DÓLAR EM QUEDA
EURO EM ALTA

Consecutiva
A Bovespa engatou ontem sua terceira sessão consecutiva de alta, favorecida pela recuperação da Bolsa da China e por um indicador melhor do que as previsões nos EUA. Com um clima favorável no exterior, a taxa de desemprego divulgada pelo IBGE (8% da população economicamente ativa) surpreendeu positivamente e encontrou ambiente fértil para reforçar o avanço do índice.

Estrangeiros
O Ibovespa terminou com variação de +1,20%, aos 56.831,48 pontos, acumulando alta de 2,92% nestas três sessões seguidas de elevação. Na mínima do dia, registrou os 56.143 pontos (-0,02%) e, na máxima, os 56.897 pontos (+1,32%). No mês, tem ganho de 3,77% e, no ano, de 51,35%. O giro não foi tão expressivo, mas teve a presença de estrangeiros em ambas as pontas, com saldo líquido foi favorável às compras. No final, a movimentação somou R$ 4,407 bilhões. A recuperação da Bolsa da China foi a responsável, novamente, por conduzir o rumo dos mercados asiáticos, onde o sinal azul predominou nas sessões. O Xangai Composto disparou 4,5% e o Shenzhen Composto avançou 3,8%.

EUA
Nos EUA, o principal índice foi alta de 15 mil no número de trabalhadores que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego. Mas bastou o dado da atividade industrial do Fed da Filadélfia sair para dissipar qualquer vontade de uma correção para baixo das ações. O índice subiu de -7,5 em julho para 4,2 em agosto, o melhor nível desde novembro de 2007 e superior à previsão de -2,0. O Dow Jones fechou com ganho de 0,76%, aos 9.350,05 pontos, o S&P500 avançou 1,09%, aos 1.007,37 pontos, e o Nasdaq subiu 1,01%, aos 1.989,22 pontos.

Europa
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam ontem em alta, impulsionados pelo avanço das bolsas na Ásia e pelo bom desempenho dos papéis de empresas mais dependentes da recuperação econômica, como montadoras e mineradoras. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 subiu 1,41%, para 229,65 pontos.


Papéis
No Brasil os dados do IBGE influenciaram o mercado. Petrobras ON terminou com variação de +1,02% na ON e de +0,76% na PN. Vale ON subiu +0,79% e PNA, +0,96%. No setor siderúrgico, Gerdau PN teve ganho de 1,69%, Metalúrgica Gerdau PN, de 2,05%, Usiminas PNA, de 2,52%, CSN ON, de 2,46%.

Petróleo
O preço do contrato futuro do petróleo para setembro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em leve alta, perto da máxima de 2009, embora outros contratos de maior liquidez tenham encerrado o dia em território negativo, com investidores avaliando que a recuperação econômica ainda é muito tênue para justificar qualquer avanço no valor da commodity.

Oscilações
Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro - que expirou ontem - subiu US$ 0,12, ou 0,17%, e fechou sua última sessão a US$ 72,54 por barril, pouco abaixo de US$ 72,68 por barril - maior nível de fechamento do ano para os contratos de vencimento mais próximo negociados na bolsa. O contrato para outubro, de maior liquidez, caiu US$ 0,92, ou 1,25%, para US$ 72,91 por barril. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para outubro caiu US$ 1,26, ou 1,7%, para US$ 73,33 por barril.

Câmbio
O dólar começou o dia pressionado, depois de uma atuação do BC na quarta-feira considerada mais pesada do que nos outros dias. O movimento, no entanto, não se sustentou. A moeda americana oscilou nos dois campos frente ao real, acompanhando - pelo segundo dia consecutivo - o índice S&P500 em Nova York. No mercado à vista, o pronto da BM&F fechou com pequena alta, de 0,11%, a R$ 1,8435, enquanto o dólar no balcão estava em terreno negativo, a R$ 1,843 , com queda de 0,11%.

Reservas
O leilão do Banco Central, realizado perto do encerramento das operações, somente evitou uma queda um pouco mais acentuada dos preços. A autoridade monetária adquiriu dólar por R$ 1,8420. O nível das reservas internacionais já atingiram a casa dos US$ 214,10 bilhões (até quarta).

Taxa de corte
Para setembro, o dólar futuro foi negociado a R$ 1,841, com recuo de 0,05%. O giro foi de R$ 2,2 bilhões. Chamou atenção no leilão vespertino de compra ontem que a taxa de corte de R$ 1,842 ficou levemente acima do valor do dólar no mercado à vista naquele momento, de R$ 1,840. A cautela dos investidores com a esperada recuperação da economia americana elevou o euro frente ao dólar, que também caiu frente o iene. O euro subiu 0,27%, a US$ 1,4259, enquanto o dólar caiu 0,24%, a 94,15 ienes. Já a libra esterlina perdeu 0,07%, a US$ 1,6509.

Juros
A curva de juros empinou ontem a partir do resultado da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada pelo IBGE, referente a julho. Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2011 (169.735 contratos) estava em 9,58%, de 9,54% no ajuste e 9,53% no fechamento de quarta. O DI janeiro de 2012 (91.230 contratos) avançava a 10,99% (máxima), de 10,85% no fechamento e 10,86% no ajuste quarta.

(Das agências)

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