MERCADO FINANCEIRO
EURO EM ALTA
DÓLAR EM QUEDA
Inlfuências
Os dados divulgados ontem pelo governo chinês (alta da produção industrial abaixo da prevista) serviram de desculpa para os investidores realizarem lucros na Bovespa, que fechou em baixa mais acentuada do que Wall Street também por causa do vencimento de índice futuro hoje. A queda das commodities pesou sobre as blue chips e outros papéis do Ibovespa, que ainda sentiu o tombo das ações do setor bancário.
Ibovespa
A Bolsa recuou 1,88%, aos 55.761,16 pontos, depois de registrar 55.568 pontos na mínima do dia (-2,22%) e 56.816 pontos na máxima (-0,02%). No mês, acumula ganho de 1,82% e, no ano, de 48,50%. O giro financeiro somou R$ 5,356 bilhões. Os números apresentados por Pequim, na prática, não podem ser classificados como ruins. Afinal, a produção industrial do país subiu 10,8% em julho, ligeiramente acima dos 10,7% de junho, mas abaixo dos 11,5% previstos, enquanto as vendas no varejo aumentaram 15,2% em julho, ante 15% em junho. Além do aquecimento da atividade, o governo chinês ainda entregou uma inflação controlada.
China
A China ainda divulgou números da balança comercial, que poderiam estimular as ações ligadas ao setor de matéria-prima no Brasil, não fossem as commodities propriamente ditas terem recuado no mercado externo. A China anunciou que suas importações de minério de ferro atingiram um volume recorde de 58,08 milhões de toneladas em julho. Os metais, no entanto, recuaram no exterior, influenciados pela fraqueza das ações e pela baixa do petróleo.
Baixas
Além da China, a Bovespa também seguiu comportamento visto nos EUA, onde as Bolsas recuaram à espera do resultado do encontro do Fomc, hoje, e com forte influência negativa do setor financeiro. O Dow Jones terminou a sessão em baixa de 1,03%, aos 9.241,45 pontos. O S&P 500 recuou 1,27%, aos 994,35 pontos, e o Nasdaq fechou com desvalorização de 1,13%, aos 1.969,73 pontos.
Ações
No Brasil, o setor financeiro também foi destaque negativo, puxado pelas ações do Itaú Unibanco, que divulgou seu balanço trimestral, apontando queda de 14,35% no segunto trimestre ante igual período de 2008. As ações PN caíram 4,10%, Itaúsa PN perdeu 3,54%, Bradesco PN fechou em baixa de 2,94%. BB ON, ao contrário, subiu 0,41%.
Dólar
O dólar no mercado à vista terminou a sessão em queda, após iniciar o dia mantendo o ajuste de alta das cotações registrado na segunda-feira. Nem mesmo o leilão de compra de moeda realizado pelo Banco Central à tarde estancou o recuo das cotações à vista da moeda. Logo após o anúncio do resultado do leilão, que teve taxa de corte de R$ 1,8399, o pronto no balcão renovou a mínima, cotado a R$ 1,839 (-0,54%). Naquele momento, o pronto na BM&F já estava no piso da sessão, também de R$ 1,839 (-0,49%). Depois, as cotações desaceleraram as perdas.
Moedas
O dólar futuro mais líquido na BM&F foi negociado em alta de 0,27%, cotado a R$ 1,8520, após oscilar de R$ 1,868 a R$ 1,845. Este vencimento concentrou um giro de US$ 13,861 bilhões, de um total transacionado com cinco vencimentos futuros de dólar de US$ 13,884 bilhões. O euro subiu 0,11% para US$ 1,4158; e o dólar caiu 0,79%, para 95,93 ienes. A libra esterlina ficou quase estável, cotada a US$ 1,6482 (-0,01%).
Juros
Os contratos de juros futuros com vencimento até 2011 estiveram em trajetória de queda ao longo do dia de ontem, mas o sinal de baixa encontrou resistência nos DIs à frente deste horizonte, que terminaram de lado a negociação normal na BM&F. O DI janeiro de 2011 (166.440 contratos) projetava 9,83%, de 9,85% no ajuste e 9,87% no fechamento ontem. O DI janeiro de 2012, com 41.710 contratos, registrava 11,06%, estável.
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa ontem pela quarta sessão seguida na New York Mercantile Exchange (Nymex), pressionados pelo declínio das ações e preocupações com relação a demanda futura, segundo traders e analistas. Na Nymex, os contratos de petróleo para setembro caíram US$ 1,15 (1,63%) e fecharam a US$ 69,45 por barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 68,71 e a máxima de US$ 71,23.
Comportamento
Os preços do petróleo vêm se movendo em linha com as ações durante grande parte do ano, com os traders do mercado de petróleo vendo o mercado de ações como um indicador antecedente para a atividade econômico que determina a demanda pela commodity. A demanda por petróleo global no atual trimestre está 1,3% abaixo dos níveis de há um ano, segundo informou o Departamento de Energia dos EUA (DoE) em seu relatório mensal. Os estoques vêm crescendo nas principais nações industrializadas e cobriam 61 dias de demanda futura no final de julho, bem acima da média de cinco anos de 54 dias.
(Agência Estado)





