DÓLAR EM ALTA
JUROS EM QUEDA

Risco
A aversão a risco predominou nos mercados acionários ao redor do globo e fez a Bovespa fechar em queda pela segunda sessão consecutiva, puxada principalmente pelas ações de Vale e de siderúrgicas. Estes papéis foram influenciados pelo noticiário vindo da Ásia, que fez com que as commodities recuassem. A Bolsa doméstica caiu 2,51%, aos 55.218,37 pontos. Na mínima do dia, registrou 54.881 pontos (-3,10%) e, na máxima, os 56.636 pontos (estabilidade). No mês, acumula alta de 0,83% e, no ano, de 47,05%. O giro financeiro totalizou R$ 7,723 bilhões, dos quais R$ 2,75 bilhões referem-se ao vencimento de opções sobre ações.

Ásia
As ordens de vendas ontem começaram na Ásia, com os investidores reagindo ao noticiário do Japão e da China. Os japoneses finalmente conseguiram sair da recessão (alta de 0,9% no PIB do 2º trimestre ante o 1º trimestre), mas a economia do país no segundo trimestre cresceu menos do que era esperado e acabou não contribuindo para levar os investidores a comprar ações. Na China, houve queda de 35,7% dos investimentos diretos estrangeiros no país em julho ante igual mês do ano passado, totalizando US$ 5,36 bilhões.

Bolsas
No Japão, o índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 3,1%, a maior queda porcentual desde 30 de março. Na China, o índice Hang Seng tombou 3,62%; o índice Xangai Composto recuou 5,8%, e o Shenzen Composto caiu 6,6%. Nos EUA, os indicadores conhecidos ontem foram bons, mas as bolsas reagiram à queda das bolsas globais. O Dow Jones recuou 2%, aos 9.135,34 pontos, o S&P 500 terminou em baixa de 2,43%, aos 979,73 pontos, e o Nasdaq de 2,75%, aos 1.930,84 pontos.

Papéis
No Brasil, a queda das commodities metálicas e o noticiário influenciaram o comportamento das ações da Vale, que estiveram à frente das perdas do Ibovespa. As ON tombaram 4,16% e as PNA, 4,21%. As siderúrgicas também tiveram perdas fortes: Gerdau PN caiu 4,52%, Metalúrgica Gerdau PN, 3,71%, Usiminas PNA, 3,56%, e CSN ON, 4%. Petrobras também acompanhou as perdas do petróleo no mercado externo, mas teve o recuo amenizado pelo balanço divulgado na sexta-feira. Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro fechou em baixa de 1,13%, a US$ 66,75. Petrobras ON caiu 1,02% e PN, 1,08%.

Dólar
O ajuste de alta do dólar no mercado doméstico perdeu parcialmente a força à tarde, quando a cotação à vista da moeda renovou as mínimas várias vezes, embora não tenha abandonado o campo positivo em nenhum momento. O dólar encerrou em alta, cotado a R$ 1,868 no balcão (+0,81%), e a R$ 1,867 na BM&F (+0,78%). A mínima, à tarde, foi de R$ 1,862 nos dois ambientes de negócios. O giro total registrado na Clearing de Câmbio somou cerca de US$ 2,150 bilhões, cerca de 107 superior ao volume de sexta-feira. No leilão vespertino, o Banco Central comprou dólar com taxa de corte em R$ 1,8673.

Futuro
No mercado futuro, o dólar para 1º de setembro de 2009 apontou avanço de 0,70%, a R$ 1,867; a cotação mínima foi de R$ 1,8655 (+0,62%). Este vencimento girou cerca de US$ 12,491 bilhões, de um total com quatro vencimentos futuros (todos em alta) de cerca de US$ 12,581 bilhões. No mercado de moedas, o euro cedeu 0,84% para US$ 1,4083. A libra esterlina perdeu 1,19% para US$ 1,6344. O dólar operou em baixa de 0,48% contra o iene, cotado a 94,45 ienes.

Juros
O mercado de juros prosseguiu em movimento de queda ontem, embalado pelo ceticismo do mercado externo e novos sinais benignos da inflação doméstica. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (147.625 contratos) projetava 9,57%, de 9,60% no fechamento e 9,62% no ajuste anteriores. O DI janeiro de 2012 (52.670 contratos) estava em 10,85%, de 10,86% no fechamento e 10,90% no ajuste anteriores.

Comércio exterior
A corrente de comércio exterior, que é a soma das exportações e importações realizadas pelo País, totaliza no ano, até a segunda semana de agosto, US$ 162,594 bilhões. Esse valor é 25,7% inferior aos US$ 218,885 bilhões da corrente de comércio registrada em igual período do ano passado e reflete o desaquecimento das transações internacionais em decorrência da crise financeira mundial. No ano, o saldo comercial acumulado até o dia 16 de agosto é um superávit de US$ 18,528 bilhões, valor 22,8% superior aos US$ 15,083 bilhões de superávit obtido no mesmo período de 2008.




Entenda o Economês
Recessão: Conjuntura de declínio da atividade econômica, caracterizada por queda da produção, aumento do desemprego, diminuição da taxa de lucros e crescimento dos índices de falências e concordatas. Essa situação pode ser superada num período breve ou pode estender-se de forma prolongada, configurando então um depressão ou crise econômica. O fenômeno da recessão está ligado ao processo de desenvolvimento dos ciclos econômicos próprios da economia de mercado ou capitalista.

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