DÓLAR EM QUEDA
BOLSAS EUROPEIAS EM ALTA


Dólar
Após oscilar ao longo do dia, a cotação do dólar comercial encerrou em queda de 0,71%, a R$ 1,811 na venda, menor valor desde 22 de setembro, quando fechou em R$ 1,793. Este é o quinto dia consecutivo de queda. No ano, a moeda tem desvalorização de 22,37%.

Valor
Em meio à crise econômica global, enquanto multinacionais gigantes, como Exxon Mobil, perderam valor de mercado, as duas maiores empresas brasileiras - Petrobras e Vale - deram saltos significativos de cerca de 80% só neste ano. O valor de mercado da Petrobras subiu 81,1% nos oito meses de 2009, indo de US$ 95,85 bilhões em 31 de dezembro do ano passado para US$ 173,59 bilhões em 4 de agosto. A Vale ganhou 76% de valor, passando de US$ 58,47 bilhões para US$ 102,93 bilhões.

Compras
O Banco Central (BC) informou ontem que comprou US$ 1,258 bilhão no mercado de câmbio à vista, na semana passada, por meio dos leilões que realizou. Desta forma, as compras acumuladas em julho somaram US$ 2,164 bilhões. O BC divulgou, também, que o fluxo cambial foi positivo em US$ 779 milhões na semana passada, acumulando entrada líquida de US$ 1,270 bilhão no mês. Desde que retomou as compras no mercado à vista, em maio, as intervenções do BC somam US$ 8,159 bilhões, para um fluxo cambial positivo de US$ 5,480 bilhões no mesmo período.

Intervenções
Já entre outubro e fevereiro, o BC havia vendido US$ 14,53 bilhões no mercado à vista. No fim de maio, a autoridade monetária informou que passará a divulgar semanalmente o volume das suas intervenções no mercado, com o intuito de dar mais transparência para as operações. Segundo o Banco Central, suas compras não têm como objetivo tentar estabelecer um piso para a taxa de câmbio, ou evitar a desvalorização do dólar em relação ao real. Oficialmente, as compras no mercado à vista tem como objetivo aproveitar a sobra de dólares no mercado para recompor as reservas internacionais, que fecharam julho em US$ 211,871 bilhões, ante US$ 208,425 bilhões do fim de junho.

Previdência Privada
A previdência privada no Brasil registrou captação de R$ 16,7 bilhões no primeiro semestre deste ano, o que representa aumento de 9,56% ante o mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado pelo plano Vida Gerador de Benefício Livre, que cresceu 12,23% no período, com captação de R$ 12,8 bilhões, contra R$ 11,4 bilhões captados no mesmo período do ano passado. Já o Plano Gerador de Benefício Livre teve retração de 0,01%, com captação de R$ 2,2 bilhões.

Alta
Os dados foram divulgados pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida, e mostram que a captação dos planos tradicionais registrou leve alta no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2008, de R$ 1,6 bilhão no ano passado para R$ 1,7 bilhão em 2009. Os outros produtos de previdência captaram R$ 8,2 milhões, com retração de 23,88%. Os planos individuais tiveram captação de R$ 13,5 bilhões no período, crescimento de 11,04%.

Capitais
O mercado de capitais brasileiro movimentou, entre emissões de renda fixa e de renda variável, R$ 46,034 bilhões nos primeiros sete meses deste ano, de acordo com números divulgados pela Associação Nacional dos Bancos de Investimentos. O número representa queda de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior. As emissões do segmento da renda fixa somaram R$ 25,505 bilhões, mostrando queda de 39,5%. A renda variável, por sua vez, totalizou R$ 20,529 bilhões, com declínio de 40,4%.

Europa
As Bolsas europeias fecharam em baixa ontem, depois de se manterem no azul por boa parte do dia. Os investidores seguiram o dia fraco em Nova York, depois da divulgação de pesquisas pouco favoráveis sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. A Bolsa de Londres fechou em baixa de 0,52%; a Bolsa de Paris teve baixa de 0,51%; a Bolsa de Frankfurt teve queda de 1,18%; a Bolsa de Madri fechou com queda de 1,53%; e a Bolsa de Zurique fechou em baixa de 0,47%.

Sob controle
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, avaliou ontem, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que a inflação brasileira sob controle e com expectativas de ficar dentro da meta inflacionária é um dos fatores de estabilização da economia brasileira neste momento. Segundo Meirelles, o Brasil entrou em boas condições na crise, com US$ 205 bilhões de reservas internacionais, demanda, investimentos e produção crescentes. Segundo ele, isso garantiu à economia brasileira uma capacidade de crescimento maior depois da crise e possibilitou ''tração'' superior para saída da crise.

Empréstimos
Ao avaliar o cenário econômico internacional, Meirelles disse que um dado importante a ser observado é a porcentagem das instituições que estão diminuindo ou planejando diminuir seus empréstimos ao consumidor. Esse valor era de 70% no auge da crise e agora caiu para 50%. Ele comentou a previsão do Fundo Monetário Internacional de queda de 1,4% da economia global em 2009, com recuo de 12,2% do comércio internacional.

(Das agências)

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