DÓLAR EM ALTA
BOVESPA EM QUEDA

Cenário
Os dados pouco animadores dos Estados Unidos refletiram nas bolsas. A Bovespa, que acompanhou o resultado negativo dos índices acionários norte-americanos, teve as vendas parcialmente neutralizadas pelo vencimento de opções sobre ações na segunda-feira, que ontem já mostrou disputa mais forte nas blue chips Vale e Petrobras.

Índices
Assim, a Bovespa recuou 0,72%, aos 56.638,00 pontos. Apesar da queda de ontem, acumulou ganho de 0,55% em cinco pregões, pela quinta semana consecutiva de alta. Neste período, subiu 15,07%. No mês, a alta atinge 3,42% e, no ano, de 50,83%. Na mínima do dia, registrou 55.979 pontos (-1,87%) e, na máxima, 57.190 pontos (+0,25%). O dólar no balcão subiu ontem 1,15%, a R$ 1,853, acumulando valorização na semana de 1,59%.

Estados Unidos
Na Bolsa, o que pesou foi o sentimento do consumidor americano, divulgado pela Universidade de Michigan. O indicador piorou em agosto, ao registrar 63,2, ante 66 em julho, 70,8 em junho, e abaixo da previsão de 69. Também saiu ontem a produção industrial norte-americana, que subiu 0,5% em julho ante junho. Embora seja a primeira alta desde outubro do ano passado, ficou abaixo das previsões, de +0,6%. Com tudo isso, em Wall Street, o Dow Jones fechou em baixa de 0,82%, aos 9.321,40 pontos, o S&P 500 recuou 0,85%, aos 1.004,09 pontos, e o Nasdaq terminou com queda de 1,19%, aos 1.985,52 pontos.

Volatilidade
No Brasil, a movimentação em torno do vencimento de opções sobre ações na segunda-feira trouxe volatilidade às ações, já que os investidores anteciparam a briga, principalmente em torno das blue chips. Petrobras ON caiu 0,51% ontem e PN, 0,43%. Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro despencou 4,27%, para US$ 67,51 o barril. Vale ON subiu 0,81% e PNA, 0,90%. Os metais recuaram em Londres.

Papéis
Bancos e siderúrgicas caíram: Bradesco PN, -0,73%, Itaú Unibanco PN, -1,53%, e BB ON, -0,48%, Metalúrgica Gerdau PN, -0,14%, Usiminas PNA, -2,97%, CSN ON, -1,93%. Exceção, Gerdau PN avançou 0,61%. TAM PN liderou as perdas do Ibovespa ao recuar 6,69%. A empresa anunciou lucro líquido de R$ 788,9 milhões no segundo trimestre de 2009, um aumento de 134,1% ante igual período de 2008. O Ebitda somou R$ 55,4 milhões, com queda de 74%, e a margem Ebitda passou de 8,6% para 2,4%.

Câmbio
O dólar no mercado à vista reverteu as perdas registradas no início do dia e fechou em alta em meio à volta da aversão ao risco no mercado internacional, que amparou vendas de ações e de commodities e compras da moeda norte-americana e de Treasuries. Pesou para essa realocação de recursos o índice de sentimento do consumidor norte-americano. No fechamento, o dólar subiu 1,15%, a R$ 1,853 no balcão, e ganhou 1,01%, a R$ 1,8525 na BM&F.

Giro
As mínimas, no começo do dia, foram de R$ 1,818 (-0,76%) e de R$ 1,820 (-0,76%). Na semana, o pronto acumulou valorização de 1,59% no balcão e de 1,73% na BM&F. Esses desempenhos quase neutralizaram as perdas da moeda em agosto, que foram reduzidas para 0,64% e 0,56%, respectivamente. No mercado futuro, o dólar para setembro/09 exibiu alta de 1,42%, a R$ 1,8535; a mínima foi de R$ 1,822 (-0,30%) no início da sessão. Segundo a BM&F, este vencimento movimentou um giro de US$ 12,394 bilhões, de um total com cinco vencimentos negociados de US$ 12,458 bilhões.

Moedas
No mercado internacional de moedas o euro caiu 0,54%, a R$ 1,4192; a libra esterlina recuou 0,23%, a US$ 1,6534; e o dólar perdia 0,34%, a 94,85 ienes. No segmento de títulos do Tesouro norte-americano, com a demanda por papéis, os preços subiram com queda respectiva dos juros. A taxa do T-Note 2 anos cedeu 2,62%, a 1,0567%; o juro do T-Note 10 anos caiu 1,09%, a 3,5674%; e o juro do T-Bond 30 anos recuou 0,48%, a 4,4253%.

Juros
Em dia de agenda local sem destaques, o mercado encontrou nos dados frágeis da economia dos EUA combustível para renovar a queda dos juros, uma vez que o cenário para a inflação doméstica é favorável a um ciclo longo de estabilidade da Selic, o que estimula a redução dos prêmios na curva para uma eventual alta da taxa nos próximos meses. Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2011 (163.105 contratos) estava na mínima de 9,62%, ante 9,71% ontem e o DI janeiro de 2012 (57.825 contratos), também na mínima, projetava 10,90%, de 10,97% e 10,98% no ajuste e fechamento quinta-feira.


ENTENDA O ECONOMÊS
Opção: Direito negociável de compra de mercadorias ou títulos, ações, etc., com pagamento em data futura e preços predeterminados. A opção é largamente utilizada no mercado de commodities (café, açúcar, cacau, soja, etc.) e no mercado futuro de ações. Nas operações de câmbio, a opção decorre do acordo entre as partes - operadores e bancos ou financeiras -, em termos contratuais, pelo qual uma delas fica com o direito de escolha do dia que mais lhe convier para fazer a entrega e a liquidação do câmbio dentro dos dispositivos estabelecidos no contrato.

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