Dó­lar
  A co­ta­ção do dó­lar co­mer­cial fe­chou o dia de on­tem com no­va al­ta, in­fluen­cia­da pe­lo mau hu­mor dos in­ves­ti­do­res no Bra­sil e no mun­do. A moe­da ame­ri­ca­na en­cer­rou os ne­gó­cios ven­di­da a R$ 1,904, com al­ta de 1,16% so­bre o fe­cha­men­to de ter­ça-fei­ra. Já o dó­lar tu­ris­mo su­biu 1% nas ca­sas de câm­bio pau­lis­tas, ven­di­do a R$ 2,02. Mes­mo com a al­ta no pre­ço ao lon­go de to­do o dia, o Ban­co Cen­tral fez lei­lão de com­pra de dó­la­res no fi­nal dos ne­gó­cios. A au­to­ri­da­de mo­ne­tá­ria com­prou a moe­da com ta­xa de cor­te de R$ 1,9059.

In­ves­ti­do­res
  A no­va al­ta do dó­lar, re­gis­tra­da on­tem, foi cau­sa­da pe­lo mo­vi­men­to de saí­da dos in­ves­ti­do­res es­tran­gei­ros na Bo­ves­pa, que ho­je apre­sen­ta um for­te re­cuo. O mo­vi­men­to é se­me­lhan­te aos vis­tos nos prin­ci­pais mer­ca­dos acio­ná­rios on­tem, mas é am­pli­fi­ca­do com a for­te que­da nos pre­ços das com­mo­di­ties.

Flu­xo cam­bial
  O flu­xo de dó­la­res en­tre o Bra­sil e o ex­te­rior es­tá po­si­ti­vo em US$ 491 mi­lhões em ju­lho, se­gun­do da­dos do Ban­co Cen­tral atua­li­za­dos até a úl­ti­ma sex­ta-fei­ra. Is­so sig­ni­fi­ca que, nes­se pe­río­do, hou­ve ­mais dó­la­res en­tran­do do que sain­do do ­país. O nú­me­ro apu­ra­do pe­lo BC é a di­fe­ren­ça en­tre as ope­ra­ções na ­área co­mer­cial e fi­nan­cei­ra. Na ­área co­mer­cial, o flu­xo fi­cou ne­ga­ti­vo em US$ 2,686 bi­lhões. O BC con­si­de­ra tam­bém nes­sa con­ta os dó­la­res que en­tram por ­meio de ope­ra­ções fi­nan­cei­ras, co­mo apli­ca­ções, in­ves­ti­men­tos, gas­tos
e re­mes­sas. Nes­se ca­so, o flu­xo fi­cou po­si­ti­vo em
US$ 3,176 bi­lhões.

Sal­do fi­nan­cei­ro
  Se­gun­do o BC, al­gu­mas em­pre­sas es­tão tra­zen­do de vol­ta ao ­país os re­cur­sos de ex­por­ta­ções que es­ta­vam no ex­te­rior pa­ra con­tra­tar ope­ra­ções de im­por­ta­ção. Is­so pro­vo­ca uma pio­ra na con­ta co­mer­cial e uma me­lho­ra no sal­do fi­nan­cei­ro, por on­de en­tra­ram es­ses dó­la­res. No acu­mu­la­do do ano, o flu­xo cam­bial es­tá po­si­ti­vo em US$ 3,156 bi­lhões. No mes­mo pe­río­do do ano pas­sa­do, es­ta­va po­si­ti­vo em US$ 12,5 bi­lhões.

Su­pe­rá­vit
  A eco­no­mia da ­União, dos Es­ta­dos e dos mu­ni­cí­pios pa­ra pa­gar os ju­ros da dí­vi­da pú­bli­ca – o cha­ma­do su­pe­rá­vit pri­má­rio – ­caiu 57% no pri­mei­ro se­mes­tre de 2009 na com­pa­ra­ção com o mes­mo pe­río­do do ano pas­sa­do. En­tre ja­nei­ro e ju­nho, a eco­no­mia foi de
R$ 35,3 bi­lhões, an­te R$ 81,7 bi­lhões em 2008. A que­da foi pu­xa­da pe­la re­du­ção no su­pe­rá­vit da ­União, que ­caiu de R$ 60,7 bi­lhões pa­ra R$ 20,9 bi­lhões.

Eco­no­mia
  Os go­ver­no re­giões tam­bém fi­ze­ram uma eco­no­mia me­nor, de R$ 15,3 bi­lhões, an­te R$ 19,2 bi­lhões no pri­mei­ro se­mes­tre de 2008. Já as es­ta­tais, que ha­viam fei­to um su­pe­rá­vit de R$ 1,8 bi­lhão no co­me­ço de 2008, re­gis­tra­ram ago­ra um dé­fi­cit de R$ 1 bi­lhão. Em 12 me­ses, o su­pe­rá­vit pri­má­rio so­ma R$ 60 bi­lhões (2,04% do PIB). No acu­mu­la­do do ano, o pa­ga­men­to de ju­ros foi de R$ 78,9 bi­lhões. Des­con­ta­do o su­pe­rá­vit pri­má­rio do pe­río­do res­tou ain­da um dé­fi­cit de R$ 43,7 bi­lhões.

Eu­ro­pa
  As Bol­sas eu­ro­peias fe­cha­ram em al­ta on­tem, com os ga­nhos nas ­ações dos se­to­res quí­mi­co e au­to­mo­bi­lís­ti­co. Os in­ves­ti­do­res dei­xa­ram de la­do as per­das nas Bol­sas ame­ri­ca­nas e se con­cen­tra­ram nos re­sul­ta­dos po­si­ti­vos dos ­dois se­to­res no pre­gão de on­tem. A Bol­sa de Lon­dres fe­chou em al­ta de 0,41% no ín­di­ce ­FTSE 100; a Bol­sa de Pa­ris te­ve al­ta de 1,04% no ín­di­ce CAC 40; a Bol­sa de Frank­furt te­ve al­ta de 1,85% no ín­di­ce DAX.

Tí­tu­los
  O Bra­sil cap­tou US$ 500 mi­lhões nos mer­ca­dos dos Es­ta­dos Uni­dos e da Eu­ro­pa on­tem em uma no­va ope­ra­ção de lan­ça­men­to de tí­tu­los da dí­vi­da ex­ter­na. Fo­ram lan­ça­dos tí­tu­los de lon­go pra­zo, com ven­ci­men­to em ja­nei­ro de 2037. O ­país po­de ob­ter ain­da ­mais
US$ 25 mi­lhões ca­so a ope­ra­ção se­ja es­ten­di­da pa­ra a ­Ásia. De acor­do com o Te­sou­ro Na­cio­nal, o Bra­sil é o pri­mei­ro ­país, en­tre os emer­gen­tes, a rea­li­zar uma ope­ra­ção com pra­zo tão lon­go nes­te ano, em um mo­men­to ain­da de cri­se eco­nô­mi­ca in­ter­na­cio­nal.

Entenda o Economês
Su­pe­rá­vit: Em or­ça­men­tos pú­bli­cos, o su­pe­rá­vit sig­ni­fi­ca uma re­cei­ta su­pe­rior à des­pe­sa de­cor­ren­te de um au­men­to da ar­re­ca­da­ção ou um de­crés­ci­mo dos gas­tos. No ba­lan­ço de pa­ga­men­tos, sig­ni­fi­ca que a so­ma de to­das as en­tra­das de di­vi­sas de­cor­ren­tes das vá­rias ope­ra­ções com o res­to do mun­do é su­pe­rior às saí­das de di­vi­sas ori­gi­na­das nes­sas mes­mas ope­ra­ções.

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