Sobe Bovespa
Cai Dólar


Bolsas
O desmentido chinês de que não vai colocar amarras no crédito e indicadores e balanços favoráveis na Ásia, Europa e Estados Unidos transformaram a aversão a risco da véspera em fumaça e garantiram um dia de ganhos às ações ao redor do globo. A Bolsa doméstica subiu 1,38%, para fechar nos 54.478,43 pontos. O índice oscilou apenas no azul ontem, com mínima de 53.735 pontos (estabilidade) e máxima de 55.083 pontos (+2,51%). No mês, acumula ganho de 5,86% e, no ano, de 45,08%. O giro financeiro somou R$ 4,696 bilhões. O dólar no balcão voltou ao sinal de baixa e fechou em queda de 1,58%, cotado a R$ 1,8740.

Indicadores

Os investidores ontem puderam escolher as informações que queriam repercutir nos negócios. A China, que anteontem trouxe de volta a aversão a risco, ontem aliviou as preocupações, ao desmentir que vá impor controles à concessão de crédito, após um primeiro semestre recorde. Dentre os indicadores, o Japão anunciou alta de 8,3% na produção industrial do segundo trimestre, a maior desde o segundo trimestre de 1953; na Europa, a confiança do consumidor ficou acima do esperado em julho ao atingir 76 pontos, o maior nível desde novembro passado; na Alemanha, o número de trabalhadores que perderam o emprego em julho caiu inesperadamente,em 6 mil, ante previsão de aumento de 44 mil, em julho. Nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego no país subiram menos que as previsões: +25 mil ante +34 mil estimados para a semana até 25 de julho.

Dow Jones

O Dow Jones fechou em +0,92%, aos 9.154,46 pontos, o S&P 500 subiu 1,19%, aos 986,75 pontos, o Nasdaq avançou 0,84%, aos 1.984,30 pontos. Em meio à expectativa de recuperação da economia global, as commodities também inverteram o comportamento de anteontem e subiram. Petrobras, Vale e siderúrgicas se sobressaíam, embora poucas ações do Ibovespa tenham fechado em baixa - apenas sete.

Balanço

Vale, que anteontem teve forte queda no after market após divulgar um balanço pior do que as projeções, ontem recuperou-se, depois de declarações de seus executivos de que a demanda por minério de ferro e níquel indica recuperação no segundo semestre. Vale ON terminou em alta de 1,24%, e PNA, de 0,50%. Gerdau PN avançou 2,37%, Metalúrgica Gerdau PN, 1,98%, Usiminas PNA, 3,61%, e CSN ON, 2,71%. Petrobras ON subiu 0,98% e PN, 1,04%. Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro avançou 5,67%, para US$ 66,94. No setor aéreo, TAM PN subiu 2,18% e Gol PN, 2,38%. O que movimentou este setor foi o anúncio do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) sobre o recuo de 4,26% no preço do querosene a partir de 1º de agosto.

Câmbio

O dólar retomou o sinal de baixa ante as euromoedas e o real, enquanto as Bolsas e as commodities subiram refletindo o otimismo dos investidores com notícias corporativas e econômicas favoráveis nos EUA, na Ásia e na zona do euro. Em meio a um fluxo cambial fraco, o Banco Central fez leilão de compra vespertino e fixou a taxa de corte em R$ 1,8779. Mas essa operação não conteve a baixa e, logo depois, as cotações à vista renovaram as mínimas várias vezes, refletindo a pressão de queda registrada no mercado futuro.

Dólar

O dólar à vista terminou nas mínimas da sessão: cotado a R$ 1,874 (-1,58%) no balcão e a R$ 1,875 (-1,52%) na BM&F. As cotações máximas registradas pela manhã foram de R$ 1,886 (-0,95%) e R$ 1,8845 (-1,02%), respectivamente. Nas duas sessões anteriores, o pronto no balcão havia apurado alta de 1,55%, refletindo a cautela no mercado internacional. No mês, a queda contabilizada pelo dólar balcão está em 4,58% e, no ano, em -19,74%.

Mercado Futuro

No mercado futuro, os quatro vencimentos de dólar negociados projetaram taxas mais baixas, com um volume de negócios até às 16h20 de US$ 12,042 bilhões. O dólar que vence em 1º de agosto e será liquidado na próxima segunda-feira (3/8) com base na taxa Ptax de ontem, projetava às 16h42 taxa de R$ 1,875 (-0,95%), com um giro de US$ 11,584 bilhões. Este vencimento oscilou entre máxima em R$ 1,887 (-0,34%) e mínima em R$ 1,8725 (-1,11%).Às 17h14, o euro subia 0,06% para US$ 1,4064, de uma máxima intraday em US$ 1,4097; a libra esterlina ganhava 0,68%, a US$ 1,6486; e o dólar avançava 0,67% para 95,52 ienes.

Juros

A ata do Copom sinalizando que o atual ciclo de distensão monetária chegou ao fim fez com que os juros reagissem em alta na BM&F, dado o desmanche das posições vendidas montadas nos últimos dias. Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2011 (201.255 contratos) estava em 9,85%, de 9,72% no fechamento e 9,73% no ajuste ontem; o DI janeiro de 2010 (154.505 contratos) subia a 8,64%, de 8,62% e 8,61% no fechamento e ajuste ontem; e o DI janeiro de 2012 (58.805 contratos) avançava a 10,99%, ante 10,88% ontem.


Entenda o economês

Commodity (commodities) - o termo significa literalmente ''mercadoria'' em inglês. Nas relações comerciais internacionais, o termo designa um tipo particular de mercadoria em estado bruto ou produto primário de importância comercial, como é o caso do café, do chá, da lã, do algodão, da juta, do estanho, do cobre, etc. Alguns centros se notabilizam como importantes mercados desses produtos. Londres, pela tradição colonial e comercial brtiânica é um dos mais antigos centros de compra e venda de commodities.

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