Bovespa em alta
Dólar em queda

Cenários
A semana termina com dois cenários distintos. De um lado, a Bovespa fechou o quinto mês de alta em 2009, com a ajuda do investidor estrangeiro, que voltou a colocar recursos no mercado doméstico. Com o resultado de julho, o ganho acumulado em sete meses atinge 45,86% e é o maior para o período desde 1999. O Ibovespa terminou o pregão de ontem em alta de 0,53%, aos 54.765,72 pontos. Na semana, subiu 0,56%, encerrando o mês de julho com elevação de 6,41%. Já o dólar fechou o mês cotado a R$ 1,865, o menor valor desde 26 de setembro de 2008, quando a moeda fechou em R$ 1,853 no balcão.

Análise
Segundo o gestor gerente da Infinity Asset, George Sanders, embora a Bovespa precise passar por uma realização para atrair novos compradores, a tendência continua sendo a de ganhos. ''Os investidores estão voltando das férias no Hemisfério Norte e isso pode significar mais recursos para a Bovespa. Assim, embora ela possa voltar aos 52 mil pontos num processo de realização, ela está mais com cara de 58 mil pontos'', projetou.

Índices
Ontem, em Wall Street, o Dow Jones terminou em alta de 0,19%, aos 9.171,61 pontos, e, acumulando elevação de 8,58% no mês, no melhor julho desde 1989. O S&P avançou 0,07%, aos 987,47 pontos, e subiu 7,41% em julho, enquanto o Nasdaq teve variação negativa de 0,29%, aos 1.978,50 pontos, com ganho de 7,82% no mês.

Fim da recessão?
As ações perderam força no final da sessão de ontem, mas isso não impediu que Wall Street registrasse seu melhor mês de julho em décadas, com os investidores interpretando o relatório do PIB como uma indicação de que a recessão nos EUA está diminuindo, segundo traders e analistas. Os índices Dow Jones e S&P-500 resistiram a perda de força do mercado no final da sessão e renovaram as máximas do ano, enquanto o Nasdaq fechou em baixa.

Bovespa
A Bovespa, além de seguir o comportamento de Wall Street, ainda subiu com as ações ligadas a commodities, já que metais e petróleo subiram. Na Nymex, o contrato do petróleo avançou 3,75%, para US$ 69,45 o barril. Petrobras terminou o pregão com elevação de 0,86% na ação ON e 0,80% na PN, acumulando queda de 3,11% e 2,11%, respectivamente, em julho. Vale ON subiu 1,23% ontem e 7,39% em julho e PNA, 1,22% ontem e 8,54% no mês. No setor siderúrgico, Gerdau PN subiu 1,72%, Metalúrgica Gerdau, 1,72%, Usiminas PNA, 0,80%, e CSN ON, 0,73%.

Dólar
O dólar no mercado doméstico encerrou o mês de julho cotado a R$ 1,865 (-0,48%) no balcão e na mínima da BM&F, de R$ 1,863 (-0,64%) - ambos são os menores valores deste ano e desde 26 de setembro de 2008, quando a moeda fechou em R$ 1,853 no balcão e em R$ 1,852 na BM&F. Em julho, o pronto perdeu 5,04% e 5,05%, respectivamente; e no ano 20,13% e 19,46%, pela ordem. Esses declínios foram amparados na desvalorização da divisa norte-americana no mercado internacional em meio aos ganhos das Bolsas e das commodities diante da percepção de recuperação gradual da economia mundial.

Fluxo cambial
Em fluxo cambial positivo para o Brasil pelos segmentos financeiro e comercial, o que reflete a confiança dos estrangeiros no potencial de expansão do mercado interno e de ganhos na Bovespa e na renda fixa, e ainda uma elevação da demanda externa por matérias-primas exportadas pelo País.

Futuro
Na BM&F o dólar setembro/09 caiu 0,92%, a R$ 1,875 (com giro de US$ 12,803 bilhões), enquanto o dólar agosto/09 recuou 0,50%, a R$ 1,873 (com giro de US$ 1,268 bilhões). No leilão vespertino de compra, o Banco Central fixou a taxa de corte do dólar em R$ 1,8660. Logo após o resultado dessa operação, as cotações à vista cederam mais. A mínima no balcão foi de R$ 1,862 (-0,64%).

Moedas
No mercado de moedas, o euro subiu 0,93%, a US$ 1,4258, sendo que em julho ganhou 1,59% ante o dólar e no ano apura alta de 2,01%; a libra esterlina ganhou 1,13%, a US$ 1,6706, com alta de 1,57% no mês e de 14,79% ante o dólar no ano; e a moeda norte-americana recuava 0,68%, a 94,71 ienes, com perda acumulada em 2,15% em julho, mas valorização de 4,43% no ano.

Juros
Os juros futuros passaram o dia levemente pressionados, mas alguns contratos chegaram ao final da negociação normal da BM&F perto dos níveis de quinta-feira. A ata do Copom, que indicou fim do processo de flexibilização monetária, continuou conduzindo os negócios nesta sexta-feira, de agenda local esvaziada e volume abaixo do normal. O DI janeiro de 2011 (98.395 contratos) projetava 9,84%, de 9,85% ontem, e o DI janeiro de 2012 (59.615 contratos) apontava 11,04%, de 11,01% e 10,99% no fechamento e ajuste anteriores.

(Agência Estado)

Entenda o economês

Pregão: Anúncio em voz alta que os corretores fazem nas Bolsas de Valores dos preços e condições de compra e venda de ações. O termo se aplica por extensão ao local da Bolsa de Valores onde se realizam essas atividades e se concretizam os negócios.

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