MERCADO FINANCEIRO
BOVESPA EM ALTA
DOW JONES EM QUEDA
Alta
A Bovespa desviou-se da rota de queda registrada pelas bolsas norte-americanas e iniciou a semana em alta, puxada pelas ações de segunda linha. O vencimento de Ibovespa futuro, amanhã, também contribuiu para tal comportamento, embora o giro financeiro ontem tenha sido mais comedido. O Ibovespa subiu 0,89%, para fechar na máxima pontuação do dia, aos 56.830,01 pontos. Este é o maior patamar desde 7 de agosto do ano passado (57.017,60 pontos). Na mínima, registrou 56.151 pontos (-0,32%). No mês, a Bolsa acumula alta de 3,77% e, em 2009, 51,34%. O volume financeiro totalizou R$ 4,242 bilhões.
Ações
Vale e Petrobras operaram em queda praticamente a sessão toda, influenciadas pelo recuo das commodities metálicas e do petróleo. Subiram no final, com exceção de Vale ON, que recuou 0,26%. Vale PNA subiu 0,12%, Petrobras ON, 0,15% e PN, 0,31%. Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro terminou cotado a US$ 70,60, em baixa de 0,47% o barril. Braskem PNA liderou os ganhos do Ibovespa, com +10,71%, refletindo a expectativa do mercado em relação ao balanço financeiro da companhia, que divulga os resultados do segundo trimestre amanhã.
Influências
A segunda maior alta foi de Embraer ON (+7,90%), influenciada pela notícia de que negocia a venda de aviões para a Bolívia, divulgada pelo jornal boliviano Los Tiempos. A terceira maior alta do índice ficou com Cosan ON, com +6,93%, beneficiada pelo aumento dos preços do açúcar no mercado internacional. Na outra ponta, se destacaram entre as maiores quedas Light ON (-4,44%), Redecard ON (-2,77%) e Cia. Transmissão Energia Elétrica Paulista PN (-1,94%). VisaNet ON perdeu 1,43%.
Freio
Nos EUA, os investidores pisaram no freio e aproveitaram a agenda vazia para embolsar um pouco dos ganhos nesse início de semana. A avaliação otimista trazida pelo payroll na última sexta-feira segue, mas ontem um pouco mais realista, depois de declarações de integrantes do governo Barack Obama. A assessora econômica do presidente, Laura Tyson, disse que a recuperação da economia parece incerta e que o governo pode ter de aplicar mais estímulo à economia, uma vez que o impacto das medidas já lançadas devem perder efeito no segundo semestre do ano que vem.
Números
O Dow Jones terminou o dia em baixa de 0,34%, aos 9.337,95 pontos, o S&P 500 recuou 0,33%, aos 1.007,10 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,40%, aos 1.992,24 pontos.
Dólar
O segmento de câmbio doméstico fez ontem um ajuste de posições no mercado futuro. No fechamento, o dólar à vista subiu 1,37%, para R$ 1,849 no balcão, e 1,48%, a R$ 1,848 na BM&F. No mercado futuro o dólar com vencimento em 1º de setembro/09 subia 1,12%, a R$ 1,8485, com um volume transacionado de cerca de US$ 12,214 bilhões - 5% inferior ao giro com esse vencimento registrado na sexta-feira.
Leilão
No leilão vespertino de compra, o Banco Central fixou a taxa de corte em R$ 1,851. Logo após a operação, o dólar à vista renovou as máximas intraday, cotado a R$ 1,852 no balcão (+1,54%) e na BM&F (+1,70%). As mínimas foram registradas pela manhã, de R$ 1,818 (-0,33%) no balcão e R$ 1,8161 (-0,27%) na BM&F. O euro caiu 0,30%, a US$ 1,4142; a libra esterlina perdeu 1,22%, a US$ 1,6477; e o dólar recou 0,42%, a 97,16 ienes.
Juros
Os principais contratos de juros futuros começaram a semana em tendência de baixa, refletindo o noticiário doméstico de atividade e inflação e o cenário externo cauteloso, mas em uma sessão de volume reduzido. Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2011 (93.805 contratos) projetava 9,85%, de 9,87% e 9,88% no ajuste e fechamento na sexta-feira. O DI janeiro de 2012 (44.885 contratos) desacelerou a queda para ficar perto da estabilidade, com taxa de 11,06%, ante 11,07% no fechamento anterior e 11,05% no ajuste.
Mais crédito
O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, disse ontem que ''proximamente'' o crédito dos bancos pequenos e médios mostrarão crescimento em relação ao nível de setembro do ano passado, quando o banco de investimentos americano Lehman Brothers pediu concordata e a crise entrou em sua pior fase. Meirelles afirmou que desde setembro o crédito dos bancos públicos aumentou 25,2%, devido à política anticíclica. O presidente do BC informou que o crédito dos bancos privados cresceu 9,8% e dos bancos privados pequenos e médios caiu 1,5% no período.
Entenda o Economês
Ações de Segunda Linha: São ações de menor liquidez, de menor segurança e menos procuradas pelos investidores. As ações de primeira linha também são chamadas de ''blue chips'', no jargão das Bolsas de Valores, que têm maior liquidez, são mais seguras e têm maior rentabilidade. No Brasil, são consideradas ''blue-chips'' as ações de grandes empresas estatais como o Banco do Brasil, a Petrobras e a Vale.





