MERCADO FINANCEIRO
BOVESPA EM ALTA
DÓLAR EM QUEDA
Maior nível
A Bovespa finalmente saiu do ensaio e furou a resistência de 55 mil pontos no fechamento, graças a uma leva de indicadores industriais favoráveis ao redor do globo. Isso fez com que o principal índice à vista fechasse no maior nível desde o final de agosto passado, antes do agravamento da crise financeira. Apesar do volume não tão forte, os investidores estrangeiros estiveram na ponta compradora, e levaram principalmente siderúrgicas, Vale e Petrobras.
Ibovespa
O Ibovespa iniciou agosto com ganho de 2,25%, para fechar nos 55.997,81 pontos, maior nível desde os 56.382,20 pontos registrados em 28 de agosto de 2008. No ano, a Bolsa acumula elevação de 49,13%. Na mínima do dia, o índice registrou 54.766 pontos (estabilidade) e, na máxima, 56.200 pontos (+2,62%). O giro totalizou R$ 4,428 bilhões. O recorde da Bovespa foi registrado em 20 de maio do ano passado, quando registrou 73.516,80 pontos.
Recuperação
Ontem, todos os números sinalizaram recuperação das economias. O primeiro bom sinal veio da China, que anunciou que seu índice de atividade industrial dos gerentes de compra PMI CLSA subiu de 51,8 em junho para 52,8 em julho, o nível mais alto em 12 meses. Nos EUA, o índice de atividade industrial do Instituto para Gestão de Oferta melhorou de 44,8 em junho para 48,9 em julho, superando as previsões de 46,5. Outro dado animador foi o aumento nos gastos com construção nos EUA em junho, que subiram 0,3% ante maio, na contramão da expectativa de queda de 0,5%.
Reação
Também fizeram preços nos ativos as declarações do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e do ex-presidente do Fed Alan Greenspan sobre a recuperação da economia do país. Por essas e outras que o S&P 500 finalmente fechou na casa dos mil pontos, o que não acontecia desde 4 de novembro de 2008: +1,53%, aos 1.002,63. O Dow Jones avançou 1,25%, para 9.286,56 pontos, e o Nasdaq subiu 1,52%, para fechar na máxima pontuação do dia, aos 2.008, 61%, pela primeira vez nos 2 mil pontos desde 1 de outubro de 2008.
Papéis
No Brasil, na esteira da alta dos metais e com a compra de estrangeiros, Vale ON subiu 2,78% e Vale PNA, 2,01%. Petrobras ON subiu 3,11% e PN, 3,43%. Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro avançou 3,07%, para US$ 71,58 o barril. No setor siderúrgico, Usiminas PNA avançou 2,87%, Metalúrgica Gerdau PN, 3,01%, Gerdau PN, 2,60%, e CSN ON, 2,60%. As ações PN do Bradesco subiram 2,03%. O banco anunciou lucro líquido de R$ 2,297 bilhões, alta de 14,7% ante o mesmo intervalo do ano anterior, número que inclui R$ 460 milhões líquido de impostos por conta dos eventos extraordinários.
Dólar
O mercado de câmbio doméstico começou agosto ampliando o movimento de venda de dólar e a cotação à vista fechou a R$ 1,835 no balcão (-1,61%) e na BM&F (-1,50%) - menor valor desde 25 de setembro de 2008, de R$ 1,821. O recuo das cotações desde o começo da sessão refletiu o otimismo renovado no exterior. No mercado futuro, o dólar com vencimento em 1º de setembro de 2009 foi cotado a R$ 1,842, em queda de 1,73%, após oscilar de R$ 1,866 a R$ 1,838. Em leilão vespertino, o Banco Central comprou dólar com taxa de corte de R$ 1,8314.
Juros
Os juros futuros de médio e longo prazos devolveram no fechamento dos negócios a alta exibida desde a abertura da sessão, em um movimento de ajuste, dados os prêmios acumulados na curva desde a divulgação da ata do Copom, na quinta-feira passada. Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2011 (107.731 contratos) estava na mínima de 9,84%, estável. O DI janeiro de 2012 (72.135 contratos), também na mínima, cedia a 10,95%, de 11,02% e 11,04% no fechamento e ajuste anteriores.
Exportações
A média diária das exportações brasileiras recuou em julho, em relação ao mês anterior, enquanto as importações cresceram pelo terceiro mês consecutivo. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, as exportações somaram US$ 14,143 bilhões á- média diária de US$ 614,9 milhões, ante US$ 689 milhões em junho. Já as importações ficaram em US$ 11,215 bilhões - média diária de US$ 487,6 milhões, ante US$ 468,7 milhões em junho. No acumulado do ano, a balança comercial apresentou superávit de US$ 16,913 bilhões (média diária de US$ 116,6 milhões), alta de 16,4% na comparação da média diária.
Lucro líquido
O grupo financeiro britânico HSBC Holdings anunciou uma queda de 51% em seu lucro líquido antes de impostos no primeiro semestre, comparado ao do mesmo período do ano passado, na medida em as despesas com ajustes contábeis para perdas com empréstimos a pessoas físicas e empresas dispararam nos EUA e em outros lugares. O lucro líquido antes de impostos foi de US$ 5,02 bilhões, contra US$ 10,25 bilhões no primeiro semestre de 2008, embora o resultado suba para US$ 7,5 bilhões se for excluído um ajuste para o valor de mercado da dívida própria do HSBC. O lucro líquido caiu 57% no primeiro semestre para US$ 3,3 bilhões, de US$ 7,7 bilhões no mesmo período do ano passado.
(Das Agências)





