Bovespa subiu
Juros Futuros desceu

Em alta


A onda recente de otimismo que atingiu a Bovespa neutralizou a realização de lucros ensaiada no início dos negócios. O fluxo comprador se sobrepôs à indefinição vista nos índices acionários norte-americanos ao longo da sessão, onde os investidores resolveram pisar no freio e embolsar parte dos ganhos recentes. Mas lá, também, a realização foi curta, tendo como justificativa os balanços da Microsoft e Amazon.com. No mercado de câmbio, o dólar avançou 0,42%, a R$ 1,897 no balcão. Contudo, no mês, a moeda apura baixa de 3,41%; e no ano, queda de 18,76%. A Bolsa doméstica terminou ontem em alta de 0,38%, aos 54.457,29 pontos, acumulando, na semana, elevação de 4,58%. No mês, o Ibovespa já subiu 5,81% e, no ano, 45,03%. O giro financeiro somou R$ 4,074 bilhões.

Movimentação

Depois de uma sequência de ganhos, os investidores em Wall Street aproveitaram os balanços da Microsoft (queda de 29% do lucro e de 17% das vendas) e Amazon.com (recuo de 10% do lucro) para colocar no bolso parte dos ganhos recentes. Vale lembrar que quinta-feira o Dow Jones e o Nasdaq fecharam em seus maiores níveis desde novembro passado. No final, o Dow Jones avançou 0,26%, aos 9.093,24 pontos, e o S&P500 subiu 0,30%, aos 979,26 pontos. Nasdaq caiu 0,39%, aos 1.965,96 pontos.

Resistência

A Bovespa resistiu à realização graças à continuidade de fluxo comprador, com Vale e bancos entre os destaques positivos. Vale ON terminou em +0,82% e PNA, em +0,88%. As siderúrgicas caíram em bloco: Gerdau PN, -0,63%, Metalúrgica Gerdau PN, -0,36%, CSN ON, -0,59%, e Usiminas ON, -2,60%. Bancos, por outro lado, subiram: Bradesco PN, +0,80%, Itaú Unibanco PN, +0,29%, e BB ON, +2,20%. Petrobras, que em boa parte do dia operou em queda, fechou sem uniformidade. A ON caiu 0,12% e a PN subiu 0,31%. Na Nymex, o contrato do petróleo para setembro registrou elevação de 1,33%, a US$ 68,05.

Rápido

Segundo o economista Hersz Ferman, da Um Investimentos, a alta recente da Bovespa pode ter sido um pouco rápida - no dia 14 último o Ibovespa estava em 48,8 mil pontos e, quinta-feira, recuperou os 54 mil pontos. Na visão do economista, não deve ocorrer nova realização de lucros como a que derrubou o índice justamente dos 54,4 mil pontos registrados em 1º de junho para os 49,4 mil em 22 de junho e, depois, para os 48,8 mil de 14 de julho. ''O Ibovespa agora deve dar uma estabilizada e oscilar ao redor dos 54 mil pontos até encontrar justificativas para ir além'', avaliou.

Câmbio

O dólar à vista subiu ontem em meio à volatilidade das Bolsas norte-americanas e brasileira diante da realização parcial de ganhos recentes com ações estimulado pelos balanços da Microsoft, Ericsson e Amazon.com. Com o vaivém dos índices acionários, os players que estavam vendidos em dólar zeraram suas posições ao perceberem que os ingressos de estrangeiros destinados à oferta primária de ações da BRF Brasil Foods haviam se esgotado, dada a liquidação ontem dessa operação, disse um operador de Tesouraria de um banco estrangeiro.

Fluxo

A maior demanda pela moeda, que caiu 2,02% nas quatro sessões anteriores e atingiu quinta-feira o menor valor (R$ 1,889) desde 26 de setembro de 2008, amparou a correção das cotações. Na máxima, o pronto atingiu R$ 1,902 no balcão (+0,69%) e na BM&F (+0,64%). No fechamento, o pronto avançou 0,42%, a R$ 1,897 no balcão e 0,32% a R$ 1,8961 na BM&F. Porém, no mês, a moeda americana registra baixas de, respectivamente, 3,41% e 3,36%; e no ano, quedas de 18,76% e 18,02%, pela ordem.

Oscilação

No mercado futuro, o contrato de dólar mais negociado, de 1º de agosto de 2009, oscilou entre leves alta e baixa, mas o sinal negativo prevaleceu à tarde, após subir pela manhã até a máxima de R$ 1,9045 (+0,18%). Às 17h51, de ontem, esse contrato era cotado a R$ 1,898,00, com recuo de 0,18%. O giro movimentado com o dólar agosto/09 somou US$ 9,322 bilhões, concentrando 99,42% de todo o volume transacionado com três vencimentos, que totalizava US$ 9,376 bilhões às 16h20. No leilão de ontem, o Banco Central comprou dólar com taxa de corte de R$ 1,8979. No mercado de moedas às 17h43, o euro subia 0,34%, a US$ 1,4209.

Juros

O resultado do IPCA-15, de +0,22%, melhor do que esperado, serviu de mote para todas as taxas de juros futuros caírem, depois do ajuste de alta pós-Copom. Na sessão regular na BM&F, o DI de janeiro de 2010 (73.275 contratos) projetou taxa de 8,63%, de 8,64% do fechamento e 8,66% do ajuste; o contrato de janeiro de 2011 (153.360 contratos) cedeu a 9,81%, de 9,86% do fechamento e 9,89% do ajuste; o DI de janeiro de 2012 (39.815 contratos) caiu a 10,88%, de 10,94% do fechamento e 10,99% do ajuste da véspera.

Agência Estado

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