BOVESPA EM ALTA
EURO EM QUEDA

Estratégias
O relatório do mercado de trabalho norte-americano do mês de julho surpreendeu positivamente e deu otimismo aos investidores, que reagiram comprando ações. A Bovespa registrou assim seu quarto pregão positivo em agosto, encerrando a primeira semana do mês com ganhos de quase 3%. Os números animadores levaram os investidores a repensar suas estratégias, levando-os às compras. O movimento ocasionou uma nova queda do dólar, de 0,71%. Na semana, o dólar no balcão fechou em queda de 2,2%.

Ganhos
Ontem a Bolsa doméstica subiu 1,03%, aos 56.329,51 pontos, acumulando alta de 2,86% na semana e no mês. No ano, os ganhos foram ampliados para 50,01%. Na mínima do dia, o índice atingiu 55.758 pontos (estabilidade) e, na máxima, os 56.644 pontos (+1,59% pontos). O giro financeiro totalizou R$ 4,962 bilhões.

'Combustível'
O combustível para a alta das ações na Europa, EUA e Brasil foi relatório do Departamento de Trabalho norte-americano, que mostrou um número menor do que o previsto para o corte de vagas (corte de 247 mil vagas, o menor desde a crise) e também recuo da taxa de desemprego (9,4% em julho ante 9,5% em junho), enquanto se esperava avanço. O Dow Jones terminou a sessão com avanço de 1,23%, aos 9.370,07 pontos, o S&P 500 subiu 1,34%, para 1.010,48 pontos, e o Nasdaq teve ganho de 1,37%, aos 2.000,25 pontos.

Movimento
No Brasil, além dos bancos, os setores aéreo e de celulose foram destaques de elevação na Bovespa, que teve uma ajuda mais tímida dos papéis da Petrobras, bem mais contidos por causa do recuo do petróleo. Bradesco PN subiu 2,17%, Itaú Unibanco PN, 2,91%, e Banco do Brasil ON, 0,41%. Gol PN liderou as altas do Ibovespa, com +10,10%, puxada pelos números do mês de julho. TAM teve a segunda maior elevação do Ibovespa, com +6,87% no papel PN.

Papéis
Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro fechou em baixa de 1,40%, a US$ 70,93 o barril. Petrobras ON teve elevação de 0,62% e PN subiu 0,31%. Vale ON ganhou 1,07% e PNA, 0,98%, na esteira da alta dos metais. As ações ON (-2,89%) e PNB (-2,59%) da Eletrobrás, respectivamente, lideraram as maiores baixas do Ibovespa. Os papéis refletiram a decisão dos ministros do Superior Tribunal de Justiça de retomar na próxima semana o julgamento de uma ação que questiona a forma como a empresa fez a remuneração de créditos obtidos por empresas que tiveram que pagar empréstimos compulsórios à estatal até o início da década de 1990.

Câmbio
O dólar no mercado doméstico retomou o sinal de queda, que foi interrompida na quinta-feira em meio a um movimento de realização de lucros combinado com contratação de hedge dada a cautela com os dados do mercado de trabalho dos EUA divulgados ontem. Como a taxa de desemprego nos EUA teve seu primeiro declínio desde abril de 2008, alguns investidores desmontaram as posições defensivas assumidas na véspera em sintonia com a retomada das compras de ações nas Bolsas.

Balcão
O dólar à vista encerrou a R$ 1,824, em baixa de 0,71%, no balcão, e a R$ 1,821 (-0,84%) na BM&F. Na quarta-feira, a divisa no balcão terminou cotada a R$ 1,811 - no menor valor desde 22 de setembro de 2008 (de R$ 1,7930). Nesta primeira semana de agosto, o pronto no balcão apurou baixa de 2,20%, resultado que ampliou a perda acumulada em 2009 para 21,88%. No mercado futuro, o dólar para 1º de setembro de 2009 caiu 1,03%, cotado a R$ 1,8310, com um giro financeiro de US$ 11,556 bilhões. Os cinco vencimentos negociados, incluindo agosto, projetaram taxas em baixa, com um volume total de US$ 11,664 bilhões.

Moedas
No leilão vespertino, o Banco Central comprou dólar com taxa de corte de R$ 1,8223. No exterior, diante desses dados, o dólar ganhou força. Já o euro caiu 1,36%, a US$ 1,4167; a libra esterlina recuou 0,49%, a US$ 1,6690; e o dólar ganhou 2,27%, a 97,49 ienes.

Juros
Os juros futuros avançaram ontem, motivados pelo relatório de emprego nos EUA. As taxas ficaram em alta até o término da negociação normal, quando o DI janeiro de 2011 (158.100 contratos) projetava 9,87%, de 9,83% e 9,82% no ajuste e fechamento anteriores, e o DI janeiro de 2012 (68.820 contratos) avançava de 10,95% e 10,96% no fechamento e ajuste de ontem para 11,05%.

(Agência Estado)

Entenda o Economês

Hedge: Termo em inglês que significa ''salvaguarda''. É um mecanismo utilizado por operadores do mercado financeiro e de commodities para se resguardarem de uma flutuação de preços. É comum, por exemplo, que operadores do mercado de commodities atuem também no mercado a termo, de tal forma que a baixa de preços num destes mercados atue no sentido negativo numa das operações, mas positivo em outras. As operações de hedge não têm por finalidade obter lucros com as sucessivas operações de compra e venda de commodities, títulos, etc., mas sim permitir aos operadores defesas e proteção contra as flutuações de preço que essas mercadorias sofrem no decorrer do tempo.

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