar tamanha euforia, os investidores foram devolvendo grande parte da alta durante a sessão, seguindo o comportamento de Wall Street e puxados pela queda das ações da Petrobras. O Ibovespa fechou em avanço de 0,08%, aos 57.775,37 pontos. Na máxima do dia, conseguiu subir 1,57% e, na mínima, caiu 0,05%, aos 57.698 pontos. No mês, tem elevação de 5,50% e, no ano, de 53,86%. O giro financeiro totalizou R$ 5,183 bilhões.

Alta
As ações domésticas já abriram em alta firme, acompanhando o bom humor externo, onde as bolsas na Ásia e Europa já fecharam no azul. ''A Bovespa atingiu um patamar exagerado sem notícia'', avaliou um profissional de renda variável de uma grande corretora paulista. Ele destacou, no entanto, que o fluxo de investidores estrangeiros tem dificultado a realização da Bovespa.

Indicadores
Houve dois bons indicadores dos EUA. O Fed de Chicago anunciou o primeiro aumento mensal na produção do meio-oeste dos EUA. O índice de manufatura da região subiu 2,6% em julho para o nível sazonalmente ajustado de 79,7, no primeiro ganho mensal do índice desde junho de 2008 e o mais acentuado aumento mensal desde setembro de 2003. O outro foi o índice de atividade nacional, que subiu para -0,74 em julho, de -1,82 em junho (dado revisado). No finalzinho, o Dow Jones acabou subindo, 0,03%, para 9.509,28 pontos. O S&P caiu 0,06%, aos 1.025,56 pontos, e o Nasdaq recuou 0,14%, aos 2.017,98 pontos.

Ações
No Brasil, Petrobras caiu, na contramão do petróleo, e foi destaque de baixa no Ibovespa. Petrobras ON recuou 0,66% e PN, 0,68%. Na Nymex, o contrato para outubro do petróleo fechou em alta de 0,65%, a US$ 74,37 o barril. No setor petroquímico, a Braskem anunciou que está negociando com sua principal concorrente, a Quattor, controlada pela Petrobras e a família Geyer, do Grupo Unipar. Braskem PNA caiu 2,13%. Unipar PNB avançou 17,49% e ON, 3,64%.

Financeiro
No segmento financeiro, a Porto Seguro anunciou associação com o Itaú Unibanco Holding para operações de seguros residenciais e de automóveis, bem como acordo operacional para oferta e distribuição, em caráter exclusivo, de produtos securitários residenciais e de automóveis para os clientes da rede Itaú Unibanco no Brasil e no Uruguai. Itaú Unibanco PN fechou em +0,91%. Bradesco, que até semana passada negociava com a Porto Seguro, caiu 0,46% na ação PN. Porto Seguro ON subiu 9,38%. Vale seguiu o comportamento dos metais e subiu em 1,20% na ação ON e 1,24% na PN.

Dólar
O dólar chegou a iniciar o dia com sinais de que viveria a quinta sessão consecutiva de queda, mas o fluxo fraco e o recuo do euro incentivaram o movimento contrário, levando a divisa a testar várias máximas no período da tarde. Na roda de pronto da BM&F, o dólar fechou com alta de 0,79%, a R$ 1,845, mesma cotação da moeda no balcão, onde a alta foi de 0,76%. O giro em D+2 no mercado à vista somou R$ 1,27 bilhão. Já no mercado futuro, o contrato de câmbio para setembro subiu 0,60% para R$ 1,843.

Moedas
O Banco Central realizou leilão de compra de dólar e fixou a taxa de corte em R$ 1,840. A moeda no mercado à vista operou nas máximas de R$ 1,841 (+0,55%) no balcão e R$ 1,840 (+0,52%) na BM&F. Em um movimento que os analistas entendem como de redução do apetite ao risco - mas não de uma aversão total - o euro caiu 0,20% e rompeu a barreira de US$ 1,430, cotado a US$ 1,4298. O dólar subiu 0,07% frente à divisa japonesa, para 94,50 ienes, e a libra esterlina caiu 0,53%, a US$ 1,640.

Juros
A segunda-feira foi de oscilação restrita nas taxas futuras de juros, refletindo a expectativa do mercado pela divulgação de um IPCA-15 baixo de agosto, hoje. Ao término da negociação normal na BM&F, os DIs se dividiam entre leve queda e estabilidade. O DI janeiro de 2011 (111.490 contratos) batia a mínima do dia, em 9,62%, de 9,65% e 9,67% no fechamento e ajuste de sexta-feira, e o DI janeiro de 2012 (60.360 contratos) projetava 11,00%, estável ante o fechamento e pouco abaixo do ajuste (11,05%).


Entenda o Economês
Risco: Situação em que, partindo-se de determinado conjunto de ações, vários resultados são possíveis e as probabilidades de cada um acontecer são conhecidas. Quando tais probabilidades são desconhecidas, a situação denomina-se incerteza. Em sentido mais concreto, é a condição de um investidor, ante as possibilidades de perder ou ganhar dinheiro. Os juros ou o lucro são explicados como recompensas recebidas pelo investidor por assumir determinado risco de incerteza econômica, relativa a eventualidades como modificações nas taxas de câmbio, recusa do produto pelo consumidor ou investimento numa atividade cujos resultados sejam negativos, isto é, revelem prejuízo.

Fonte: Dicionário de Economia do Século XXI - Paulo Sandroni

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