MERCADO FINANCEIRO
Dólar subiu
Bovespa desceu
Desconfiança
Após três dias seguidos no azul, o Ibovespa terminou a sessão de ontem em baixa, mas sem perder o patamar de 54 mil pontos. Caiu 0,14%, aos 54.471,54 pontos, diminuindo os ganhos acumulados no mês a 5,84%. O indicador de confiança do consumidor divulgado nos EUA foi o detonador das ordens de vendas. No ano, a Bolsa tem alta de 45,06%. Na mínima pontuação do dia, o índice atingiu 53.779 pontos (-1,41%) e, na máxima, os 54.547 pontos (estabilidade). O volume financeiro somou R$ 5,08 bilhões.
Responsabilidade
Petrobras e Vale foram as principais responsáveis pelo recuo da bolsa doméstica, sobretudo as ações da petrolífera, que despencaram mais de 2%. Na Nymex, o contrato para setembro do petróleo caiu 1,68%, para US$ 67,23 o barril. Petrobras ON perdeu 2,02% e PN, 2,16%. Vale, por sua vez, terminou em baixa mais modesta, de 0,30% na ON e 0,09% na PNA. As maiores quedas do Ibovespa ontem foram Gafisa ON (-4,12%), Gol PN (-3,53%) e Natura ON (-2,38%). Registraram as maiores altas TIM Par PN (+3,54%), Aracruz PNB (+3,14%) e Ultrapar Par PN (+3,12%). Bradesco PN caiu 0,47%, Itaú Unibanco PN, 0,15%, mas BB ON subiu 1,07%.
Condutor
Do setor externo, o principal condutor dos negócios no mercado internacional ontem foi o indicador divulgado pelo Conference Board: o índice de confiança do consumidor dos EUA caiu pelo segundo mês consecutivo em julho, para 46,6, de 49,3 em junho, e ficou abaixo da previsão dos analistas, de 48,2. Esse dado foi um divisor de águas, já que foi a partir dele que as ações, que já caíam, firmaram o pé nessa trajetória. O Dow Jones terminou o dia em baixa de 0,13%, aos 9.096,72 pontos. O S&P500 recuou 0,26%, aos 979,62 pontos, e Nasdaq subiu 0,39%, para 1.975,51 pontos.
Ajustes
O mercado de câmbio ajustou posições compradas ontem, após as cotações do dólar no País caírem mais de 4% este mês. A correção de preços da moeda acompanhou a valorização da divisa norte-americana no exterior em meio à realização de lucros nas Bolsas em Nova York, que acumularam ganhos de mais de 11% nas últimas duas semanas. As vendas de ações no exterior e na Bovespa e as compras de dólar foram estimulados pelos dados mais fracos do que o esperado de confiança do consumidor norte-americano em julho. No fechamento, o dólar à vista subiu 0,37%, a R$ 1,882 no balcão, e ganhou 0,30%, a R$ 1,881 na BM&F. O giro em D+2 registrado na Clearing de Câmbio às 16h26 somava cerca de US$ 1,750 bilhão ou 29% inferior ao registrado em D+2 na véspera.
De leve
No mercado futuro, as rolagens de contratos de dólar prosseguiram com leve aumento do volume de negócios. Os três vencimentos transacionados projetaram taxas em alta. O dólar que vence em 1º de agosto e será liquidado na próxima segunda-feira, dia 3, com base na taxa ptax desta sexta-feira (31/7) apontava às 17h07 valorização de 0,40%, a R$ 1,883, após oscilar de R$ 1,8965 (+1,12%) a R$ 1,8740 (-0,08%). Este vencimento concentrou até às 16h19 um giro financeiro de US$ 14,323 bilhões, de um total negociado de US$ 14,502 bilhões. O Banco Central fez o leilão de compra de moeda à tarde e fixou a taxa de corte em R$ 1,883. Ainda assim, o dólar reduziu os ganhos após essa operação. No mercado de moedas às 17h11, o euro caía 0,51%, a US$ 1,4170; a libra esterlina cedia 0,32%, a US$ 1,6435; e o dólar perdia 0,41%, a 94,66 ienes.
Juros futuros
Após os dados de crédito terem reforçado pela manhã a percepção de que a economia brasileira está em trajetória de recuperação, à tarde foram os números do Governo Central divulgados pelo Tesouro a levar o mercado de juros a reduzir posições vendidas. As taxas futuras tiveram queda limitada na sessão matutina, engataram um movimento de alta no meio da tarde, mas desaceleraram o ímpeto ao término da negociação normal, quando estavam perto da estabilidade.
Movimentação
O DI janeiro de 2011 (129.140 contratos) projetava 9,79%, de 9,77% ontem, tendo atingido 9,82% na máxima. O DI janeiro de 2012 estava em 10,89% (56.650 contratos) após atingir o teto de 10,93%, ante 10,84% e 10,85% no ajuste e fechamento anteriores. O DI janeiro de 2010 (73.610 contratos) operava estável em 8,63%, com máxima de 8,64%.
Em baixa
Os principais índices do mercado de ações europeu fecharam em baixa, em sua maioria, após a divulgação de balanços corporativos mistos pelo Deutsche Bank e pela BP, que diminuíram o ímpeto de alta das bolsas e atraíram realização de lucros. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 caiu 0,9%, para 218,54 pontos. Em termos de mercados locais, o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres recuou 57,29 pontos (1,25%), para 4.528,84 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX caiu 76,81 pontos (1,46%), para 5.174,74 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve queda de 41,39 pontos (1,23%), para 3.330,97 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 avançou 72,30 pontos (0,68%), para 10.664,00 pontos.
Das agências





