BOVESPA EM ALTA
PETRÓLEO EM QUEDA

Desempenho
Depois de subir 2,25% na segunda-feira e finalmente fechar no patamar de 55 mil pontos, era de se esperar uma realização de lucros para a Bovespa ontem. E ela até veio, mas foi absorvida durante o pregão, já que mais um indicador bom divulgado nos Estados Unidos manteve os investidores animados para continuarem comprando. A sessão, assim, foi marcada pela volatilidade, com o Ibovespa acompanhando bem de perto o desempenho das bolsas em Wall Street.

Índices
A alta foi garantida bem no finalzinho, e a Bovespa já pulou mais um patamar: fechou nos 56 mil pontos. O Ibovespa terminou o dia em +0,07%, aos 56.038,07 pontos - a última vez que a Bolsa fechou nos 56 mil pontos foi em 28 de agosto do ano passado. Na mínima do dia, registrou os 55.727 pontos (-0,48%) e, na máxima, os 56.656 pontos (+1,18%). Em dois pregões de agosto, registra alta de 2,32%, enquanto, em 2009, os ganhos atingem 49,24%. O giro financeiro totalizou R$ 5,371 bilhões.

EUA
Ontem, o dado de vendas pendentes de imóveis nos EUA, aumento de 3,6% em junho, foi o combustível dos investidores quando já lhes faltava vontade de voltar às compras. As bolsas norte-americanas acabaram fechando em alta. O Dow Jones subiu 0,36%, aos 9.320,19 pontos, o S&P 500 teve alta de 0,30%, aos 1.005,65 pontos, e o Nasdaq avançou 0,13%, para 2.011,31 pontos.

Lucros
No Brasil, a realização de lucros foi puxada pelos papéis da Petrobras que recuaram muito mais do que o petróleo. Petrobras ON terminou em baixa de 1,66% e PN, de 1,32%. Ontem, além de os metais terem fechado majoritariamente em alta, a China anunciou que suas importações de minério de ferro subiram 35% em julho, em comparação com o mesmo período de 2008.

Petróleo
Os preços do petróleo recuaram ontem em Nova York, após valorizar US$ 8 em três sessões. Os investidores aguardam a divulgação, hoje, do relatório de estoques da matéria-prima nos Estados Unidos. A expectativa é de aumento das reservas. Na Nymex, o barril de petróleo cru para entrega em setembro fechou em queda de 0,22%, aos US$ 71,42, em relação à sessão anterior (US$ 71,58).

Dólar
O mercado de câmbio doméstico registrou o quarto dia consecutivo de queda com a cotação à vista encerrando a R$ 1,823 (-0,65%) no balcão e na BM&F. No balcão, esta é a menor cotação desde 25 de setembro de 2008. As mínimas foram atingidas na última hora da sessão à vista, quando a moeda foi cotada a R$ 1,818 no balcão (-0,92%) e a R$ 1,816 na BM&F (-1,03%). Este movimento foi atribuído principalmente ao fluxo positivo. No início da manhã, as cotações ensaiaram uma realização de lucros e exibiram leves altas, que não se sustentaram.

Recuperação
A inversão de sinal para queda ocorreu ainda no final da primeira etapa de negociação e refletiu a reação positiva dos investidores ao aumento de vendas pendentes de imóveis residenciais em junho pelo quinto mês seguido nos Estados Unidos, em mais um sinal de recuperação do setor imobiliário. No mercado futuro, os três vencimentos de dólar negociados projetaram taxas em queda, com um giro total de US$ 13,070 bilhões. O dólar com vencimento em 1º de setembro de 2009 foi cotado a R$ 1,828, com recuo de 0,44%. Este vencimento concentrou um giro de US$ 12,716 bilhões do total movimentado.

Moedas
No tradicional leilão de compra de dólares no mercado à vista, feito ao final da manhã, o Banco Central comprou a divisa americana à taxa de corte de R$ 1,8364. Depois da divulgação do resultado, o dólar à vista era cotado a R$ 1,834 na BM&F (-0,05%) e a R$ 1,837 (+0,11%) no balcão. No mercado de moedas, o euro ganhou 0,06%, a US$ 1,4398; a libra esterlina recuava 0,10%, a US$ 1,6935; e o dólar cedia 0,15%, a 95,22 ienes.

Juros
O mercado continuou a devolver os prêmios da curva de juros ontem em que, no front doméstico, o IPC-Fipe de julho (+0,33%) figurou como único indicador da agenda econômica. Os principais vencimentos passaram o dia em queda e confirmaram tal sinal no término da negociação normal na BM&F. O DI janeiro de 2011 (106.610 contratos) projetava 9,82%, de 9,84% no ajuste e 9,86% no fechamento anteriores. O DI janeiro de 2012, com 52.815 contratos, estava em 10,92%, de 10,95% e 10,97% no ajuste e fechamento de segunda-feira.

(Das agências)

Entenda o Economês

Volatilidade: Medida da intensidade e frequência das flutuações dos preços de um ativo financeiro ou dos índices em uma bolsa de valores. É o desvio padrão das mudanças do logaritmo dos preços de um ativo (financeiro), expressos numa taxa anual. A volatilidade é uma variável que aparece nas fórmulas de opções. As unidades dessa variável são tais que o quadrado da volatilidade multiplicado pela term-to-maturity é um número puro (unity-free). Aplicado aos derivativos, evidencia o grau de dispersão das variações ocorridas no preço (aumento ou redução) de um ativo.

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