MERCADO FINANCEIRO
BOVESPA EM ALTA
DÓLAR EM QUEDA
O cenário financeiro viveu ontem um dia movimentado. Com dados positivos vindos do mercado imobiliário americano, o corte de 0,5 ponto porcentual da Selic e a perspectiva de fluxo cambial positivo, o mercado de câmbio encerrou a quinta-feira como há tempos não ocorria. Ontem, a cotação da moeda americana encerrou a R$ 1,889 no balcão, fato que aconteceu pela última vez em 26 de setembro do ano passado. Este cenário propiciou à Bolsa uma alta de 2,22%, superando a marca dos 54 mil pontos, o que não não era visto desde 1º de junho. As blue chips colaboraram para o bom desempenho do Ibovespa ontem.
Ganhos
O dado de vendas de imóveis usados nos Estados Unidos melhor do que o esperado conseguiu a proeza de ampliar os ganhos da Bovespa em mais de mil pontos em uma única sessão. Os ganhos domésticos foram praticamente generalizados dentre as ações que compõem o índice, mas construção civil, bancos, siderúrgicas e, claro, as blue chips foram alguns dos destaques da sessão.
Giro financeiro
O Ibovespa subiu 2,22%, aos 54.249,69 pontos, maior nível desde 1º de junho passado. Na mínima do dia, ficou praticamente estável, aos 53.065 pontos (-0,01%) e, na máxima, atingiu os 54.629 pontos (+2,93%). No mês, acumula ganhos de 5,41% e, no ano, de 44,47%. O giro financeiro totalizou R$ 7,257 bilhões.
Pregão
As bolsas norte-americanas foram importante referência ontem, principalmente porque os dados conhecidos nos EUA, entre balanços e indicadores, conseguiram furar um importante ponto gráfico de resistência do Dow Jones, ao redor de 8,8 mil pontos. O Dow Jones terminou o pregão com variação positiva de 2,12%, o S&P500 subiu 2,33% e o Nasdaq, de 2,45%. As ordens de vendas se pautaram sobretudo no dado da Associação Nacional dos Corretores de Imóveis que revelaram aumento de 3,6% nas vendas de imóveis usados em junho. O dado foi mais do que o dobro do estimado pelos economistas, de 1,7%.
Commodities
As commodities também se beneficiaram dos dados e balanços melhores de ontem e fecharam em elevação, diante da perspectiva de que a economia norte-americana parece estar esboçando alguma reação. Isso beneficiou diretamente as blue chips domésticas e as ações de siderúrgicas, que ainda contaram com impulso adicional dos dados domésticos igualmente positivos. Apenas nove ações do índice fecharam em queda na sessão da Bovespa.
Dólar
A divisa norte-americana terminou a sessão de ontem baixa de 0,79%, a R$ 1,889 no balcão, e com perda de 0,63%, a R$ 1,890 na BM&F. No mercado futuro, os três vencimentos de dólar futuro negociados na BM&F projetam taxas em baixa, sendo que o vencimento mais negociado, de agosto de 2009 caiu 0,84%, a R$ 1,8915, após oscilar de R$ 1,8855 (-1,13%) a R$ 1,9035 (-0,18%). De acordo com a BM&F, o volume financeiro registrado com o dólar agosto era de US$ 11,933 bilhões, correspondente a 99,38% do total de US$ 12,008 bilhões.
Juros
Os juros futuros subiram forte um dia após o Copom ratificar a expectativa do mercado e reduzir a Selic em 0,50 ponto porcentual, para 8,75%. O movimento foi impulsionado pela percepção do mercado, a partir da leitura do comunicado do Copom, de que não haverá novos cortes na taxa básica. Além disso, também contribuíram para o avanço dos juros projetados pelos DIs o resultado do desemprego no País, menor do que o previsto e o quadro externo, onde as taxas projetadas pelos Treasuries também subiram.
Ajustes
Na sessão regular, o DI de janeiro de 2010 (496.160 contratos) projetou taxa de 8,66%, de 8,60% do ajuste e 8,62% do fechamento de quarta; janeiro de 2011 (350.660 contratos) subiu de 9,75% no fechamento e 9,73% no ajuste da véspera, para 9,89% ontem; janeiro de 2012 (94.540 contratos) tinha taxa de 10,99%, de 10,84 do ajuste e 10,85% do fechamento de quarta-feira.
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo superaram o valor de US$ 67 o barril ontem, beneficiados pelos fortes ganhos nos futuros dos combustíveis e pelo rali das ações. O contrato de petróleo para setembro subiu US$ 1,76, ou 2,69%, e fechou em US$ 67,16 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para setembro avançou US$ 2,04, ou 3,03%, e fechou em US$ 69,25 o barril.
Redução
Operadores estão apostando que as refinarias vão continuar reduzindo suas taxas de processamento, o que vai eventualmente fazer os grandes estoques de produtos refinados, como diesel e gasolina, diminuírem. As refinarias dos EUA cortaram as taxas em 2 pontos porcentuais e operaram a 85,8% da capacidade na semana passada - uma taxa baixa para essa época do ano. Os preços do petróleo subiram 13% desde o dia 14 de julho.
(Agência Estado)





