Dólar
  ­Após uma ses­são ins­tá­vel, a co­ta­ção do dó­lar co­mer­cial ­caiu 0,1% on­tem, a R$ 1,906 na ven­da, acu­mu­lan­do per­da de 2,9% no mês e de 18,3% no ano. O Ban­co Cen­tral ­atuou no­va­men­te no mer­ca­do com a com­pra de dó­la­res à vis­ta. A ta­xa acei­ta na ope­ra­ção fi­cou em R$ 1,9014. O dia não te­ve di­vul­ga­ções de in­di­ca­do­res im­por­tan­tes e os in­ves­ti­do­res ob­ser­va­ram os ba­lan­ços tri­mes­trais. A ­Fiat anun­ciou per­da de 179 mi­lhões de eu­ros no se­gun­do tri­mes­tre en­quan­to a Pep­si te­ve lu­cro de US$ 1,66 bi­lhão em ­igual pe­río­do.


Fluxo cambial
  O flu­xo cam­bial no mês até 17 de ju­lho acu­mu­la saí­da lí­qui­da de US$ 330 mi­lhões, se­gun­do da­dos di­vul­ga­dos on­tem pe­lo Ban­co Cen­tral. Es­se re­sul­ta­do é me­nor que o ob­ser­va­do em ­igual pe­río­do de ju­lho do ano pas­sa­do, quan­do US$ 1,673 bi­lhão dei­xou o ­País. Se­gun­do o BC, a saí­da dos re­cur­sos nes­te mês foi ob­ser­va­da no seg­men­to co­mer­cial, com dé­fi­cit de US$ 1,516 bi­lhão, ge­ra­do por im­por­ta­ções to­tais de US$ 7,237 bi­lhões e ex­por­ta­ções de US$ 5,720 bi­lhões. No seg­men­to fi­nan­cei­ro, hou­ve su­pe­rá­vit, de US$ 1,187 bi­lhão, que se pre­va­le­cer até o fi­nal de ju­lho se­rá o ter­cei­ro mês se­gui­do de in­gres­sos por es­-
ta con­ta.


Reservas
  No ano até dia 17 de ju­lho, o flu­xo cam­bial re­gis­tra in­gres­so lí­qui­do de US$ 2,336 bi­lhões, re­sul­ta­do de su­pe­rá­vit de US$ 11,311 bi­lhões no seg­men­to co­mer­cial e saí­da lí­qui­da de US$ 8,975 bi­lhões pe­la con­ta fi­nan­cei­ra. Em ­igual pe­río­do do ano pas­sa­do, o flu­xo cam­bial acu­mu­la in­gres­so lí­qui­do de US$ 13,261 bi­lhões. O BC in­for­mou ain­da que o im­pac­to de ­suas com­pras de dó­la­res no mer­ca­do à vis­ta nas re­ser­vas in­ter­na­cio­nais foi de US$ 405 mi­lhões no mês até o dia 17. Des­de que es­sas in­ter­ven­ções diá­rias re­co­me­ça­ram, em 8 de ­maio pas­sa­do, as com­pras do BC au­men­ta­ram as re­ser­vas em US$ 6,399 bi­lhões.


Inadimplência
  A ina­dim­plên­cia com che­ques re­gis­trou, em ju­nho, um cres­ci­men­to de 9,2% na com­pa­ra­ção com o mes­mo mês do ano pas­sa­do, com 20,2 de­vo­lu­ções a ca­da mil com­pen­sa­ções. No mês pas­sa­do, fo­ram de­vol­vi­dos 2,14 mi­lhões de che­ques e 105,96 mi­lhões fo­ram com­pen­sa­dos. Em ju­nho do ano pas­sa­do, 2,13 mi­lhões re­tor­na­ram, en­quan­to que 114,78 mi­lhões fo­ram com­pen­sa­dos. Por ou­tro la­do, o ín­di­ce, fren­te ao quin­to mês do ano, ­caiu 19,8%, já que em ­maio fo­ram 25,2 che­ques de­vol­vi­dos a ca­da mil com­pen-­sa­dos.


Ações
  O in­ves­ti­dor pes­soa fí­si­ca que to­mou par­te na ofer­ta pri­má­ria de ­ações da BRF ­Foods (Per­di­gão) te­ve seu pe­di­do de re­ser­va aten­di­do em até R$ 3 mil. So­bre o que ex­ce­deu es­se va­lor, foi apli­ca­do um ra­teio de 46,10%. Os in­ves­ti­do­res com prio­ri­da­de, ou se­ja, aque­les que já pos­suíam ­ações da BRF ou da Sa­dia fo­ram in­te­gral­men­te aten­di­dos con­for­me ­suas es­co­lhas. Os no­vos pa­péis fo­ram pre­ci­fi­ca­dos em R$ 40 ca­da, ci­fra 1,45% me­nor que a co­ta­ção de fe­cha­men­to do pa­pel no pre­gão de ter­ça-fei­ra da Bo­ves­pa, de R$ 40,59. A es­se pre­ço, a BRF ­Food ob­te­ve R$ 4,6 bi­lhões com a ofer­ta pri­má­ria de 115 mi­lhões de ­ações ON.


Investimentos

  O Bra­sil su­pe­rou a Rús­sia e fi­cou em 4º lu­gar na pre­fe­rên­cia dos exe­cu­ti­vos de em­pre­sas en­tran­gei­ras co­mo des­ti­no de in­ves­ti­men­tos di­re­tos até 2011, se­gun­do o re­la­tó­rio ‘‘­World In­ves­tment Pros­pects Sur­vey - 2009’’ (Pes­qui­sa So­bre Pers­pec­ti­vas de In­ves­ti­men­to Mun­dial - 2009, em tra­du­ção li­vre), di­vul­ga­do pe­la Con­fe­rên­cia da ONU so­bre Co­mér­cio e De­sen­vol­vi­men­to. A Chi­na, por sua vez, li­de­rou o ran­king ­mais uma vez, e os ­Brics (gru­po for­ma­do por Bra­sil, Rús­sia, Ín­dia e Chi­na) con­ti­nuam a ocu­par o to­po da clas­si­fi­ca­ção.

Retomada

No re­la­tó­rio do ano pas­sa­do, a Ín­dia ocu­pa­va a se­gun­da po­si­ção, mas o do­cu­men­to apre­sen­ta­do on­tem mos­tra que foi des­ban­ca­da pe­los Es­ta­dos Uni­dos – que es­ta­vam em ter­cei­ro lu­gar no ano pas­sa­do. O re­la­tó­rio, ela­bo­ra­do a par­tir de con­sul­tas a exe­cu­ti­vos de 241 em­pre­sas mul­ti­na­cio­nais, apon­ta que me­ta­de dos en­tre­vis­ta­dos es­pe­ra que a re­to­ma­da te­nha iní­cio no pró­xi­mo ano e que os ní­veis de in­ves­ti­men­to em 2011 su­pe­rem os de 2008 – quan­do o flu­xo che­gou a cer­ca de US$ 1,4 tri­lhão.


Empréstimos

  As em­pre­sas ja­po­ne­sas re­du­zi­ram dras­ti­ca­men­te os ­seus em­prés­ti­mos no se­gun­do tri­mes­tre, re­lu­tan­tes em as­su­mir no­vas dí­vi­das por cau­sa do cli­ma eco­nô­mi­co som­brio, mos­trou uma pes­qui­sa rea­li­za­da pe­lo Ban­co do Ja­pão (BOJ, o ban­co cen­tral do ­país). O ín­di­ce de de­man­da cor­po­ra­ti­va por em­prés­ti­mos, que me­de a por­cen­ta­gem dos ban­cos que vi­ram um au­men­to nos pe­di­dos de em­prés­ti­mos, me­nos o por­cen­tual dos que re­por­ta­ram um de­clí­nio, re­cuou pa­ra -14 no se­gun­do tri­mes­tre, con­tra 13 no in­ter­va­lo an­te­rior. A par­te do ín­di­ce re­fe­ren­te às maio­res com­pa­nhias di­mi­nuiu de 14 pa­ra -10, en­quan­to no seg­men­to de pe­que­nas e mé­dias em­pre­sas ­caiu de 8 pa­ra -15.

Resultado

  A bol­sa de va­lo­res de Tó­quio fe­chou em al­ta, aju­da­da pe­la de­man­da por ­ações es­pe­cí­fi­cas, que su­bi­ram com os for­tes re­sul­ta­dos di­vul­ga­dos por em­pre­sas dos Es­ta­dos Uni­dos, a exem­plo da Tos­hi­ba, in­fluen­cia­da pe­lo ba­lan­ço da Ap­ple. O vo­lu­me de ne­gó­cios, po­rém, foi dis­cre­to, ­pois os in­ves­ti­do­res es­tão em com­pas­so de es­pe­ra pa­ra o iní­cio da tem­po­ra­da de ba­lan­ços tri­mes­trais do Ja­pão, que co­me­ça ho­je. O ín­di­ce Nik­kei 225 ga­nhou 0,7%.


(Das agências)

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