MERCADO FINANCEIRO
BOVESPA EM ALTA
DÓLAR EM QUEDA
Bom humor
Depois de dois dias de correção para baixo nos preços, a Bovespa voltou a subir, seguindo a melhora do humor no mercado externo. A recuperação, entretanto, tanto aqui quando nos Estados Unidos não foi acompanhada de muito volume, o que significa que os investidores estão cautelosos, à espera de indicadores mais fortes para se posicionarem. Os conhecidos ontem não foram muito bons nos EUA, mas não conseguiram neutralizar as ordens de compras de ações - apenas reduzi-las.
Pechinchas
O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,96%, aos 55.748,92 pontos. Na mínima do dia, registrou 55.216 pontos (estabilidade) e, na máxima, registrou 55.891 pontos (+1,22%). No mês, acumula ganho de 1,80% e, no ano, de 48,47%. O giro financeiro totalizou R$ 4,105 bilhões. As bolsas asiáticas e europeias fecharam em alta, com os investidores à caça de pechinchas após as quedas de segunda-feira. Também influenciou o índice de expectativas econômicas da Alemanha medido pelo instituto ZEW, que subiu 16,6 pontos em agosto, atingindo o maior nível desde abril de 2006, de 56,1 pontos.
Indicadores
As bolsas subiram em Wall Street, ajudadas pelos papéis do setor de comércio, depois que a as varejistas Target e Home Depot anunciaram resultados melhores do que as projeções. O Dow Jones fechou em alta de 0,90%, aos 9.217,94 pontos, o S&P500 avançou +1,01%, aos 989,67 pontos, e o Nasdaq +1,30%, aos 1.955,92 pontos. No Brasil, as ações varejistas e construtoras foram o destaque. Petrobras ON acompanhou o desempenho do petróleo e subiu. A ação ON avançou 0,52% e a PN, 1%. Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro terminou com ganho de 3,66%, para US$ 69,19 o barril. Vale manteve a trajetória de queda da véspera e recuou 0,54% na ação ON e 0,40% na PNA.
Dólar
O dólar no mercado à vista chegou a subir no começo da sessão com os novos dados dos EUA piores do que o esperado, dando continuidade ao ajuste de alta iniciado na sexta-feira. Contudo, prevaleceu no resto da sessão o sentimento positivo gerado pelo aumento do índice de expectativas econômicas da Alemanha. Diante do recuo externo da divisa norte-americana combinado com a recuperação do sinal positivo pelas Bolsas internacionais e brasileira, os players locais e estrangeiros reforçaram as posições vendidas em dólar e também houve fluxo financeiro positivo, que ampararam a inversão do sinal para queda.
Variações
No fechamento, o dólar à vista estava nas mínimas do dia, em baixa de 1,23%, a R$ 1,845 no balcão, e de 0,99%, a R$ 1,8485 na BM&F. As máximas, pela manhã, foram de R$ 1,872 (+0,21%) e R$ 1,871 (+0,21%), respectivamente. No mercado futuro, as apostas na queda prevaleceram e o vencimento mais líquido oscilou em baixa o dia todo. O dólar com vencimento em setembro de 2009 apontava baixa de 1,78%, a R$ 1,8505, após oscilar entre mínima à tarde de R$ 1,8475 (-1,94%) e máxima mais cedo de R$ 1,876 (-0,42%).
Moedas
No leilão vespertino de compra, o Banco Central adquiriu a moeda com taxa de corte de R$ 1,850, equivalente ao valor do dólar à vista naquele momento. No mercado de moedas, o euro subiu 0,16%, a US$ 1,4125; a libra esterlina avançou 1,27%, a US$ 1,6556; e o dólar perdeu 0,11%, a 94,73 ienes.
Juros
O movimento de queda dos juros futuros visto nas últimas sessões perdeu força ontem e as principais taxas exibiam leve alta ao término da negociação normal da BM&F. Em uma sessão de pouco volume, o DI janeiro de 2011 (114.230 contratos) projetava 9,59%, de 9,57% segunda, e o DI janeiro de 2012 (42.115 contratos) marcava 10,88%, de 10,85% segunda.
Inflação
A taxa acumulada em 12 meses do Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) até agosto, que registra queda de 1,04%, foi a menor da história do índice, nesse tipo de comparação. O indicador foi criado em 1993. Para o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, o desempenho acumulado do indicador reforça a hipótese de uma taxa anual negativa não só para o IGP-10, como para toda a família dos IGPs em 2009.
Emprego
A economia brasileira registrou a criação de 138.402 vagas com carteira assinada em julho, o sexto mês seguido de resultados positivos no emprego formal, de acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho. O resultado é o melhor do ano. O número de julho representa a diferença entre 1,398 milhão de contratações e 1,259 milhão de demissões no período.
Entenda o Economês
Moeda Estrangeira: Moeda de outro país, que pode ou não ser cotada em relação à moeda corrente na tabela de câmbio que regula as transações internacionais. O poder de compra das moedas estrangeiras é expresso pela taxa cambial, fixa ou livre, que tende a refletir a efetiva relação de troca existente entre as distintas moedas de diferentes países. A reserva ou receita de moedas estrangeiras disponível recebe a denominação genérica de divisas.
- Dicionário de Economia do Século XXI - Paulo Sandroni





