MERCADO FINANCEIRO
Reflexos
O dólar comercial encerrou o dia em queda, refletindo o bom humor nos mercados globais ontem após o Fed (Federal Reserve, o BC americano) ter mantido a taxa básica de juros do país em uma banda entre zero e 0,25% ao ano. A moeda americana encerrou o dia com recuo de 0,37%, vendido a R$ 1,836. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo recuou 0,51%, para R$ 1,95. O Banco Central atuou no início da tarde no mercado cambial, comprando dólares com uma taxa de corte de R$ 1,8329.
Fluxo cambial
O fluxo cambial registrou ingresso líquido de US$ 2,255 bilhões nos sete primeiros dias de agosto. Em igual período de agosto de 2008, o resultado havia sido positivo em US$ 2,178 bilhões. Segundo dados do Banco Central (BC), o desempenho deste mês foi puxado pela conta financeira, que registrou superávit de US$ 2,696 bilhões, decorrente de ingressos de US$ 7,688 bilhões e saídas de US$ 4,992 bilhões.
Negativo
Na conta comercial, o desempenho seguiu negativo e somou déficit de US$ 441 milhões, com exportações de US$ 2,180 bilhões e importações de US$ 2,621 bilhões. A conta comercial já havia registrado saída de dólares em junho e julho. Segundo o BC, mais da metade do ingresso de dólares na semana passada foi verificado na segunda-feira. Nesse dia, o fluxo cambial teve entrada de US$ 1,362 bilhão, sendo que a conta financeira registrou resultado positivo de US$ 1,522 bilhão.
Acumulado
No acumulado do ano até 7 de agosto, o fluxo cambial acumula entrada de US$ 6,190 bilhões, resultado do superávit de US$ 9,554 bilhões da conta comercial e da saída de US$ 3,364 bilhões do segmento financeiro. Em igual período de 2008, o fluxo cambial registrou entrada de US$ 14,618 bilhões.
Impacto
O BC também informou que o impacto das compras diárias de dólar no mercado à vista sobre as reservas somou US$ 779 milhões nos sete primeiros dias de agosto. Nesse período, o dia com a maior elevação das reservas foi quarta-feira passada, quando as compras do BC aumentaram o montante em US$ 310 milhões.
Estímulos
O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) decidiu ontem manter os juros básicos da economia próximas de zero e deu indicações de que a economia está mais estável, em mais uma confirmação de que a recessão severa já passou ou será superada em breve. O comunicado divulgado pelo Fed impulsionou ainda mais o mercado acionário.
Desaceleração
A autoridade monetária norte-americana disse que vai desacelerar gradualmente seu plano de comprar até US$ 300 bilhões em Treasuries para fazer uma transição tranquila nestes mercados. Esperava-se amplamente que o programa de resgate não convencional terminaria em setembro, como estava previsto. Mas o Fed informou que planeja continuar as compras até outubro.
Ceticismo
''O comitê decidiu desacelerar gradualmente o ritmo destas transações e antecipa que o montante total será comprado até o fim de outubro'', informou o Fed em comunicado. Em outro sinal de que o Fed continua cético sobre a força da recuperação, o banco central não deu indicação de que esteja contemplando alta no juro. A decisão de manter os juros próximos de zero foi apoiada por todos os 10 membros do Comitê do Mercado Aberto (Federal Open Market Committee, FOMC) do Fed. O banco central também reiterou seu compromisso de manter as taxas baixas por algum tempo.
Em alta
As principais bolsas europeias fecharam em alta ontem, com o avanço das companhias de petróleo e da alemã de energia E.On. As perdas da Nestlé contribuíram para limitar o movimento de alta, assim como a cautela antes da decisão do Fed sobre política monetária, esperada para as 15h15 (de Brasília). O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 subiu 1% para 228,70, na primeira alta em três sessões. Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,97% para 4.716,76 pontos. Em Frankfurt, o DAX ganhou 1,22% para fechar em 5.350,09 pontos. O francês CAC-40 avançou 1,48% para 3.507,24 pontos.
Em queda
A maioria dos mercados de ações da Ásia apresentou forte baixa ontem, após os resultados positivos registrados em pregões anteriores. A realização de lucros e a queda em Wall Street influenciaram as bolsas da região, que também sofreram com os fatores internos de cada país. A Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, não operou por ser feriado local.
Movimentação
A Bolsa de Hong Kong foi fortemente influenciada pela liquidação nos mercados chineses. O índice Hang Seng perdeu 638,97 pontos, ou 3%, e encerrou aos 20.435,24 pontos, após atingir na véspera o maior fechamento em quase um ano. Com a exceção de quatro empresas, todas as blue chips terminaram no vermelho. HSBC, com baixa de 4,7%, e China Mobile, com perda de 3,8%, lideraram o declínio. Entre as imobiliárias, Sun Hung Kai caiu 4,1% e Wharf Holdings recuou 2,4%.
Das agências





