MERCADO FINANCEIRO
DÓLAR EM ALTA
BOVESPA EM QUEDA
Baixa
Após cinco altas, os investidores na Bovespa acharam que era hora de guardar um pouco dos ganhos, também se antecipando ao que poderá ser divulgado hoje sobre o mercado de trabalho norte-americano. Os dados de pedidos de auxílio-desemprego, divulgados ontem, até vieram bons e justificariam mais um pouquinho de compras - e até aconteceu no período da manhã -, mas a análise de que o índice estava esticado por ora serviu para firmar a trajetória de baixa no período da tarde.
Indicadores
O Ibovespa terminou o dia em queda de 1,12%, aos 55.754,88 pontos. Na mínima do dia, registrou 55.361 pontos (-1,81%) e, na máxima, os 56.780 pontos (+0,70%). No mês, acumula ganho de 1,81% e, em 2009, de 48,48%. O giro financeiro totalizou R$ 5,075 bilhões. Nos EUA, o dado de pedidos de auxílio-desemprego surpreendeu positivamente, já que o número de norte-americanos que pela primeira vez fizeram o pedido caiu 38 mil na semana passada. A expectativa era de alta de 1 mil. Isoladamente, entretanto, o indicador não é de todo favorável, já que o total de americanos que recebiam o auxílio subiu acima do previsto, para 6,3 milhões.
EUA
O Dow Jones terminou a sessão de ontem em baixa de 0,27%, aos 9.256,26 pontos. S&P 500 recuou 0,56%, para 997,08 pontos, e o Nasdaq caiu 1%, para 1.973,16 pontos. No Brasil, Petrobras ON recuou 1,40%, e PN, 1,30%. Vale ON caiu 1,39% e PNA, 1,21%. Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro fechou em baixa de 0,04%, a US$ 71,94 o barril. Os metais também terminaram a sessão no vermelho.
Ações
O setor siderúrgico fechou sem uniformidade. Gerdau PN teve queda de 2,65% e Metalúrgica Gerdau, de 3,10%. CSN ON subiu 0,81%, e Usiminas PNA avançou 0,56%. No setor financeiro, as perdas foram uniformes. Bradesco PN recuou 1,32%, Itaú Unibanco PN, 0,83%, e BB ON, 3,90%. VisaNet ON ampliou as perdas, após a Secretaria de Direito Econômico instaurar um processo administrativo contra a empresa para apurar eventual conduta anticompetitiva na relação com a bandeira Visa. As ações fecharam com baixa de 3,80%.
Dólar
Após o dólar à vista recuar 4,88% em cinco sessões para o nível de R$ 1,81, o mercado de câmbio doméstico ampliou o movimento de redução de posições vendidas para realização de ganhos em meio a fluxo negativo, o que amparou o ajuste de alta da moeda ontem. No fechamento, o dólar à vista foi cotado a R$ 1,837 (+1,44%) no balcão e a R$ 1,8365 (+1,38%) na BM&F. No mercado futuro, os cinco vencimentos de dólar projetaram taxas mais altas, com um giro de US$ 13,832 bilhões. O dólar para 1º de setembro de 2009 foi cotado a R$ 1,8435, com ganho de 1,12% e um volume transacionado de US$ 13,779 bilhões.
Moedas
No leilão de compra realizado mais cedo ontem, o Banco Central fixou a taxa de corte em R$ 1,8270. Depois dessa operação, o ajuste de alta da moeda foi ampliado. A máxima intraday foi de R$ 1,847 no balcão (+1,99%) e na BM&F (+1,96%). A mínima da moeda à vista foi de R$ 1,813 no balcão e na BM&F. No mercado futuro, o piso intraday do dólar com vencimento em 1º de setembro foi de R$ 1,8175 (-0,30%) e a máxima de R$ 1,8555 (+1,78%). O euro caiu 0,29%, a US$ 1,4355; a libra esterlina perdeu 1,16%, a US$ 1,6783; e o dólar subiu 0,34%, a 95,39 ienes.
Juros
Os juros futuros traçaram uma trajetória de queda a partir do final da manhã, após os dados industriais da CNI - em especial o recuo de 0,5% do Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria - em junho, combinados ao IGP-DI fraco (deflação de 0,64%), terem reforçado a percepção de que o cenário para inflação não deve ser uma preocupação nos próximos meses. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (153.590 contratos) projetava 9,83%, de 9,89% no fechamento e 9,84% no ajuste quarta. O DI janeiro de 2012 (62.000 contratos) estava em 10,96%, de 10,97% no fechamento e 10,95% no ajuste.
Entenda o Economês
Ibovespa: Índice da Bolsa de Valores de São Paulo. Número que exprime a variação média diária dos valores das negociações, na Bolsa de Valores de São Paulo, de uma carteira de ações de cerca de cem empresas selecionadas. O crescimento ou diminuição desse número - que é expresso em unidades chamadas ''pontos'' - representa a tendência geral dos preços das ações negociadas em Bolsa. Os critérios para a escolha das ações que compõem a carteira se baseiam sobretudo na participação delas no volume de negócios e em sua presença nos pregões. Quando alcança números muito elevados (acima dos 50 mil pontos), o índice é ajustado para um número-base (cem pontos), para facilitar os cálculos.





