MERCADO FINANCEIRO
Fluxo cambial em alta
dólar em queda
Dólar
O dólar comercial encerrou o dia com leve recuo, em um dia que o mercado acionário tem o segundo dia seguido de ganhos. A moeda americana fechou com queda de 0,21%, vendida a R$ 1,846, em linha com o desempenho do dólar ante outras moedas, como o euro. Já o dólar turismo fechou com alta de 0,71%, a R$ 1,97 para a venda. A queda da divisa era ainda maior antes de entrar na última hora do pregão, com recuo próximo de 1%, mas amenizou após a atuação do Banco Central. A autoridade monetária fez um leilão de compra da moeda e comprou dólares com taxa de corte de R$ 1,836.
Pressão
Os principais índices do mercado de ações europeu fecharam ontem em baixa, em sua maioria, pressionados pela realização de lucros entre os papéis de bancos, montadoras e empresas do setor de tecnologia. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 caiu 0,4%. No trimestre, o segmento bancário do índice subiu mais de 20%, enquanto o de mineração avançou mais de 8%. Em termos de mercados regionais, o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres foi a exceção e avançou 0,08%.
Fluxo de dólares
O fluxo de dólares entre o Brasil e o exterior está positivo em US$ 2,022 bilhões em agosto, segundo dados do Banco Central atualizados até a última sexta-feira. Isso significa que, nesse período, houve mais dólares entrando do que saindo do país. Esse movimento é um dos fatores que vem empurrando a cotação da moeda norte-americana para baixo nos últimos meses. O número apurado pelo BC é a diferença entre as operações nas áreas comercial e financeira. Na área comercial, o fluxo ficou positivo em US$ 696 milhões.
De volta
O BC considera também nessa conta os dólares que entram por meio de operações financeiras, como aplicações, investimentos, gastos e remessas. Nesse caso, o fluxo ficou positivo em US$ 1,326 bilhão. Segundo o BC, algumas empresas estão trazendo de volta ao país os recursos de exportações que estavam no exterior para contratar operações de importação. Isso provoca uma piora na conta comercial e uma melhora no saldo financeiro, por onde entraram esses dólares.
Acumulado
No acumulado do ano, o fluxo cambial está positivo em US$ 5,957 bilhões. No mesmo período do ano passado, estava positivo em US$ 15,6 bilhões. Em 2009, saíram do país US$ 4,734 bilhões na área financeira. Esse resultado negativo foi compensado pela entrada de US$ 10,691 bilhões no comércio exterior.
Emprego
O mercado financeiro espera alta do nível do desemprego em julho, cujo índice será anunciado hoje pelo IBGE. Levantamento feito com 20 instituições aponta para um volume de desempregados no País em julho na proporção de 8,10% a 9% da População Economicamente Ativa, enquanto em junho era de 8%. A mediana deste intervalo fechou em 8,35%.
Capital
O governo autorizou a incorporação de cerca de R$ 2 bilhões ao capital social do BNDES. Estes recursos eram parte dos dividendos relativos a 2007 que a instituição deveria pagar ao Tesouro Nacional, principal acionista. Com isso, o capital do BNDES passa para R$ 15,879 bilhões. Segundo a assessoria de imprensa do banco, a incorporação de parte do lucro de 2007 deixa o capital da instituição mais estável, mas não impacta o chamado patrimônio de referência, que define a capacidade do BNDES de emprestar.
Petróleo
O petróleo Brent, de referência na Europa, fechou em alta ontem no mercado futuro de Londres, cotado a R$ 74,59. Em relação a terça-feira, o barril da commodity para entrega outubro, negociado na Bolsa Intercontinental de Futuros (ICE Futures), subiu US$ 2,22 (3%). A alta esteve relacionada ao anúncio do Departamento de Energia americano (DOE) de que as reservas de petróleo nos Estados Unidos caíram em 8,4 milhões de barris na semana passada, para 343,6 milhões.
Estoque
A diminuição na quantidade estocada de petróleo animou os investidores, que interpretaram o dado como um sinal de que a reativação do consumo está a caminho. Outro fator que influenciou os mercados foi a previsão de que o primeiro furacão da temporada do Atlântico não deverá atingir as plataformas de petróleo dos EUA no Golfo do México.
(Das agências)
Entenda o Economês
Mercado a Futuro - Âmbito dos compromissos de compra e venda, a preços determinados, de lotes prefixados e para uma data futura fixada pelas Bolsas. Tais situações são feitas tanto nas Bolsas de Valores como nas Bolsas de Mercadorias (ou commodities) e podem ser negociadas também as posições, isto é, a situação de comprador ou de vendedor no futuro, em determinada transação. O objetivo desse mercado é proteger compradores e vendedores contra problemas imprevisíveis, como grandes oscilações de preços, especulação desenfreada ou catástrofes naturais.





