BOVESPA EM ALTA
DÓLAR EM QUEDA

Blue chips
A alta de 7,2% nas vendas de imóveis residenciais usados nos Estados Unidos serviu de estímulo aos investidores conduzirem a Bovespa de volta aos 57 mil pontos e fechar no maior nível em mais de um ano. Além das blue chips, o setor de construção civil foi um dos destaques da sessão. O Ibovespa subiu 1,58%, aos 57.728,59 pontos, maior patamar desde 31 de julho do ano passado (59.505,20 pontos). Na semana, o Ibovespa acumula alta de 1,92%, no mês, de 5,41%, e, no ano, de 53,74%. Na mínima de ontem, a Bovespa registrou 56.836 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 57.782 pontos (+1,67%). O giro financeiro totalizou R$ 5,326 bilhões.

Europa
Além dos dados do mercado americano, contribuíram para a alta números igualmente bons divulgados na Europa mostrando que a economia segue melhorando. O índice PMI, indicador de atividade do setor privado, na zona do euro subiu de 47 para 50 em agosto, linha divisória da expansão e da contração na produção. Na Alemanha e na França, os respectivos PMIs registraram 54,2 e 50,9, nesta ordem, em agosto.

Mercado
O Dow Jones terminou a sessão em alta de 1,67%, aos 9.505,96 pontos. S&P 500 avançou 1,86%, para 1026,13 pontos, e Nasdaq terminou com elevação de 1,59%, aos 2020,90 pontos. No Brasil, construção civil foi um dos destaques da sessão, ocupando as maiores altas do índice. Rossi Residencial ON subiu 11,15%, Gafisa ON, 9,86%, e Cyrela ON, 5,56%. Não houve uma razão única para o desempenho, mas um conjunto: os dados de melhora da renda dos brasileiros, o aumento das vendas de imóveis com as medidas de incentivo do governo e, segundo um operador, até mesmo os dados do setor dos EUA, que puxaram o mercado como um todo.

Commodities
Acompanhando as commodities metálicas, Vale ON avançou 1,43% e PNA, 2,25%. Petrobras subiu acompanhando o petróleo e também reagindo ao anúncio da descoberta de petróleo de boa qualidade, feito na quinta-feira à noite. A ação ON terminou em +2,04% e a PN, em +1,75%. Na Nymex, o contrato do petróleo para outubro subiu 1,34%, para US$ 73,89 o barril.

Petróleo
Os contratos futuros de petróleo fecharam ontem nas máximas em 10 meses na New York Mercantile Exchange (Nymex), acompanhando de perto a arrancada do mercado de ações norte-americano para o melhor nível de fechamento do ano, depois que novos dados apontaram para uma virada no setor de moradia, segundo traders e analistas. Na Nymex, os contratos de petróleo para outubro subiram US$ 0,98 (1,34%) e fecharam a US$ 73,89 por barril. Incluindo as transações da plataforma eletrônica Globex, a mínima foi de US$ 72,03 e a máxima de US$ 74,72. Na ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para outubro subiram US$ 0,86 (1,17%) e fecharam a US$ 74,19 por barril.

Câmbio
Os bons ventos dos mercados norte-americano e europeu impulsionaram o apetite ao risco e levaram o dólar ao quarto dia consecutivo de queda. Mesmo a ação do Banco Central na ponta compradora em todos os dias da semana não impediu a queda da divisa americana frente ao real. Na roda de pronto da BM&F, o dólar fechou a sexta-feira cotado a R$ 1,8305, queda de 0,71%, enquanto no balcão recuou 0,65%, transacionado a R$ 1,8310, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,8370 e a mínima de R$ 1,8260. Na semana, o pronto no balcão apurou baixa de 1,19% frente ao real. Em agosto, a moeda cedeu 1,82% e no ano, -21,58%. O dólar futuro para setembro caiu 0,68%, a R$ 1,832.

Moedas
Ontem o leilão do Banco Central adquiriu dólares pela taxa de corte de R$ 1,830, no momento em que a moeda norte-americana era cotada a R$ 1,8290 no balcão e R$ 1,8294 na BM&F. O euro avançou 0,80% frente ao dólar, a US$ 1,4337, enquanto a divisa americana subia 0,72%, a 94,34 ienes. A libra ganhava 0,28%, a US$ 1,649.

Juros
A pressão nos juros futuros se exacerbou no pregão vespertino, levando os principais contratos para as máximas. Até os DIs de longo prazo, que apresentavam uma certa resistência no início da tarde, definiram-se pela rota de alta. Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2011 (187.960 contratos) subiu a 9,67%, de 9,62% no fechamento e 9,58% no ajuste ontem. O DI janeiro de 2012 (91.085 contratos) avançava a 11,05%, de 11,02% no fechamento e 10,99% no ajuste de quinta.


Entenda o Economês
Blue Chip: Termo em inglês utilizado no jargão das Bolsas de Valores para designar as ações mais estáveis de maior liquidez, mais seguras e de maior rentabilidade. São também chamadas de Ações de Primeira Linha para diferenciá-las das Ações de Segunda Linha, que são ações de menor liquidez, de menor segurança e menos procuradas pelos investidores. Seu nome deve-se à cor azul das fichas de maior valor do Cassino de Monte Carlo. No Brasil são consideradas ''blue-chips'' as ações das grandes empresas estatais como o Banco do Brasil, a Petrobras e a Vale. Esta última mesmo tendo sido privatizada continua sendo uma Blue Chip.

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